quarta-feira, 29 de agosto de 2012

É possível mais de uma alma gêmea?

Seu cheiro e gosto misturados,
Sorriso faceiro,
Sorriso maroto.
Se faz fácil,
Se faz difícil.
Gemidos...
Risos.

A tempos não sentia cheiro e gosto assim...
Como misturas químicas, cósmicas, celestiais,
Que envolvem corpos, mentes, intelecto, espírito e almas.
Que no beijo,
No abraço e
No gozo,
Se complementam e se completam.

Pode haver mais de uma alma gêmea?
Pois cheiro e gosto assim, feliz de mim, só senti uma vez...
Quando meu coração eu rasguei feito cachoeira em sangue,
E disse pela primeira vez EU TE AMO!

Pode existir mais de uma alma gêmea?
Ou me enganei dedicando amor puro e inocente
A quem não merece?
A quem rouba, como lobo que vem na noite,
O amor verdadeiro,
E o destrói feito paixões passageiras.

Pode, acaso, existir mais de uma alma gêmea?
Ou será que verdadeiramente encontrei a derradeira,
Que se safou da morte nas entregas fugazes?

Ou será ainda no desengano, no desentendimento,
Que o amor simples se faz complexo, sem nexo...
E confunde,
Oportunizando às almas solitárias, ilusões de amores,
Que se fazem nas paixões que movimentam a vida,
E não preenchem corpos, mentes, intelecto, espírito e almas?

Almas que se sentem solitárias mesmo cheias de Deus;
Pois o amor que buscam e que completa, se faz na união.
Obra Divina, fôrma gêmea que completa o que o homem
Dispersou, feito estrelas no céu, feito cacos no chão,
Mosaicos, quebra-cabeças,
Que unidos, somam "um" ao Criador.

Por Adalmir Oliveira Campos / 29/08/2012


Decifra-me

Se quiser saber um pouco mais sobre mim...
Não pergunte aos meus amigos.
Nem tão pouco aos desconhecidos.
Viva comigo e tire suas próprias conclusões.

Pois nem eu sei quem sou...
Quase me perdi ao tentar desvendar-me...
Sou um mistério.
Que nem eu mesmo  o sei.

Ora sou sol...
Ora sou lua.
Ora sou cravo...
Ora sou rosa.
Ora sou homem...
Ora sou mulher.

Se nem mesmo eu sei quem sou,
Imagine os que estão fora de mim?
Me veem multifacetado, espelho quebrado,
Coração partido...
Sonhador.

Eu sou apenas alguém que se completa no amor.

No amor, me vejo humano.
E humano eu sou.

Humano que busca, incessantemente,
Não se perder em meio a este mundo surreal
Na busca da auto-humanização.

Por Adalmir Oliveira Campos  29/08/2012

quarta-feira, 25 de julho de 2012

O que seriam os sonhos?

Os sonhos seriam videoteipes da mente consciente e inconsciente em um constante processar de algo que não foi concluído durante o dia, ou durante a vida, e que às vezes nos atormenta e nos deixa inquietos durante a noite, e muitas das vezes nos tira o sono, como em outras oportunidades nos alegra e nos faz querer dormir por mais tempo?

Ou seria o encontro de almas de vivos com vivos, vivos com mortos, mortos com vivos, vivos/ mortos/vivos e vice versa em um mundo paralelo, em busca de se comunicarem, por motivos os mais diversos, em contextos que permeiam o espaço e o tempo, em viagens no passado, presente e quem sabe no futuro?

 As respostas são variantes...

E nenhuma me satisfaz.

Queria saber se os sonhos trazem algo a mais

Que ilusões, vontades, medos, risos, choros,

Ranger de dentes, gozo, desprezo, presença, ausência,

Saudade, dentre outros e muito mais,

De tudo que trás no sono dos mortais.

Nuvens fugazes



Doce beijo...

Beijo quente...

Beijo ardente...

Envolvente.

 Tramas de entregas a dois.

Sabor chocolate branco que se mistura moreno.

Fogo, suor, sussurros que se encerram na calmaria do gozo, que se alonga na noite na esperança da continuidade do sonho que se faz verdade.

 Presente Divino que teme choros e ranger de dentes que se materializam na mente através das cicatrizes deixadas pelas experiências passadas que insistem em demolir o amor.

 Nuvens fugazes, escuras, tempestuosas que vem e que vão e passam. Pois sabem que tem um espaço e tempo maior para brilhar.

 E o que é melhor, como o sol, o amor também tem seu tempo e espaço e nunca cessa, só aumenta, multiplica e descomplica fazendo histórias, promovendo vida, que “ânima” Celeste expande e descomplica,

Fazendo suar...

Fazendo sorrir...

Fazendo falar...

Fazendo calar...

Beijos...

Abraços...

Carícias...

Entrega, verbo em ação, almas gêmeas em busca de um mundo mais irmão.

Retribuição: carinhos x beijinhos

Você chega ao pé do meu ouvido
E me diz baixinho...

Te amo!

Te amo!

Quero beijinho...

Seu beijinho...

Bem quentinho...

Gostosinho.

Vai, vai...

Manda beijinho!

Eu não fico por baixo...

Só por cima...

Dois em um...

Retribuo carinhos.

Sou seu amor.

Sou seu gatinho...

Te pego de jeito e te dou o que você quer.

O que você quer?

Quer meu amor?

Quer meu carinho?

Te dou beijinhos...

Te dou beijinhos...

Te dou meu amor,

Te dou meu carinho.

E mais beijinhos, você quer?

To te dando... to te dando...

To te amando, to te amando.

Às vezes prefiro a loucura

Se às vezes me tranco no meu mundo,
É por medo.

Medo de me corromper, desacreditado em tantas “verdades” as quais me fizeram crer, enquanto me construo na condição de “ser humano”.

Verdades que aprendi.

Verdades que busco viver,

Enquanto verdades que são...

Verdades, que me fazem sentir

Peça falha do sistema.

Pois ética, moral, direitos, cumprimento de deveres, leis, e outros mais...

Têm sido esquecidos, elogiados e bonito nos livros, e pontuações que intencionam primeiro mundo, nas fotos, vídeos e filmes, e horrendo nas vivências e ações humanas.

Diante destas e outras situações cotidianas, temo ficar “Normal” e aceitar cabisbaixo a sina que nos tem sido Imposta, ao malfadado fatalismo, predestinação, destino, Acaso, enfadonho enfeitiçamento que aliena e acomoda Na aceitação do inconveniente, como se este fosse o conveniente.

