segunda-feira, 24 de agosto de 2015

A moeda dos homens e a moeda de Deus


    Desde o início dos tempos modernos e com o advento da globalização, percebe-se em crônicas, comentários, noticiários, dentre tantos outros meios de comunicação em massa, o crescente descaso humano com as questões éticas e de verdadeira moral considerados universais, os quais vem sendo banalizados como se nada valessem, e segue-se nesta mesma temática a banalização do ser humano, o desrespeito pelo coletivo, bem como (des) cuidado e (des) zelo pelos "bens públicos" adquiridos com recursos de impostos e muitas vezes com "sangue" de lutas de nossos antepassados, sem falar na crescente "onda" de evoluir materialmente a qualquer custo, nem que para isso trapassei amigos, família, o sistema e ao próprio "Deus". O que nos leva à reflexão, remontando-nos a mais de dois mil anos, quando um grande homem, considerado por alguns o Filho de Deus e para outros, um Mestre, um Profeta, um Iluminado, (...) em um pequeno trecho bíblico quando Jesus é questionado sobre a questão dos impostos e do dízimo. o Mesmo responde, "Dai a Cézar o que é de Cézar e a Deus o que é de Deus", fala esta muito usada para dar ênfase ao dízimo, mas pouco utilizada para orientar que, devemos pagar pelos impostos, e a usar os benefícios públicos quando realmente necessitarmos deles, conforme suas regras, o que nem sempre acontece. Caso contrário, tiramos o direito de quem realmente necessita, bem como o respeito aos poderes instituídos, exigindo aos mesmos que honrem e busquem por merecer e sustentar este respeito. O que não quer dizer que não devamos cobrar por uma melhor administração do dinheiro público, se há corrupção, é dever nosso buscarmos e clamarmos por justiça incansavelmente. Bom lembrar, eles são nossos representantes, o poder é o povo e do povo, e não de quem o governa, infelizmente costumamos crer no contrário. Já a moeda de Deus, é o bem, o respeito e o amor. Tomemos cuidado, a corrupção muitas vezes começa em nossos lares. O caminho estreito nos chama a nos policiamos sempre, não é porque o outro está fazendo errado, que temos o direito de fazê-lo, a não ser que aceitemos as mesmas consequências sem reclamar. Acredite, elas, as consequências vêm.
    Hoje mesmo, ao iniciar a leitura do livro "A Carícia Essencial", de Roberto Shinyashiki, na introdução feita por J. A. Gairsa, o mesmo relata uma grande verdade, a qual repito aqui (...) "sinto muito, mas as verdades banais de todos os tempos são verdadeiras - e seria bom se a gente tentasse FAZER o que elas sugerem" (...), fala esta que conclui alertando para que o façamos de modo atual e consciente, livre de preconceitos, falsas morais e falsos moralismos, e tantas outras "amarras"que nos impedem de vivermos quem realmente somos, viver este, que nos tornam grandes, de modo a nos libertarmos destas amarras restaurando o que há de melhor em nós, inclusive o amor, o respeito, a carícia essencial, que quanto mais se doa e se divide, mais se multiplica e garante a continuidade da vida humana, e de vida humana com humanidade, qualidade e dignidade. 
    É preciso adquirirmos a consciência de que viemos ao mundo para a nossa evolução espiritual e humana, no despertar do que há de melhor em nós, sem competições (a não ser que sejam competições saudáveis no que diz respeito ao bem e ao amor e sua distribuição e divulgação pelo globo), onde todos são convidados a buscar o mesmo ideal, pois há espaço para todos, pensamento este, tão contrário ao cenário narrado no início desta pequena prosa, que mostra friamente a cruel realidade de sustentação do egoísmo humano.
    

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