sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Beicinhos com beicinhos, beijinhos


Beicinhos com beicinhos.
São beijos de amor.
Aquecem o coração e incendiam
o corpo todo.

Beicinhos com beicinhos são pavios
em barris de pólvora. No beijo faíscas
e a explosão é pau pra toda obra.

Beicinhos com beicinhos.
Beijos que eu quero a toda hora.
É amor que aquece bem mais que
catapora.

Beicinhos com beicinhos, beijos e
juras de amor.
O resultado é sempre o que é bom
para os dois.

Beicinhos com beicinhos.
Beijos e mais beijos.
Assim é grande o tesão e maios ainda
o meu desejo.

Beicinhos com beicinhos.
Beijinhos perde a roupa.
Corpos nus, suores abafados...
Isso tudo só é bom entre dois
apaixonados.

Beicinhos com beicinhos.
Selinhos ofegantes e cansados.
Só se aquietam, só se calam,
no dormis juntinhos e abraçados.

Beicinhos com beicinhos.
Beijinhos eu te amo, eu e você
este é o plano.

By Adalmir Oliveira Campos
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Só depois, seguir a dois...


Quando pensei estar amando, vivendo
um sonho sem igual...

Juras de amor, fetiches e carnaval.

Esperas ansiosas, encontros calorosos.
Me enganei.

Fui aos poucos me tornando inimigo
de mim mesmo, me privando para o
outro realçar.

Entregas bobas de quem pensa saber
tudo da arte de amar.

Só não sabia eu, que não tem como
desvestir um santo para vestir outro.

Tirei amor de mim e me manado menos
me entreguei na sorte de ser feliz.

Somente o outro saiu ganhando, pois
sua alegria foi meu pranto e choros
de amor.

Embora ter sofrido, muito aprendi.
E o melhor é investir em mim mesmo.

É moroso se reconstruir, custa tempo e
muito esforço, e às vezes o sorriso demora
a surgir.

Mas ele vem todo branco, junto à poesia.
O coração se renova e mais forte sabe que
a sorte é certeira nas flechas do cupido, o
qual ensina que o amor vem sempre no melhor
amigo, aquele que se vê diante do espelho
e quando se fecha os olhos...

Só depois pode-se seguir a dois.

By Adalmir Oliviera Campos
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quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Perdi o jeito de falar de amor?


Penso que perdi o jeito de falar de amor.
Não sei, não flui assim tão facilmente.

Não que eu tenha desaprendido sobre
o amor, muito pelo contrário.

Pois na arte de amar avancei muitas casa,
posso dizer que evoluí.

Foi no amor por mim.
Foi no amor pelos meus.
Foi no amor pelos outros.
Foi no amor a Deus.

Talvez praticar amor acalma um pouco as
palavras e estas se tornam constantes
na ação.

Não tem jeito, falar e fazer amor é bom demais.

E só nos engrandece e faz feliz.

Talvez amor não seja essa loucura narrada
em outros tempos, e sim, calmaria.
Assim como o mar que vai absorvendo a tudo
sem se perder e sem permitir que se perca
o que foi absolvido.

Gota a gota que se completa em mar, em
diversidade de corais, peixes, plantas, cores e
vida.

Assim é o amor...
Completude que não transborda, embora sempre
expanda, aumenta e se multiplica.

O bem é comum e o amor nos torna um, e
quem é capaz de fazer mal a si mesmo?
Acredito, só alguém que não conhece o amor,
só alguém que não pratica o auto-amor.

By Adalmir Oliveira Campos
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sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Resiliência das plantas


Queria eu a fortaleza e paciência
das plantas e sua resiliência.

Se formam, ficam raízes e do sol,
da chuva, do ar e da terra retiram
energias e se mantém vivas e viçosas.

Às vezes sentem sede, murcham e
se encolhem todas feito posição de
uma oração. Contidas economizam
forças e alcançam a graça das chuvas
e se superam dando a entender que a
água da chuva contém adubos celestes.

Se superam sempre, mesmo judiadas
do sol, das secas, dos excessos de
chuvas, da falta de cuidados e dos
adubos.

Nunca desistem, embora nem todas
prevaleçam na manutenção da vida, mas
mesmo quando se vão, sua bondade
perpetua sendo adubo para as que
continuam a empreitada de ser floresta,
de ser bosque, de ser mata, de ser jardim,
e assim se misturam e continuam a viver,
fazendo parte de outras vidas.