Se ser “normal”, é contrariar o que sou, o que acredito, o que penso, o que vivo, a verdade, o meu ser, meu vir a ser...

Admito preferir viver na loucura, mesmo que isolada, a qual me permite “ser” e lutar através da escrita e da arte na instalação da duvida, do questionamento do real significado de vida humana em sua experiência terrena...

Onde ser é mais que ter...

Onde palavra acompanha ações...

Onde “faça o que eu falo”, mas preste atenção no que eu faço pra ver se condiz com o que falo, onde avaliar papéis, fotos e vídeos, seja acrescidos do avaliar o que levou a estas resultantes, o humano em seus contextos, vivências, ações e relações.

Peça falha do sistema

É difícil precisar o porquê e o tamanho da tristeza

Que às vezes inunda meu coração e meu ser.

Às vezes nada parece ter sentido.

Vida minha...

Projeto inacabado...

Em construção.

Pausas, paradas...

Causa de chuvas, trovoadas, convulsões provocadas

Por certos roteiristas que insistem em me dizer

Que sou peça falha do sistema...

Pois não me adequo e adoeço sensível ao que me Espõem cotidianamente...

Pois imagino a possibilidade e luto por uma vida plena e feliz, longe dos “faz de contas”, dos “fazem o que eu falo, dito, mando e ordeno, mas não façam o que eu faço”, onde “ações que não condizem com palavras e escritas.”

Me pego sonhando, pensando, imaginando...

Como construir um mundo melhor, ser idealista, sonhador?

Se no mundo muitos se regozijam com a dor, violência, fome, nudez e morte?

Canibalismo

Às vezes penso que seria melhor viver numa jaula com Leões...Pois ao menos saberia o sentido da vida para mim e para eles.
Ao invés de viver entre os seres humanos, os quais muitas das vezes não conhecemos as intenções, pensamentos, emoções, sentimentos e ações as mais diversas, as quais são capazes de realizar.

Horas alegram multidões...

Horas entristecem.

Horas encantam...

Horas chocam toda humanidade.

E nesse ciclo, literalmente falando, alguns humanos estão caminhando para o “canibalismo”, onde o próximo passo, pode ser comer uns aos outros, e  o que é pior, sem culpa nenhuma na consciência, como se alimentassem de um porco ou galinha.

domingo, 10 de junho de 2012

Declaração de Amor


Novamente o amor bate à minha porta...

O incrivel é que ele se manifesta com maior intensidade a cada dia....

Falei que o jardim ia florescer novamente.

Valeu a espera...

A chuva passou...

A chacoalhada dos ventos

Que atormentavam meus sonhos, deu lugar ao seu sorriso e

Aos seus sussurros ao pé do meu ouvido,

Nos eu te amo que soam com sinceridade.

Mal te vi.

Mal te conheço.

E já posso afirmar na intensidade de suas pupilas inertes

Que já te amo, e que

O verde dos seus olhos inundou a minha vida

Com certezas antes perdidas e incredulidade sem fim.

A fé novamente se faz forte.

A luz no fim do túnel se fez visível na luz do seu corpo.

Pele clara, cor chocolate branco, sabor semelhante ao céu.

Falar eu te amo e agir nesse amor ficou mais fácil...

Pois estar com você é saber que existe amor...

É saber que novamente vivo e vivemos o amor.



By Adalmir Oliveira Campos



quarta-feira, 6 de junho de 2012

O medo


Muitas vezes sentimos medo.

É humano eu sei...



Mas, o medo se não controlado,

Pode nos deixar machucados,

Encalhados, sem poder sair do lugar.



O medo existe e é fato.

Ele é um mal necessário.



Que provoca repulsa ao que nos é contrário,

E às vezes, muitas das vezes é ofensivo.



Mas ele é o que dá sabor à vida...

Não permite que esta se aglutine,

E forme lodo aquietador o qual aliena

E massacra o sopro Divino.



Em excesso, paralisa, engessa e deixa qualquer humano num estado de Acomodação...

Instala a culpa e a ansiedade maldita, que aumenta buracos já maltrapilhos da alma e do ser,

Que sem fé, coração palpita, grita e se arrebenta.



O medo é como blocos de concreto, e assim vão sendo empilhados,

Um a um.

Sufocando tudo que há no interior...

Impedindo tudo que é possível no exterior, e que parte do Interior.



Mas que se bem direcionado, educado e ensinado...

Cada um que sente medo,

Se fundamenta, se constrói, e avança

Com os pés firmes.



E assim, vivem realidades que se transformam a partir

De grandes sonhos, onde ser autor da própria história é Possível. Ato corajoso, que o medo oportuno afirma.

Abolição

Que acabe o tempo de escravidão...

Que lúcido torne meu coração.



Que amar não seja atribuído à prisão.



Absolva-me, dê-me a abolição.



Já tens meu amor.

Já tens meus braços,

Meus sonhos,

Meus beijos, sexo e viver.



Que sendo abolidas as amarras

Da desconfiança, do medo e insegurança,

Seja livre o nosso amor.



Que seja lindo...

Que seja intenso...

Que dure um dia...

Que dure um ano...

Que dure uma vida.



Mas que dure o tempo necessário e suficiente.

Seja no pouco ou no muito...

Na riqueza ou na pobreza...

Até que a morte nos separe talvez.



Mas que seja inesquecível, valoroso e eterno enquanto Dure.

Negação x Afirmação

 Há tempos me perdi.

Há tempos busco me encontrar.



Mas como saber quem sou,

Se me nego e sou negado à existência?



Pintam-me como quadro de pintar,

Como louça delicada me protegem

E Manipulam a bel prazer.



Defesa nem conheço...

A ela não fui apresentado.

Pobre capacho acostumado,

Domado, soldadinho de marchar,

A Bandeira tanto protege, que “Nu”

Tiradentes se esquarteja.



Educado no alienar...

De autor a espectador.

Brilho, verniz, terno preto.

Carros engraxados, importados talvez.



Não satisfazem sonhos dormidos, do meu “Era uma vez”.



O problema talvez já saiba...

Pois luz forte, se fez em mim...



Literatura, livro aberto, educação, ação e amor sem fim.

Tudo começou quando me deixei negar

Afirmando os outros em mim.



Sempre sonhei em escrever...

Letras eram minhas vontades...

Artes me encantavam, tornavam sonhos realidades.



Pessoas sempre ao meu lado, a falar, a ouvir, a chorar e A sorrir...

No ser professor, me redescobri

Num crescente construir, reconstruir e construir...



A produzir conhecimentos, fazer história...

Era essa minha vontade.

Adormecida pelo tempo e descrenças humanas, que sem Fé em si mesma, afogaram-se em mim, afogando-me assim.



