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segunda-feira, 6 de abril de 2015

Jardim de poesias, cultivo de humanidade.


No jardim da vida planto flores,
cultivo com amor e carinho...

Aqueles que buscam, encontram
a delicadeza das pétalas e o bom
cheiro dos perfumes.

Como experiências, conhecem
sobre as asperezas da vida, o
afiamento e corte dos espinhos,
os tortuosos caminhos, abismos
e sombras.

E como homens sábios tiram o seu
melhor proveito e aprumam-se no
oposto a todo mal, numa vida com mais
sabor, temperos e moderado sal.

Quem ganha em ler poesias,
cujo o cultivar dos poetas são verbos
que expressam vida?


São os simples de coração, os quais
investem na maior riqueza que existe:
Amar a Deus acima de todas as coisas,
e ao próximo como a si mesmo.

O bem maior, é o bem partilhado,
este bem, que ao contrário do que
muitos afirmam, não nos iguala, e sim
realça o que cada um tem de melhor,
na construção de um universo de
possibilidades de um viver digno e feliz,
onde heterogeneidade não é defeito
e sim qualidade.

Qualidade esta que nos torna melhores,
não neste estado de competição atual,
mas um "melhores" que de fato não rouba
o brilho das outras estrelas, mas é capaz
de promover um brilho conjunto, que com
certeza é capaz de fazer constelação, e
uma bela pintura cósmica emoldurada
pelo respeito e verdadeiro amor.

By Adalmir Oliveira Campos
adalmir-campos.blogspot.com.br
adalmiroliveiracampos.blogstpo.com.br

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Inteirezas


Estava a caminhar la fora.
Até parecia que o calor tinha amenizado
um pouco.

Pude sentir levemente uma brisa
refrescante, mesmo entre suores.

Caminhar firme, pensamentos difusos,
às vezes confusos, às vezes de
resgate da fé...

Um passo, respiração ritmada, coração
a mil.

Quantas vezes confundi fé com
expectativas, só de pensar, fico
estarrecido, mas também suas significâncias
são tão próximas que quase se misturam.

Investi sonhos, colhi pesadelos!
Mas o corpo e a mente exigem o
caminhar, exigem a saída do lugar.

O pensar deixa a ordem,
que não se pode parar.
É preciso seguir em frente.

Deixar as lágrimas caírem.
Deixar as lágrimas secarem.
Deixar o sorriso surgir.
Arregaçar as mangas e recomeçar.

Seja como for.
A laranja precisa se restabelecer,
precisa recuperar o caldo, o cheiro,
o gosto, a firmeza, a umidade, a
casca, e assim tornar-se inteira.

Pois é somente na sua inteireza
que se torna capaz de doar-se,
de dividir-se, de tornar-se um com
o outro.

Mundos não se formam de metades,
e sim de inteirezas.

E a noite chega calmamente, a brisa
insiste em refrescar a cuca dos que
põem a cabeça para fora de suas
prisões.

O mundo visível e conhecido vai
se vestido de noite, uma noiva às
avessas, diminuindo as cores,
formando sombras que se escondem
por trás das luzes artificiais.

A lua não se vê no céu.
As estrelas são poucas em territórios
urbanos, mas estão lá com toda a
sua intensidade.

Chamam-nos, gritam-nos até.
Revelam sutilmente a certeza
do amanhã.

By Adalmir Oliveira Campos
adalmir-campos.blogspot.com.br
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sábado, 17 de janeiro de 2015

Calorzinho infernal, culpa da Dilma.


A noite caiu.
As estrelas deram o ar da graça!
A lua talvez apareça.
Mas é certo, é escuro lá fora.

Os animais noturnos se põem
em ação, e muitos humanos
também...

Tem pessoas que são movidas
à vida noturna, e que mal há nisso?
Cada um vive no que lhe faz bem,
desde que não faça mal a ninguém.

Mas dizem, e acredito, nada melhor
que uma boa noite de sono, e durante
o dia o uso do bom protetor solar.

Mas voltemos à noite, calor intenso,
onde nem ao menos o bom ventinho
tem dado o ar da graça, dirá a chuva
que a alguns dias anda sumida.

Só acentua este inferno astral.
Dormir já é um tormento onde quem
faz a festa são as muriçocas sangue-
sugas e oportunistas, que nos beiram
no seu zum zum, orquestra nada
romântica, de um ritual de sangue,
onde quem ganha é somente o
tal inseto.

E a culpa é de quem?
Deve ser da Dilma com certeza, dizem
os PMDbistas.

Quando na verdade é de cada um
que se opõe a um melhor cuidado
com o meio ambiente, na busca
incessante de modernidade, boa
vida, tecnologias e futilidades...

A noite poderia ser romântica,
mas sem um ar condicionado,
um bom ventilador, ou ainda
meter a cara e o corpo dentro da
geladeira é meio impossível.

Sei lá, até parece que o mundo vai
acabar em fogo, e a noite continua
e por incrível que pareça, parece
muito, mas muito mais longa nesse
calorão.

By Adalmir Oliveira Campos
adalmir-campos.blogspot.com.br
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segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Poetas e Palhaços


Dizem que poeta produz mais quando sofre.
Dizem que poeta produz mais quando ama.
Dizem que poeta produz mais quando sua
sensibilidade está à flor da pele.

Dito isso, é verdade absoluta, que não fique
o dito por não dito...

Mas na real, poeta que se preza, está sempre
a escrever. Os assuntos a poetizar são tantos,
quem diz que poeta só fala de amor, de sofrimento
e dor?

Poeta fala de tudo o que incomoda, de tudo o
que está ao seu entorno, à sua volta, e no mundo
que o cerca.

Não fala de pessoas, fala para as pessoas.
Seu objetivo maior não são fofocas,  e sim
cultura.

São tantas pessoas perdidas neste mundo.
São tantas pessoas sofridas que necessitam
uma palavra que as conforte, reconforte e as
fortaleça.

E o poeta, tem tudo que estas almas precisam,
no que suas mãos se põem a escrever.

Poesias, versos e mais versos, ruminados,
vividos, sentidos. Estes trazem em seu bojo
as marcas do que sofreu,  o que vai ao encontro
ao que a humanidade sofre diariamente neste
mundo de aprendizados.

Palavras lidas, corações e almas que se cruzam,
trocam informações, aprendem e evoluem.

Engana-se quem diz que poesias são balelas
de donzelas apegadas aos contos de fadas.
São leigos apenas, destruidores de sonhos talvez.
A poesia pode não trazer o "felizes para sempre",
mas pode conduzir ao feliz de cada dia.

Pois é ao que se propõe.
Lágrimas, sofrimento e dor,
bem como sorrisos, alegrias e cura,
fazem parte da vida, e a poesia evidência isto,
e nos acrescenta que o ser humano só evolui se
passar por todas as etapas de "lapidação humana",
o que consiste a própria vida, esta verdadeira
fábrica de estrelas, que um dia, estarão dispostas
em constelação.

Poetas e palhaços tem muito em comum.
Levam muito de sim,  de seus conhecimentos, seus
sorrisos e alegrias, mesmo que para isso neguem
o que se passa em seu interior.

By Adalmir oliveira Campos
adalmir-campos.blogspot.com.br
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