As plantas nos dão grandes exemplos,
sendo a maioria de sabedoria e bom senso,
no respeito mútuo, amor e acolhimento.

By Adalmir Oliveira Campos
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Teclada do amor


O amor surgiu assim, numa teclada
e troca de palavras no Facebook.

E teve continuidade no sorriso que
encontrei ao abrir o portão.

Entrou e fincou morada bem lá
dentro do coração.

Tudo aconteceu assim, naturalmente
e sem muito forçar ou pensar, e só
a Deus é permitido saber quanto
tempo irá durar.

São trocas de carinho.
Tem beijinhos e sempre que podemos
fazemos amor gostoso, desses de arrancar
suspiros e deixar ofegante, sem respiração.

Amor que vem assim é bom, mesmo que
não seja perfeito, faz bem e alegra o coração,
enchendo o mesmo de emoção.

A dois é bom o cativar, esta partilha, verdadeira
doação e arte de amar.

No egoismo não tem como quando a escolha
é seguir a dois. A resultante tem que ser boa
para ambos numa combinação perfeita, assim
feijão com arroz.

E assim como surgiu este amor, segue nas trocas
de palavras, de carinho, de cativar e de organizar
o ninho, bem como o sorriso leve, olhos nos olhos e
caminhar de mãos dadas.

By Adalmir Oliveira Campos
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Sempre mulher


Muito admiro as mulheres. Não mais do
que deveria.

Foi de uma delas que vim ao mundo, por elas
em sua maioria fui educado.

Por elas tenho o respeito mais caro, mas às
últimas gerações tenho cá as minhas dúvidas,
faço algumas ressalvas e até tenho por elas
uma pitada de dó.

Podem dizer que é machismo e coisa e tal,
mas do jeito que a coisa anda, vai mal.

A mulher conquistou seu espaço na atualidade,
em quase todas as profissões já se equiparou
aos homens, e em muitos casos já os superou.

Só não entendo esta rivalidade, esta competição
que aos poucos vem fazendo de mulheres,
homens de vagina.

Muito me estranha os modos de falar, de gesticular,
de andar e de dirigir, o que antes condenavam nos
homens, hoje fazem igual o pior.
Salvo, nem todas, não sou destes que generaliza.

Só tenho fé e acredito que mulher merece respeito
e em direitos tudo igual, mas assim, como mulheres
que as antecederam, vale o exemplo.

A boa educação, a vaidade, o cheiro gostoso e o
respeito antes de tudo, e em tudo que fazem, sem
perderem a essência e feminilidade de mulher.

Ousar sem causar estranhezas.
Superar sem se perder, sem ser vulgar.
Pode sentar-se numa mesa de buteco, beber cerveja,
jogar sinuca ou boliche, truco e muito mais, mas sem
deixar de ser mulher e de se dar o valor devido.

Mulher tudo pode, menos deixar de ser mulher.
Deusa, Vênus, esplendor...
Guerreira e lutadora e ao mesmo tempo sedosa
como uma flor.

Não é exigir demais, os dois lados, os extremos,
é pedir para que sejam mais e mais, e sempre
mulher.

Jamais objeto, jamais escrava, jamais submissa,
jamais diminuída, jamais discriminada, jamais invadida,
jamais objeto sexual e outros mais.

Mas sempre mulher....
Sempre por cima, salto alto mesmo descalça
Bem vestida mesmo estando nua.
Maquiada mesmo de cara limpa.
Honrada mesmo não sendo mais virgem.
De bom caráter, pois é o que conta.

No mais, sempre mulher, poderosa e por que não
VITORIOSA?

By Adalmir Oliveira Campos
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quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Difícil matemática


Não tem mais nem menos 
quando dois resolvem ser um!
Os corações se entendem...

Difícil a matemática?

No amor um mais um é um.
E um menos um é zero, ou ao
menos choros por algum tempo
até que se possa somar novamente.

By Adalmir Oliveira Campos 
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Sempre para servir, assim é o amor


É belo e todos sabem que é.

Não serve pra ser guardado,
somente para ser servido,
e não há quem não queira.

É espetacular, sobremaneira,
sobrenatural.

Nos diferencia por completo
de todo outro animal.

Cabe bem em cada coração,
basta o querer.

Este é o amor que acordado
ou adormecido habita cada ser.

By Adalmir Oliveira Campos
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E nasceu o amor, simples assim


Num piscar, num olhar...
Nasce o amor e aos poucos
se aprende a arte de amar.