Doce sofrimento, convivência, aprendizagem e conhecimentos.

Se me enveredei noutros caminhos...

No erro no acerto...

Na negação, na afirmação...

No “ser ou não ser” eis a questão.



Foi devido à subsistência...

Que me levou à falência do Ser pelo Ter.



O diferencial que foi negado,

Hoje afirmado a dores mil...

Demonstra valor sem fim...



Dos negados, afirmados

Idéias que plasmaram possibilidades

Do humano, mundo bom,

Mundo justo, austero.



Onde Platão faria história

A começar pela escola, educação da libertação.

Negação do negativo...

Fazer do positivo

Afirmação da afirmação, da benção e da unção, por uma terra, humanos mais irmãos.

Sensibilidade Artística

A sensibilidade do artista,

É tão imensa e de grande valor.



É entrega de uma vida

Que em partos corroem a alma,

E às vezes provoca nele grande dor.



Dor às vezes tamanha, que estranha se faz,

Feito buracos negros no peito, na alma e no coração...



Buracos estes a sugar tudo que sua sensibilidade capta Do mundo interior, em confronto com o mundo exterior...



Confronto, explosões, ansiedade.



Expressões que trazem boas novas...

Expressões que denunciam o que oprime...

Expressões que libertam do que aprisiona...

Expressões que levam à morte o “causador” da morte...

Expressões que instalam a equidade e o equilíbrio

Que se faz das cores, formas, súplicas, elogios, declarações de ódio e de amor que muitas vezes se Mostram tímidos e subliminares...

Expressões que harmoniza o “todo” nas cores que Surgem em pinceladas, através das palavras douradas Que escorrem das canetas douradas, e soam

Da voz de Deus...

Que se fazem verbo, palavras que confortam e apontam Luz, onde há trevas,

Permitindo a cada ser humano o desabrochar que se faz através da sensibilidade que é experienciada através dos sentidos.

Sensibilidade que é fortalecida e materializada no mundo real, através da busca da perfeição que se adquire na busca e construção de um mundo mais fraterno, humano, digno e feliz.

Obras de artes são filhos

Uma obra de arte é como dar luz a um filho...



É fazer algo que não existe surgir do mundo das idéias,

E dos sonhos,

E Tornarem-se reais e possíveis.



E como o filho, a arte foi feita com lascas de madeira Leve...



Que feito casco de navio, deve seguir livre, e responsável



E assim, a dar voltas ao mundo...



A chocar...

A alegrar...

A espantar...

A escandalizar...



A provocar risos...



A provocar sonhos...



A provocar lágrimas...



Tristezas, alegrias, gargalhadas.



Convocado a trazer a calmaria, a abrandar, a incitar, a Equalizar, a amortecer e trazer novas esperanças e fé, na Promoção de vida nova em harmonia com o “Holos” Universal,

Com o Pai, que nos faz Reais.

Conceito de Amor


Certa feita fui perguntado sobre o que é o amor.



Depois de refletir sobre meus ensaios sobre o amor.

Respondi após certo tempo...



“O amor, às vezes me passa a idéia de que é um sentimento mútuo promovido pela empatia a qual transmite segurança e remete aos envolvidos o sentimento de liberdade um para com o outro, o que contraria os sentimentos de serem invadidos e presos, ao contemplarem as partes envolvidas no compromisso de satisfazer suas necessidades fisiológicas, emocionais, intelectuais, sociais, jurídicas, financeiras, culturais e espirituais de que dependem do outro enquanto seres relacionais, de modo consciente, maduro, espontâneo, responsável, imparcial e incondicional.”

Ou ainda,

“O amor não seria também, confiar no outro, sabendo-se seguro sem forçar?

Amor não seria reconhecer as necessidades do outro e agir para satisfazê-las, não esperando a cobrança para este amor em ação?

As cobranças causam a condicionalidade a qual, denota a falta de amor.

Amor é feito amor de Jesus...

É uma entrega total, sem se anular, sem se perder, e assim, sem anular e fazer perder a grandeza que se “é” em Deus, e de Deus.”



Aliás, “filho de peixe, peixinho é”

Semana Literária

O tempo é frio lá fora.

Aqui dentro, um calor que não se agüenta...



O vazio dá lugar aos sons inebriantes de uma noite de encantos...



Os anjos se acomodaram para ouvir da “Noite Literária”, o Que brota da mente de Deus, sob a escrita que se faz Pelos poetas, escritores e pensadores do agora, os quais Fazem o humano se conhecer com bases no passado, Como lampejos de luz pelo retrovisor do carro, e os leva a Projetar um futuro magnífico que se amplia ao longo do Pára-brisa, na linha do horizonte, a qual não marca o fim, E sim, o início de novos horizontes a serem buscados, Perseguidos e almejados.



Os quais conduzem ao novo em cada presente, e sempre Os leva a seguirem em frente, com os pés no chão, e com O amor nas ações e no coração.

Não quero ser herói

Muitos me acham metido...

Muitos me acham com cara de boizinho, filho de papai.

Outros ainda, confesso, me acham sabichão, sargentão, sabe tudo, confusão.



Não quero ser herói.



Se me diferencio dos outros, não é por ser o melhor.

É por ser humano e entre falhas e acertos fazer a Diferença, quebrar a rotina, que muitas das vezes Desbaratina, cega, aliena, acomoda e definha.



Não quero ser herói.

Não pretendo ser mero espectador.

Menos ainda ser vilão.



O que quero é fazer história, vivendo a vida,

No amor em ação.



E assim, ser quem “sou”, sendo no mundo zorro sem Máscaras.

Podendo viver a verdade que sou.

Sem perder a humanidade da qual sou parte...

Sem perder o humanitário que do humano é arte, é Cultura, é conhecimento, é ciência, é amor em ação por Toda parte.



E assim, sendo quem “sou”, seguir em frente sem me perder novamente...



Sem me entregar...

Sem me escravizar...

Sem me deixar alienar...

Sem me corromper com inverdades.



Seguir com capacidades de sonhar...

Com capacidade de realizar...

Com sabedoria no ato de doar e amar em ações Constantes.



Buscando assim, viver meus ideais, evitando viver ou Fazer valer os ideais alheios, a não ser quando solidários e coletivos.



Não quero ser herói...



Quero apenas seguir em frente, e levar comigo os que Querem seguir em adiante.



E assim, humano, certo, errado, acertado e falho, Seguir...



No avivamento de meus sonhos, que de tão sublimes e idealistas, se afirmam nos sonhos de outros humanos como eu...



