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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Sem você

Foto: Adalmir Oliveira Campos Dez. 2012 próximo a São João da Serra Negra


O sol se acende.
O sol se apaga.

Vem noites traiçoeiras,
E se vão.

Mas as vezes a inquietação insiste em ficar.
Nostalgia parece o sereno que vem pela madrugada.
A neblina dos dias frios.

O medo, a angústia de não mais poder amar.

Como faz falta o amor em minha vida.
Aquele amor que apazígua.
Aquele amor que emana tranquilidade.

Por que coração, entregastes todo amor?
Por que não deixaste um pouco, para que
Eu pudesse seguir enfrente sem temer,
sem chorar, sem sofrer.

Tu fostes insensato.
Diria um pouco relapso.
Me resta curtir a solidão,
Ao menos me acostumei a ela.
Doce rotina, que sua ausência proporciona.

Já aprendi a lidar com a ausência.
Ver-te e não poder tocar...
Ver-te e não poder beijar...
Ver-te e não poder fazer amor...
É preferível a morte que simboliza sua ausência.

Viúvo de pessoa viva.
Viúvo de um amor que insiste
em se manter inacabado.
Por medo, por feridas mal curadas,
malfadados corações.

O mundo parece enorme sem você.
E eu, me sinto tão pequeno, e comprimido,
como se este mundo fosse sobre mim.

Carregar esse amor mal resolvido e inconcluso...
É ser mar morto, onde ninguém nada,
Onde nem os peixes sobrevivem.

Não é amor





Ouvi que o que sinto não é amor.
Que se fosse amor, não me faria sofrer.

Mas até o Homem Jesus, sofreu por amor.
Ele sentiu tanto amor por nós,
Que na cruz se entregou.

Ele sentiu a dor do mundo.
A dor de antes Dele.
A dor da sua época.
A nossa dor,
E a dor dos que virão.

Mas jamais desistiu e venceu a morte.
E ainda vive esse amor.
Sem nós será que ele teria vivido tamanho amor?

O amor é um mistério que desvendamos
ao senti-lo e ao vive-lo.
É algo que nos chega sem hora marcada,
E permanece além do fogo da paixão.

Mas nem sempre é o amor que faz dar certo.
São as escolhas que fazemos na ação,
ou nulidade diante deste amor.

BY Adalmir Oliveira Campos

Chorar


É preciso chorar o choro contido.
É preciso amar além do amor não correspondido.
É preciso a vida em vida.

Porem, as tormentas da inquietação,
Nos leva a deixar pra depois
O que é pra ser presente.

Passado já não importa.
O tempo escorre pelas mãos.
O futuro nada mais é do que uma ilusão,
Projetos e sonhos que tomam vida com
base nas nossas escolhas de hoje.

Resta-nos o presente.

Medo deste presente, insolente...
No qual me deprimo e me conturbo...
Perdido, em meio aos devaneios...
Onde até os sonhos me nego, pois
foi tanto o que sonhei, e pouco
o que vi realizado.

Eita mundo este.
Onde se fabrica mortos vivos,
Delinquentes do amanhã.
Alienação massificante,
Geração das Fobias,
Que retardam a libertação
e aprisiona nos lares, aqueles
que realmente merecem a liberdade.

Enquanto os carniceiros,
bando de corvos e urubus
voam à solta e tomam conta, e
se mantem no poder.

Sonhar...
Viver...
Amar.

Tem sido sonhos distantes...
São tantas burocracias pra vivermos.
São tantas formalidades, preconceitos
e discriminação.

Que o mundo e pessoas que eram
Para serem irmãos, tem-se tornado rivais.
Já nem mais dividem os quintais.

Grades e fortalezas e dureza dos corações
dividem a afastam, no individualismo
predador, onde vence o melhor.
Esse melhor que atende sempre
às minorias.
Onde senzalas e casa de senhorios,
tomam a forma moderna de capitalismo,
patrão e empregado, e família e amigos
subordinados e alvos da sorte de um Salvador.

Que falta não faz o amor de Jesus nos corações humanos
de hoje.
Que falta não faz esse amor.
Amor que contraria esse poderio instituído que visa
somente se dar bem sem olhar a quem.
Pobres excluídos que só aumentam
conforme as tormentas dessa "evolução".

Libertação...

By Adalmir Oliveira Campos

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