É feito flecha que surge do arco
e flecha das mãos do cupido.
Vem certeiro, vem veloz e acerta
os alvos sem um pingo de dó.

Dois corações.
Sangram mais não morrem.
No amor o sangue corre feito
rio rumo ao mar, e o amor
é o barco que os conduz.

A tudo, trás paz, enche de luz.
E na ação nos assemelha a Jesus,
e o amor se intensifica promovendo
a vida nos corações ainda adormecidos.

By Adalmir Oliveira Campos
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Deságuar


Como pode o rio desaguar-se no mar?
Como pode o rio assim se entregar?

São tantas histórias que carrega, e ao
mar todas elas leva.

São águas que se vão e não voltam mais.
Como dizem os filósofos, são águas sempre
novas, embora o rio seja o mesmo.

Que entrega é essa?
É um agregar-se e unir-se, água doce,
água salgada, uma só, com muito mais
volume com muito mais histórias.

Perde-se o rio?
Ganha o mar?
Fim do rio, vida ao mar?

Mistério, talvez feito o amor a dois, que
faz um, que pensam e agem por dois e
assim a vão e amam na ação.

Tão grande torna-se o mar.
E o rio vai nele misturado.
Mas nem por isso é menor que o mar, já
é parte dele e juntos são enormes.

Já não há espaço para mesquinharias,
destas que ainda habitam o seio humano,
o mar e o rio, são mais, junto aos oceanos.

Um só, profundo, fecundo, trás vida e muito
mais, e só aumenta, e o incrível é que não
transborda.

Ondas vem.
Ondas vão.
E eu sonho um dia ser rio, ser mar, ser oceano,
e no evaporar me unir a Deus, pois Maior não há.

Eu e Deus.
Deus e eu, assim como o rio, o mar e oceano...
Um só mistério possível.

By Adalmir Oliveira Campos
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quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Por mais cor, mais calor...


Meu sangue já não é tão vermelho e quente.
Com o tempo esfriou...
É certo que sangue quando esfria escurece, e
se muito frio, escurece mais ainda e surgem
cristaizinhos de gelo.

Já foi vermelho, deste de causar inveja.
Carmim, cor de goiaba madura, esmeralda.
Feito pintura em boca carnuda e pele clara
como a neve.

É frio embora corra por todo o corpo no
pulsar do coração. Ainda sabe amar mesmo[
calejado as emoções.

O coração já não é o mesmo, com o tempo
envelheceu, as batidas soam pálidas e o
sangue segue a sina, oxigenando, irrigando
o corpo e levando alimento a este.

Embora frio, segue na busca de novas cores,
novo rubro, fogo e calor...
Que eternize e faça cada vez melhor a vida e
com certeza o nosso amor.

By Adalmir Oliveira Campos
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Cachoeiras de Minas


Cachoeira pinga D'água.
Cai em rio e no mar deságua.

Trás riquezas minerais, arranca suspiros
e muitos ais.

Névoas dos amantes, poço do amor.
Beijo debaixo d'água, muito sol,
muito calor.

Em Minas é assim.
Cachoeira em cada esquina, no
cerrado o que mais?

Ainda tem tatu, tamanduá e muitos
outros animais.

Mas com certeza são as cachoeiras os
mares das Gerais.

Cabe um, cabem dois, cabem três,
e é bom demais.

Cachoeira pinga D'água.
Cai em rio e no mar deságua.

Lava o corpo, lava a alma e ao coração
trás a calma. Remédio dos melhores,
junto ao verde, fauna e flora.

Recanto dos passarinhos, num pouso
o canto, onde gostaria de construir meu
ninho, e assim viver de poesia e banhos
de cachoeira no sertanejo cantar ao
violão.

Queda d'água cachoeira, motivação de
minha vida, alegria do meu coração, de ti
faço versos, de ti faço canção, junto à
moça bonita vivo o amor e o trem é bão.

Cachoeira pinga D'água, sob lua cheia ao
céu se iguala. Veem-se as estrelas no espelho
d'água e se banham o amado e a sua amada,
e a vida segue plena no lombo firme, numa
cavalgada.

Cachoeira pinga D'água, guardada na lembrança,
põe saudade, pé na estrada, e juntos caminhamos
para o mar que deságua no céu.

By Adalmir Oliviera Campos
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terça-feira, 19 de agosto de 2014

Pessoas vão e vem - Reflexão


As pessoas vão e vem.
Entram e saem de nossas vidas...
Algumas deixam a história concluída, outros não,
estes deixam uma interrogação.