Seres que pensam ao mesmo tempo em que vivem e Caminham construindo histórias sobre a terra.

E como seres pensantes, buscam como eu, um futuro melhor para o humano em sociedade.

A voz do povo é a voz de Deus


Dizem por aí que a voz do povo é a voz de Deus.

Eu sou parte desse povo...

Cuja voz dizem ser de Deus.



Eu sou parte desse povo sofrido...

Eu sou parte desse povo de alma dolorida...

Eu sou parte desse povo de andar tristonho...

Eu sou parte desse povo muitas vezes pisoteado;

Humilhado; retalhado, resarchado...



Que na maioria das vezes, não têm voz, e quem diria, não tem vez.



Eu sou parte desse povo, que no poço; No caos instalado Se encontra e se revela, e em alguns pontos vai aos extremos na busca ansiosa, como o grito que ecoa no deserto... Clamando ser ouvido...Reivindicando a Liberdade...

Direito em igualdade, na busca de viver em dignidade e qualidade reais. E assim, ser atendido.



Eu sou parte desse povo...

Cansado...

Ansioso...

Aflito...



Eu sou parte desse povo que repugnado luta contra as Prisões e cárceres privados que lhes são impostos Diariamente...



Eu sou parte desse povo, que assusta com as ações do Estado e seus aliados, os quais, nos coloca em jaulas, como inocentes filhotes de animais silvestres, ou crianças órfãs, que inconscientes e solitárias aceitam o castigo por serem humanas em sociedade.



Sou parte desse povo, que por medo, mesmo inocente, mesmo sem terem cometido delito algum vive em prisões, aceitando pacificamente o castigo.



Sou parte desse povo, que olha esbabacado, perplexo, o que é feito à luz do dia... e nos mantemos calados, enjaulados enquanto os verdadeiros delinqüentes, desordeiros, injustos andam a solta por ai, abraçados com a “justiça”, que sentada se faz de cega, muda e surda, diria sem sentidos até... Ao ponto de enquadrar pobres coitados que “roubam” por pão, enquanto fortalece os dementes que investem no tráfico de drogas, humanos e outros mais...



Sou parte desse povo, que a tudo vê, e que a tudo aceita, por acreditar que sozinho não se faz nada.



A luta no grito solitário no deserto pede socorro, é persistente e se faz necessária...



A luta no grito solitário no deserto pede socorro e a união de outros gritos mais.



Sou parte desse povo, que grita, que busca alavancar os descrentes, que já não sonham mais...

E que sem sonhos, não realizam, pois não vivem, definem-se pelo que crêem ser a zona de conforto boa demais.



Sou às vezes, como esse povo que sem sonhos e forças, não colabora para a construção de um mundo melhor.



Sou parte desse povo, que precisa abrir os olhos, a boca, ouvidos, nariz, e assim, aguçar o tato e outros sentidos mais...



Sou parte desse povo, que se encontra engessado, na falsa paz, na falsa saúde, na falsa alegria, na falsa liberdade, na falsa dignidade, na falsa sociedade, na falsa religião e outros falsos mais, que a alienação e a acomodação nos trás.



Sou parte desse povo, que acredita, que se tamanha falsidade perpetuar, o ser humano vai acabar por definhar o contrário pode acontecer se o sono, o medo, a insegurança, a fé, o amor, a ação do povo, se fizer real no despertar.



Sou parte desse povo que grita solitário como louco no deserto...

E muita das vezes não é ouvido e muito menos atendido...

E muita das vezes, se vê preso também, por ser julgado cavalgar os “extremos”, mas o que ele pode fazer se fora deles não tem sido notada a evolução?



Prisão domiciliar...

Prisão da mente consciente e inconsciente...

Prisão intelectual...

Prisão do agir...

Prisão do “ser”...

Prisão do conflitar...

Prisão da crítica...

Prisão outras mais, as quais são dadas aos humanos habitarem.



Rouba-se o canto e a alegria do viver e cantar...

Canarinho silvestre posto na gaiola, mesmo com águas, comida, um lar e conforto, aos poucos deixa de cantar...

Aos poucos definha e se não é solto em tempo, se liberta quando se vai.



Sou parte desse povo, que se sente canarinho preso...

Que sem voz, na voz de Deus,

Do canto do canarinho

Do canto do humano

Anseia o céu na terra.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Humanos...

Humanos, são perfeitos na criação...
Humanos,  tornam-se imperfeitos através da educação...

Também, ninguém vem com manual de instruções!

Mas, negar a perfeição do humano é negar a perfeição Divina.
Pode o Criador sendo Perfeito realizar obra imperfeita?

O humano é perfeito.
Suas ações, comportamentos, atitudes e escolhas
Que são imperfeitas.
E culpa em parte ele têm.
Mas o meio e contextos em que ele foi educado também.

Então como julgar se o erro foi não saber educar...
Nos mimos tudo pode...
Na abdicação do sim e do não...
Do respeito que não foi conquistado...
Da razão e consciência que lhe foi negado.

Muitos humanos se perderam...
Muitos humanos ainda se perdem.

E a cada dia perdem mais.
Perdem a capacidade de amar.
Amor que começa em si,
Na descoberta do sopro Divino que o move.
Mover que gera amor...
Mover que gera ações...
Mover que vai de encontro ao outro
Na cosntrução de um mundo novo.

Mas o que fazer com os humanos
Que se perderam?
São este sem solução?

A capacidade de amar ja não têm.
Já não partilham o pão e nem o bem.
Até sua presença nega vida em sociedade.

Com ações irracionais.
Ações que os nivela aos animais comuns.
Um modo de viver tão banalizado...
Que se persistir será complicado, e difícil
Separar o comum do racionalizado.

É tamanha voracidade,
E agressividade com os demais...
Onde filho matam pais...
Onde pais matam filhos...
Onde matam seus iguais.

E por que?
Pra manter um sistema falho,
Que escraviza a bel prazer?
 
Se o humano não acordar,
Em gaiolas feitos casas,
Em medicamentos pra loucura,
Será seu viver pior que a ditatura.

By Adalmir Oliveira Campos
29/05/2012

Quero reviver você...

O tempo parou...

Não vejo a hora de te reecontrar.
Quero tanto reviver aqueles momentos que passamos juntos.
Quero estar novamente no paraíso onde você é o meu anjo.

Mas o tempo parou...

A saudade aperta meu peito e todo meu ser desperta
Com a simples lembraça de você.

Ao te pegar na porta da sua casa...
O brilho intenso de seu sorriso...
Seu "oi, boa noite".

Foi paixão, amor à primeira vista.

Mas o tempo parou...

O desejo de te ver aumenta.
Desejo de reviver você.

Minha alma sedenta pede você...
Ansiosa te deseja.

O sol me lembra o brilho das luzes
Da boate na qual dançamos abraçados...
Feito almas conhecidas de longas datas...
Quem sabe de vidas passadas.

Reecontro que possibilitou
Recordações do nosso amor
O qual se mantém no respeito
Que nos une na amizade
que se fez pela distancia.

By Adalmir Oliveira Campos
29/05/2012

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Carta aos jovens...

Esta “carta” é dedicada aos jovens que existem mundo afora, nas crianças, nos adolescentes, nos adultos, e nos idosos, jovens caras pintadas, que maquiados às vezes em tons de cinza, têm privado a si mesmo de si, do outro, na busca do ter, na negação do ser humano que nos une enquanto família universal.

Jovem,
Eu sei e tenha certeza que Deus, o Deus o qual você acredita, sabe também, que a sua jornada humana, dita terrestre, às vezes tem sido difícil, para não dizer insuportável.

O buraco em seu coração tem sido enorme feito buracos negros a sugar seus sonhos de uma vida plena e feliz. São tantas realidades, contextos e máscaras com as quais você tem que conviver a cada dia, junto à família, amigos e sociedades.

É sabido meu caro jovem, que às vezes, o sistema em que vivemos, o Estado, a escola, a família e sociedade, nos oprime; O que denota aparentemente que estamos sendo esmagados contra a parede, atropelados no anulamento de nossas esperanças, de nossos sonhos e ideais de vida.

Mas não temas, segue adiante, lute, busque através do conhecimento e aprendizagens constantes, as que muitas vezes ocorrem nas experiências que vivemos, as quais geram erros e acertos, e destes, novas experiências e novas aprendizagens que trazem e promovem a Luz, onde ainda nos é escuro, Luz, que promove o autoconhecimento, o qual nos permite neste autoconhecimento a possibilidade de vislumbrarmos a nós mesmos, de nos admirarmos, e notarmos o nosso imenso valor, o que pode nos render a alegria de reconhecermos em nós este imenso valor. Ao nos vermos assim, percebemos que existem milhares de possibilidades em nossas vidas, e que temos sim, um significado no mundo, o qual se faz na construção de nossas próprias histórias, que são por nós conduzidas e trazem conseqüências, as quais oriundas de nossas escolhas pessoais, são realizadas e ocorrem conforme nosso livre arbítrio, e assim nos permitem poder viver plenamente a vida e alcançar a tão sonhada felicidade, ou o oposto de tudo isso, caso fizermos as escolhas incertas, que conscientes ou “inconscientes”, nos trarão as conseqüências as mais diversas, das quais não poderemos culpar ninguém, nem a Deus, pois são escolhas pessoais e intransferíveis, mas que devemos fazer, pois assim, a vida acontece.

Jovens, repito, é o grito de Deus que brota dessas palavras, desse ser imperfeito, que passa a mensagem do seu maior desejo, que é o de se encontrar, e que ao encontrar a se mesmo, possa percebê-lo no outro.

Jovem, busque encontrar o que realmente é importante, interessante e valoroso em sua vida, a começar por você, “Obra prima e amada do Criador”.

Conhecer a si mesmo, no reconhecer suas fraquezas, no reconhecer o que te fortalece, ao apontar suas dificuldade e limitações, e ao apontar o que pode levá-lo a superá-las e assim, agindo no seu mundo e no mundo que o cerca, possa descobrir e aprender com novos conhecimentos, e criando outros se possível, para que através destes conhecimentos possa adquirir novos hábitos de vida, revendo hábitos antigos ainda necessários, reeducando-se e se desfazendo dos desnecessários, buscando mudanças de atitude e comportamentos, e incessante aprimoramento de habilidades adquiridas no decorrer da sua vida e aquisição de novas habilidades.

Jovem, mudanças assim, são dolorosas eu sei, Deus também o sabe, pois ele suporta tudo ao nosso lado, mas por respeitar nosso livre arbítrio, ele não interfere e assim somente torce e media para que no fim de nossa jornada, e no fim de cada jornada humana tudo contribua para o equilíbrio e harmonia, a fé que temos através do Criador e de nossas ações se confirmam em nossas vidas.

Mas, caros jovens, creia, não superar tudo isso e a se mesmo, pode ser mais doloroso ainda, e as vezes custar-lhes uma vida, que em vida muitas vezes já não tem sentido, e o nos torna mortos em vida, a passar pela vida na busca de prazeres mundanos, que trazem falsas alegrias, as quais mascaram a realidade e leva a sentirmos por instantes a “felicidade”, a que deveria ser constante, mesmo que diante de conflitos e dificuldades as mais diversas.

Jovem, estes pequenos momentos de felicidade viciam e alimentam a necessidade e busca de prazeres constantes, os quais não nos são impedido. Mas é necessário que possamos nos divertir com responsabilidade, pois a liberdade nos exige isso, ela não existe sem a responsabilidade. Momentos de lazer, de dançar, de cantar, de curtir a família, amigos e os meios os mais diversos de entretenimento, são importantes, desde que não sejam usados como válvulas de escape, para preencher e dar significado às suas vidas, e sim como dito, enquanto formas e meios de lazer, integração/ socialização com família, amigos e sociedade, pois somos seres relacionais e relacionarmos de modo consciente e saudável é importante na construção da felicidade plena.

Jovem...

Atenha-se ao que realmente é importante em sua vida, a começar por você, seus familiares, amigos, e depois as pessoas e o mundo.

Jovem, gaste conforme teu ganho, e não sejas demasiado ambicioso, saiba parar ao se satisfazer e evite criar dentro de si um buraco negro, que a tudo suga e o faz sentir a necessidade de sempre mais e mais na busca da definição de ser na busca do ter.

Jovem, evite alimentar e enriquecer sistemas que alimentam crenças de que o ser se faz no ter, no status, ou posição social ao qual nos dão rótulos ou possam nos rotular, no decorrer de nossas vidas, nos diversos contextos e segmentos sociais em que participamos, convivemos e agimos no dia a dia.

Jovem, lembre-se, o ser, nada mais é o que você é na sua essência humana, e do que você constrói ou se propõe a construir e fazer na escrita de sua história...

Jovem, você é, o que se propõe a ser no seu intimo, nos seus “instintos”, que se faz na consciência e construção que partem do autoconhecimento, no auto-cuidado, no auto-amor, no autovalor, e no que dedica e propõe a si e aos seus semelhantes no reconhecimento do que são no ser e na negação do que possuem que se baseia no ter.