A gente fica sem entender por que sumiram,
por que partiram e por que nem se quer olharam
para trás.

E a vida segue com uma pequena lacuna que às
vezes se preenche com notas de esquecimento
e se esvaziam quando as lembranças são mexidas.

Não importa o tempo, o qual ficaram ou ficarão
ao nosso lado, sempre restaram e restarão
rastros e e marcas desta passagem, deste encontro,
desta passagem, deste encontro, desta troca de
experiência, sejam demasiado negativas, sejam
demasiado positivas.

Os salários já diziam, ninguém passa em nossas
vidas por acaso, e se vão ou se ficam, tem seus motivos,
e devem seguir ou permanecer, se isto os fizerem felizes.

Cabe à gente superar as partidas, abraçar os que já
estão conosco, e os que chegam, selecionando, lapidando e
buscando o que também nos faz felizes e bem.

O que é para ser será.
Seja no amor.
Seja na amizade.
Seja no trabalho.
Seja onde for.

Nada acontece por acaso e segue em partes às diretrizes
de nossas escolhas, em parte às diretrizes das escolhas
alheias, que em meio aos conflitos e caos buscam o
equilíbrio.

E no balanço e fluxo da vida e do viver, o importante é se
por de pé e a caminhar sempre que necessário, pois é o
movimento que nos leva adiante rumo à conquista de nossas
metas e objetivos.

E o melhor é que quem caminha conosco lado a lado
também contribui para as vitórias, pede e da apoio nas
quedas juntos chegamos ao pódio onde a maior vitória
é ter feito a caminhada valer a pena.

By Adalmir Oliveira Campos
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segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Basta o amor em ações



Quem nunca falou de amor?
Quem nunca escreveu de amor?
Quem nunca se quer amou?

Pode ser o recém nascido antes
de saber o significado de mãe e
pai e de irmãos ou de si mesmo.

No mais, desde os primeiros passos,
o amor começa em si, no auto-conhecer,
no auto-tocar, no si ver diante do espelho
ao se admirar.

É certo que nem todas as experiências
seguem essa linha de raciocínio, mas o
primeiro amor se não o é, deveria ser
a si próprio.

Pois somente assim estaríamos aptos
a amar aos outros e a Deus.

Mas se não falou de amor, se não escreveu
de amor e nem se quer amou, com certeza
ouviu, ou já leu, ou já percebeu o amor.

O amor é de grande importância e não tem
como passar em branco na vida das pessoas.

E nessa guerra dos sentidos, das emoções,
do coração e mente, o amor vai sendo construído,
fortalecido e vivido.

Este incorpora-se de tal modo ao ser que
tornam-se um só, e o amor quando encontra
guarida nunca mais se vai, a tudo tolera,
a tudo suporta, menos a falta de respeito e
do amor.

Esta que gera mortes, as más sortes, fofocas,
maledicências, falências dos seres...

Amor com amor se paga.
E é isso que deve conter na mala e em todo
o restante da bagagem.

No mais, não precisam palavras, tão pouco
escritas, basta o amor em ações.

By Adalmir Oliveira Campos
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sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Por um mundo, humanos rosa


Desde botão a rosa encanta.
Sejam pelas formas arredondadas, sejam pelas
cores exuberantes, ou ainda pelo perfume
que exalam.

Quando abrem roda, o botão se vai e a formosa
roseira mais bela se faz.
Não há quem passe desapercebido e se o há, é
por que perdeu a sensibilidade e o romance.

A rosa em roda, aberta para o mundo se entrega,
essa é a sua função, encantar os olhares, se doar,
perfumar e fazer o bem ao mundo.

Se chegou a ser rosa, é por que superou os espinhos,
deixando-os para trás e seguindo em frente e para
cima, se erguendo em galhos altiva.

Se deliciam com o pouso dos pássaros.
Se multiplicam das podas que o jardineiro semeia.
Atiçam e encantam casais enamorados, testemunhas
célebres de vários momentos de ocorrências de amor.

E a roseira segue sua sina de espalhar rosas pelo mundo,
dando sempre o seu melhor, pois se assim não o fizesse
nem rosa seria, pois a essência seria outra.

Ser rosa não é fácil, é suportar as tempéries do tempo,
os bons e os maus momentos e ainda florir, espalhar
perfume e cores.