Jovem, lembre-se, você é valioso como quando veio ao mundo, mesmo nu e sujo de sangue, mesmo que ainda não tenha sido cortado o cordão umbilical, e até mesmo antes deste “nascer” e vir ao mundo, e que seus semelhantes, humanos como você também o são.

Jovem, Você não deve permitir que o seu valor possa ser medido pelo que possui a custo do dinheiro, do poder e status social, ou ainda na noção de que és superior aos outros humanos, que às vezes são subordinados a você.

Jovem, você é valioso pelo que é, e você é responsável pelo que se torna a cada dia, e pelo que pode vir a se tornar, o que vai depender de suas escolhas presentes, e creia, você é o único capaz de fazê-lo feliz, esta é a vontade de Deus, o qual lhe dá todas as manhãs as oportunidades para isso, ou as condições para que você crie estas oportunidades e seja um vencedor. Lembre-se, nascemos para sermos vencedores.

Jovem, creia, tenha fé, a felicidade plena não está em adquirir bens materiais, ou coisas, nas farras com amigos, em drogas, em seguir a moda, em amontoar riquezas, em ter mansões, carros luxuosos e às vezes importados, em ser endeusado numa fantasia promovida por um status que e adquirido com o poder e que dão a falsa idéia de que somos semideuses, embora isso não os impeça que vivam algumas dessas experiências, você tem a liberdade, embora deva se ater à sua responsabilidade na sua condição humana, as que não lhe fazendo mau e nem aos outros humanos ao seu redor, podem ser usadas de acordo com sua liberdade como opções de lazer, opções estas, que devem ser realizadas com consciência de que são opções de lazer e que outras, vistas como anestésicos nas situações conflituosas do dia a dia, possam ser evitadas pois anulam e encurtam a vida que está em cada um de nós e nos impede de viver realidades felizes e reais.

Jovem, vícios podem trazer ou darem a impressão de momentos felizes, de prazer e êxtase o que ás vezes nos confundem com realidades felizes. Mas, jovem, não se permita ser enganado, e não engane a se mesmo aceitando-os em suas vidas, e lembre-se, às vezes na busca do ouro, das riquezas, do poder, status, postos hierárquicos, podemos nos perder, nos vender e assim, perdermos o que nos é mais caro, o que não há dinheiro que compre ou pague, pois na maioria das vezes nos são presenteados e permitidos os usufrutos gratuitos.

Jovem, pare, pense, avalie-se, questione-se e aos outros e ao mundo e sistemas e contextos os quais participa todos os dias. Perceba-se e coloque-se no mundo, aprecie suas famílias, seus amigos, a natureza, e toda a grandeza que o mundo que lhe foi presenteado oferece em paisagens, cenários ás vezes bucólicos, que se fazem à luz do dia e às luzes noturnas, perceba os sons, as cores e o quanto são especiais e caros, como aos que te amam e lhe querem bem. Perceba nas suas convivências sociais, em família, com os amigos e colegas os mais diversos o prazer, gozo e felicidade que nos vêm de forma gratuita e nos permite enxergar que liberdade é ser quem somos, desprovidos de máscaras e assim mesmo, ainda sermos amados, ainda termos valor, ainda sermos admirados e queridos e por que não sermos felizes?

Jovem, ao nos permitirmos ser quem somos, e ao permitirmos a verdadeira felicidade, e ao termos a consciência e ação constantes para que este ser e viver plenamente e feliz se faz na luta que se opõe a sistemas hierárquicos, ditatoriais, antidemocráticos, alienantes e escravisadores de almas, corpos e vidas humanas, tornamos possíveis a construção de um mundo melhor, com mais qualidade de vida, que com os pés nos chão, entendem que conflitos sempre vão existir, mas que estes são molas propulsoras de verdadeira evolução do mundo e no mundo e da humanidade que nele habita, que passa a ser construída de modo sustentável e consciente, que se faz na ação diária, animada e dinâmica de vida.





quarta-feira, 16 de maio de 2012

A última carta



Se pedi a separação não foi por falta de amor...
Muito pelo contrário, foi por não me adequar
Ao que você esperava de mim...

Enquanto eu te amava e te queria perto...
Enquanto eu te deseja e te queria no amor e no sexo...
Enquanto eu me doava por completo...

Você se afastava e só falava que me amava...
Mas nas suas ações...
No que tinha pra hoje...
Você foi me expulsando da sua vida...

Se pedi a separação, foi por não aceitar ficar longe de ti...
Se pedi a separação, foi por não querer ficar longe
Dos seus carinhos, do seu amor e presença.

Mas você preferiu ficar debaixo das asas genitoras...
Preferiu não crescer...
Se é sua vontade, E´direito seu, não posso negar.

Mas por isso e por me amar, não foi possível continuar.
Você sempre soube das minhas intenções...
Mentiu, omitiu...Adiou sonhos e promessas.
De sete viraria dezessete...
E eu quase aceitei esperar...

Não quis jamais me opor à sua família.
Só quis formar com você uma família.
Uma família baseada no amor, respeito,
Compromisso, e cumplicidade...
Coisa que não vinha acontecendo.

Você se entregou pouco, esperando se entregar no futuro.
Você me isolou, me gelou...
E assim, foi me expulsando da sua vida,
Quando me oferecia ausência de você...
Bobo seria eu se aceitasse.

Quando se dedicava aos outros e me fazia promessas de
Um futuro incerto, eu tentava me adaptar a você...
Tentava levar a situação.
mas não deu.

Meu orgulho e amor próprio mais uma vez me fizeram decidir recomeçar.
que pena que não foi com você.
Pena que você nem percebeu...
Seu amor não foi suficiente...
Que pena.

Mas sigamos em frente, se não foi,
Diria o poeta, é por que não era pra ser...
Mas tenha certeza, que o pouco que construímos,
Me fez ver em você a amiga, a irmã
Que espero uma dia, após cicatrizarem as feridas
Possamos confirmar.

Saiba que o amor que tive por você, ainda existe...
Que nesta história, por mim tudo está perdoado...
Já não existem culpados...
O amor, resiliente que é,
Se transformou em algo pra nós que pode ser um bem maior.

Amizade para mim é assim



Quando se enche um jardim de flores, é sabido que as borboletas vão vir pousar sobre elas...
Mas depende das borboletas quais jardins elas acham mais atraente aos seus olhos e sentidos... Para que façam uso de suas asas e cheguem até ele.
Compete ao jardineiro semear, zelar pelo jardim, sem se preocupar se as borboletas virão ou não. Mas se ele depositar amor no que faz, dedicação, empenho, é certo que elas virão...
Borboletas, é sabido, botam ovos dos quais saem pequenas lagartas que se alimentam das folhas e flores do jardim, e com o tempo se metamorfoseiam e se transformam em novas e lindas borboletas. Cabe ao jardineiro permitir ou não que este enfeitar, desarrumar e reenfeitar o jardim seja continuado pelas borboletas as quais pretende atrair.
Se o jardineiro gosta das borboletas e as quer em seu jardim, tem que ser paciente e compreender que antes de serem borboletas, elas são lagartas, e se amadas e queridas enquanto lagartas, com certeza serão belas borboletas.
Mas se a aceitação à lagarta que às vezes causa repulsa e medo, acontecer, é sabido que sempre existirão borboletas nos jardins, onde os jardineiros que cultivam as flores, aceitam borboletas como são.

Visão do Paraíso




Ontem recebi um telefonema.
Será que veio do além?
O encontro foi marcado.
A  ansiedade da espera foi tremenda.

Será um sonho?
Ou será o início de um pesadelo?
Medo, angústia, reflexão.

Chega a hora derradeira.
O coração dispara e acelera em um ritmo
Que provoca taquicardia,
Suor frio,
Esperanças.

A parafernália negra, parecia ter descida do céu
Surge lá fora.
A porta se abre.
Alguém que sai de lá, sorri.

Devia ser um sonho mesmo...
Pude ver o céu estrelado naquele sorriso.
Um breve oi. Como vai?

Entre, sente-se, conversemos.
Troca de olhares.
Dedos procurando dedos.
Partilha de energias.
O primeiro beijo.
Beijo tímido, como que se adaptando um ao outro.

O calor aumenta.
 O filme global já não interessa mais.
E a televisão dá lugar a um fundo musical, que parece acompanhado por fogos de artifícios no céu.

Minha boca seca...
Busca água para beber.
E a encontra em seus lábios.
Um abraço forte...
Nos vi jogados na cama.
E como entre nuvens me senti, como a tempos não me sentia...
Arrepios, sussurros, o céu.

Beijos, carícias, toques, afloravam todos os sentidos.
Desejei caso fosse sonho que fosse eterno.
Neste sonho, ao tê-la em meus braços, percebi a riqueza da criação e firmei a crença na existência do Criador, por tamanha perfeição.

Você é poesia...
Você é obra prima...
Deus com certeza é um Artista, e diga-se de passagem, o melhor...
Capaz de produzir feição tão angelical.

Entre dormir e acordar
Entre beijar e abraçar
Entre ser real ou sonho.

Aconteceu a entrega.
E mesmo sabendo não poder ser seu,
Me entreguei e vivi aquele momento único e mágico.
Que possivelmente não se repitirá.
Pois entendi em seus olhos, que seus sonhos não poderei contemplar.

Se houvesse a oportunidade do retorno à terra em outra forma que te satisfizesse plenamente, não me hesitaria em deixar morrer em mim o que não te contempla e permitiria colher os frutos que deseja colher na vida.

Mas esta obra prima, somente o Criador é capaz de realizar.
Sabendo não ser possível, não pretendo destruir seus sonhos e impedir que colha os frutos, cuja semente deseja semear.
Deixo-te partir.

Mas fica no coração a lembrança deste momento que foi possível a paixão e o amor se alinharem.

A porta se abre, se fecha.
A parafernália te levou.
Ouvi um breve adeus.
Mas mesmo assim meu coração se alegrou, pois tive uma visão do paraíso.

Luto



O que seria luto?
O que é estar de luto?
Seria o estado de espírito que instala-se sobre nós quando algo ou alguém que amamos  vai para não mais voltar?

Na vida tenho fugido ao estado de luto.
Tenho buscado falsas alegrias para mascarar a dor da saudade e a falta que aquele pedaço que se foi,(mas que ainda faz parte de mim) não me leve à morte e instale o luto em outras pessoas, ou o estado de espírito que se instalou em mim.

Minha mente inconsciente cria resistências buscando aliviar a dor.
Mas é preciso viver o luto.
Clamo-te inconsciência, se faça consciente para que possa ser sentida essa dor, por maior que ela seja.
Lembre-se já cresci, não vou me perder.

Devolva-me as lembranças do tempo de criança, para que ao menos nelas eu possa viver os entes queridos que se foram, os momentos da meninice que não voltam atrás, e os amores que perdi.

Faz-me consciente de cada lembrança que se esconde e psicomatiza em mim doenças do corpo e da alma; Para que através do luto eu possa vivenciar cada uma dessas lembranças, cada situação vivida, sejam estas felizes ou infelizes, e permita-me me reconstruir.

Cheguei ao fundo do poço e não há água pra me afogar.
Nem a morte me deseja.
E é visto que desejei morrer.

Lembranças obscuras, que as escuras do inconsciente, façam-se reais, façam-se presentes e conscientes transformem-se em lágrimas, tanto que seja suficiente para encher este poço em que me encontro.

Não se preocupe inconsciente não é para que eu morra afogado e sim para que eu nade até a superfície e me refaça para viver novas aventuras, sonhos, lembranças, conhecimentos, amores, amizades , ideais e assim, me permitir amar e ser amado, aproveitando cada momento como único, no apreço à caminhada, livre e despreocupado com a morte, a qual pode significar um novo começo, que deve acontecer no momento certo, na hora certa, ao chamado de Deus.



Lágrimas Secas



Será que minhas lágrimas secaram?
Será que meu coração gelou?
Será que a fé foi consumida?

A esperança que é a ultima que morre, parece exaurida.

Quero me levantar e não consigo.

Sinto o peso da gravidade me esmagar ao chão.

A queda parece inevitável.

Os sonhos e ideais se embaralharam.
Misturaram-se feito peças de um quebra cabeças.
Tento montá-lo.

Cada peça demonstra não ser feita para se encaixar uma à outra.

Penso não saber como jogar este quebra cabeças da vida, o qual se desenha por ovelhas vestidas de cordeiro.

Sinto-me como perdido ainda.

E tento aproveitar o tempo presente para unir as peças e assim, colocá-las de modo que se encaixem e demonstrem a figura que dê significado real à figura final.

Mas as peças nem sempre se encaixam...
E demonstram relutância em serem encaixadas.

Algumas, até parecem mudar de forma e cores.

E o cenário em que me vejo é sem cores.
Nos contextos em que vivo, o preto e branco demonstram que até as lágrimas são impedidas de cair.

Onde me é privado até a oportunidade da loucura.
Pois existem os amados que não merecem isso de mim.