Quem deras os humanos se descobrissem assim no
tratamento de uns para com os outros.
Com certeza o mundo seria um jardim bem mais colorido
e perfumoso.

By Adalmir Oliveira Campos
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Por uma terra de estrelas


Uma lágrima, um ponto de luz, uma estrela a brilhar.

E o céu tão imenso!

Cabe cada uma no seu lugar, e o brilho se mistura
uns aos outros e juntos todos possuem seu
endereço.

Elas não são mais umas que as outras, mas são
mais quando estão juntas.

O céu é bem mais céu e belo quando repleto de estrelas.

Quem deras os humanos fossem assim, nesta imensidão
de terra, no seu viver.

Com certeza, a terra seria céu e não esta guerra e holocaustos
onde tentam apagar uns aos outros, em constantes blecautes
e possivelmente, um dia trevas e extinção.

Que a luta pela vida seja por uma terra de estrelas a brilhar
no reflexo das estrelas do céu...

By Adalmir Oliveira Campos
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terça-feira, 12 de agosto de 2014

Vida do meu amor...


Não é o amor da minha vida.
Mas é a vida do meu amor.

É o amor que me dá amor.
É o amor que me envolve e
nos meus braços ao pé do ouvido
geme gostoso e fala palavras de amor.

Não é o amor da minha vida.
Mas é a vida do meu amor.

É quem se faz presente, sendo
na minha vida um presente, é pau
para toda obra e nunca me deixa carente.

Não é o amor da minha vida.
Mas é a vida do meu amor.

É alguém que me escolheu, escolha recíproca,
entrega, viver a dois.
História bonita que se faz
no dia a dia, no tempo sempre juntos,
feijão com arroz.

Não é o amor da minha vida.
Mas é a vida do meu amor.

Se fosse o amor da minha vida, perdendo a vida
perderia o amor, e o amor não se perde, e nem é
para se perder, ou ao menos não poderia se perder,
e sim superar-se e ascender.

Não é o amor da minha vida.
Mas é a vida do meu amor.

É meu fogo, meu sol, meu combustível. É o riscar
de um palito de fósforo, é um por-me em fogo,
todo acesso.

E eu me entrego e me intensifico em você, nós
um só, e o amor é de nós dois, por nós dois
e vai além.

Não é o amor da minha vida.
Mas é a vida do meu amor.

É o amor que eu preciso.
E a aliança é a prova do elo que nos une, amor
que sempre existiu, não teve começo, nem meio
nem fim.

Não é o amor da minha vida.
Mas é a vida do meu amor.

Do meu sol, mais luz.
Do meu céu, mais azul.
Do meu arco-íris mais cor.
Da vida mais sabor.

De todo meu viver, mais você, mais nós dois,
mais amor.

By Adalmir Oliveira Campos
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segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Poesia, poetas e café


Um gole de café, uma caneta e folhas de papel,
para os mais moderninhos um notebook, quem sabe
um tablete ou Smartphone.

De que mais precisa um poeta?

Uma pitada de tempo.
Uma observada no mundo.
Uma olhadela para dentro de si.
E juntando tudo à inspiração, a escrita vem e o
trem é bão...

A conversa que se realiza entre o café, a caneta,
o papel, o notebook, o tablete, o Smartphone
e o poeta se faz longa, morosa e de diversos temas.

Neste ofício só perde quem não se dá ao trabalho
de galgar as escritas, as quais levam a lugares mágicos
e encantados, muitas vezes ocultos dentro de nós
mesmos.

O mundo se faz pequeno e a viajem se faz gostosa
e nem é preciso meios de transporte, a poesia é
a melhor condução.

Nas rodas de conversa (infelizmente em desuso),
o café se faz quente no bule, a lenha queimando
no fogão, no dedilhar do violão a poesia se faz
melodia, música boa de se ouvir e há até os que
ousam alguns passos de dança.

Nesta hora criança não faz bagunça, fica quieta,
pois coisas assim muito interessa e por pouco
a roda de conversa não vira festa, e se virar,
o que que tem?

O café não pode esfriar, nem tão pouco acabar.
O bule sempre cheio a abastecer aos sedentos
do belo e porque não do amor?

Não são somente moças, mas também rapazes
que quando se deixam influenciar, se coram,
avermelham os rostos e se entregam à arte do amor.

O fogo se apaga, a noite acaba, mas a poesia
se impregna na alma e no corpo e nunca mais se
vai.

E o poeta, este sempre quer mais, e creio eu,
nem a morte cessa suas palavras.