Mas o tempo passa tão rápido.
Não consigo acompanhá-lo no encaixe das peças, e sem tempo, parece que cada vez mais, as peças eu embaralho, e assim desmonto e recomeço a montar o quebra cabeças.

O que seria de mim se não fosse a resiliência?

Com certeza, seria a falência.

O jogo continua, com pausas, com avanços, com retrocessos.
Mas as peças são variantes.
Parte de um todo complexo, o qual denomino vida humana, que se encanta na magnífica e fascinante ação em um crescente construir, desconstruir, construir, desconstruir e assim sucessivamente, ou seja, Eterno Ser em Construção.

Peça fundamental da Criação, peça amada, querida e desejada pela Pérola que é o Criador.

No fim, creio eu, seremos um em Deus.



Loucura


  Se alguém me visse agora diria que estou louco.
O que me importa, se muitos já me vêem assim?

É na minha loucura de andar descalço, de cueca vermelha, camiseta cinza e chapéu na cabeça que me encontro, me fortaleço e crio forças e esperanças para continuar acreditando em mim, nos meus sonhos e ideais, e no ser humano.

Este ser humano,
Quer negro ou branco,
Amarelo ou pardo
Albino e outros mais, seja qual for a pigmentação de sua pele, a tribo em que vive, do seu contexto, dos seus sonhos, das suas crenças, valores, ideais e cultura;
Não são nada mais nada menos que seres humanos.

Humanos carentes,
Humanos doentes,
Humanos descrentes,
Humanos sem ânimos até.

Pois é visto que estão perdendo a fé no outro
Bem como a capacidade de amar, de cativas, de se entregar, sem receber algo em troca, incondicionalmente.

Humanos, entes sedentos de paz.
Humanos, entes sedentos de amor.
Humanos, entes ilhados, almas solitárias em busca de suas almas gêmeas, que na maioria das vezes estão por debaixo de seus próprios narizes; Na figura que se desenha no seu próximo, que também é humano, e parte da mesma alma que é você, quem vêm de Deus, seja ente do modo como eu, você, nós vemos.

Sósia de você





Amar você foi bom demais.
Amar você me trouxe paz.
Amar você foi um aprendizado sobre o que é o amor, ao menos o que é o verdadeiro amor.
Verdadeiro amor que ultrapassa as palavras, que se figura na ação, no servir, no amar amando, fazendo sentido o verdadeiro amor.
Foi através do seu olhar...
Foi através do teu calor...
Foi através do teu abraço forte...
Foi através do seu sorriso meigo, de suas gargalhadas sinceras, do brilho intenso do seu sorriso.
Foi através de todo você, e com você, que pude me enxergar, que pude me aceitar, que pude se feliz ao te ver e fazer feliz.

Te perdi.
Me perdi.
Já não nos temos mais.

Outros amores não me satisfazem.

Meu consciente e inconsciente me afirmam a todo momento, que amor tão bom assim, é incapaz, ao menos no momento de ser superado ou de ser alcançado.

Talvez nas andanças por aí, eu encontre sósias de você
Já que com você, a água secou, e já não dá mais.

Foi orgulho de ambos eu sei.

Pois se viveu ou sentiu ao menos um décimo do que vivi e do amor que senti você, com certezas voltaria pra mim, pois saberia do fundo de sua alma  que amor assim, é feito pedra preciosa difícil de ser encontrada, talvez uma e  outra jamais.

Apelo




As vezes me sinto como uma estatua de gesso, que se despedaçou ao cair no chão.
Estilhaçada, feito mil pedaços.
Olhos vibrantes e temerosos de serem atirados ao fogo, feito objeto a ser incinerado pela perda do valor.

Rumo a banalidade que os humanos têm preferido assimilar uns aos outros, me vejo assim, “sem valor”.

Embora não tenha sentimentos.
Embora não tenha raciocínio.
Embora não possua sopro de vida...
No que poetizo, a estátua pede socorro ao restaurado.
 Assim como o humano em cacos que me tornei pede e busca o amor restaurador.

Peço a Deus e a outros humanos, nos quais eu ainda acredito, que me ajudem a atribuir-me valor. E assim, como o restaurador faz com a imagem de gesso estilhaçada. Em Deus, por  mim, e no outro busco me recompor, me refazer, me reconstruir e continuar-me no processo de construção sem perder a essência.
Peço humildemente a Deus que conceda aos professores, psiquiatras e psicólogos o dom da Sabedoria, da Misericórdia, da Compaixão e do Amor, para que dotados de tais dons, possam com ética, compromisso e responsabilidade tratar seus semelhantes. Pois nota-se que como curandeiros da alma humana, curandeiros das emoções, dos sentimentos, da libertação, serão muito procurados, dado os caminhos que a humanidade tem seguido.

Fica aqui o apelo e o clamor de que honrem seus juramentos enquanto professores ,psiquiatras e psicólogos da libertação...Libertação capaz de devolver o sentido da vida, do humano, da humanidade, de Deus, e do planeta em que vivemos.

Sonhos de criança...



Estou fazendo aqui, aos poucos uma retrospectiva de minha vida, de minha história...

E relendo textos antigos, nas gavetas já esquecidos...
Me deparo com versos, poemas e diversos textos que me fazem lembrar dos sonhos de quando eu era criança que aos poucos deram lugar à realidade de uma vida que se conquista dia a dia. Esses sonhos infantis, por incrível que pareça, ainda insistem em assoprar em mim a chama que esquenta os desejos de que devo insistir em sonhar com um mundo e com uma vida melhor.

Quando criança, eu me via andando pelas estradas como se fosse um ser gigantesco, com uma energia imensa, e onde passava, desfazia as maldades, as imperfeições, tristeza e solidão. Sonhava, acredite, em mudar o mundo...
Quão bons foram meus sonhos.
Eu, tão pequeno, não sabia ainda como conduzir minhas próprias pernas, que de tão finas, me davam o apelido carinhoso de "palito"... Mas já sonhava em espalhar o amor.
Hoje, já homem adulto e barbudo que sou, aprendi que me mudando, mudo o que se passa ao meu redor, e mudando o que se passa ao meu redor, inspiro outras pessoas a promoverem mudanças em suas vidas também...
E assim, cada um vai cumprindo o seu papel de construir um mundo cada vez melhor, versando e vivendo o amor...



Com carinho e amor,  Adalmir Oliveira Campos

Entrega...


O amor que pulsa em meu coração, pode ser diferente do que pulsa no seu, mas isso não significa que não é amor, são amores que se completam no valor que damos uns ao outros através da prática e vivência do amor..