O café, a caneta, o caderno, os notebooks e
outros mais tornam-se história e o poeta se
incorpora à elas e também vira história em
forma de poesia.

E onde há poesia, sempre haverá café no bule.

By Adalmir Oliveira Campos
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domingo, 10 de agosto de 2014

Pai Gervásio


Pai, hoje sinônimo de saudade.

Um vazio no peito e na lembrança, 
na fuga de não sofrer.

Pai, uma tristeza doída no peito, por alguém
que se foi e não vai mais voltar.

Pai figura tão especial, verdadeiro
herói que todos sonham ser.

Pai, devia ser eterno, pena, não o é.

Ao menos deviam durar um pouco
mais com a gente mas nem sempre
é o que acontece.

Cabe aos que ainda os tem, dar o
devido valor e sem dó, o devido
amor.

E a vida segue cambeta na espera
de um dia fazermos festa no céu.

Te amo viu papai Gervásio, apesar
de nem sempre mencionar teu nome,
apesar de nem sempre escrever de ti,
apesar de não pegar a chorar pelos
cantos.

Mecanismos de uma mente triste e
saudosa para não sofrer e amargar
a vida e o viver... Talvez uma não
superação da sua partida tão repentina
e abreviada.

Mas há aqui um coração que te ama
e pulsa seguindo a vida na certeza do
teu descanso junto ao Pai maior, morada
esta que um dia caberá a todos nós.

Pai te amo, Feliz dia dos pais!

By Adalmir Oliveira Campos

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Vida em cores...


Vida multicor...
Vida furta-cor...
Arco-íris.

Quem deras fosse sempre
assim.

Mais o sorriso segue feito riacho
que corta montanhas e vales em
busca do mar.

A felicidade que se busca está na
arte de amar.

Amor ao "eu".
Amor ao "tu".
Amor ao "eles".
Amor ao "nós".
Amor a Deus.

E a vida se pinta colorida, divertida
em cada momento que é levada com
menos rigidez e cobranças, doce e difícil
aprendizado.

Não é fugir às responsabilidades...
É botar amor...
É botar tempero...
É realçar o sabor...
É fazer ter bom gosto.

Tipo assim, entender que perfeição não
existe, e descendo do pedestal, ser
humano a viver em humanidade, neste
errar e acertar que com certeza trás real
felicidade.

Por que passar a vida em preto e branco
se ela pode ser vivida em 3D e em cores?

Não são somente jogos de palavras,
parece difícil eu sei, e como sei...
Mas viver exige tentativas, ensaios e práticas
concomitantes.

É claro e é certo que sendo autor da própria
vida, ser feliz torna-se mais valioso que
diamantes, porém, mais frequente e menos
raro, portanto, acessível.

By Adalmir Oliveira Campos
adalmir-campos@hotmail.com
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quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Sonhar sempre...


A vida não é feita somente de sonhos.
Mas muito do que vivemos teve início e são
consequências de sonhos!

Portanto, por mais difícil que esteja, nunca
pare de sonhar, nem que sejam sonhos
pequeninos.

Vida sem sonhos é morte certa mesmo
em vida.

Bom dia!!

By Adalmir Oliveira Campos
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Belezuras que a chuva trás...


A água cai do céu feito bolinhas de cristais.
Se esparramam pelo chão e validam a vida
dos mortais.

A chuva é essencial, embora nem sempre
o bem nos traga.

Cabe a cada um no uso da inteligência e
sabedoria em se prevenir, para que durante
as chuvas, só encontre motivos para sorrir.

É uma belezura só, essa cortina que desce
das nuvens, corta o céu e vem sobre nós.

Trás o verde, a flor, o fruto e muito mais,
acabando com a sede dos racionais e irracionais.

Vem às vezes acompanhada de relâmpagos,
trovões e pedras de gelo que parecem pequenos
diamantes.

Há quem teme.
Há quem já se acostumou...
Há quem aproveita para contar histórias de terror.

E a vovó faz pipoca e ou bolinhos de chuva.
Todos se animam e muitas vezes vira festa,
enquanto outros tiram um cochilo por debaixo
das cobertas.

O arco-íris surge quando a chuva vai passando.

A vida segue renovada, cheia de graça e se
completa na luz do sol que vem de tabela,
encanta e embeleza.

By Adalmir Oliveira Campos
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sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Regas celestes


As flores estão mais viçosas...
É por que Alguém regou.
A água veio do céu, e toda a terra molhou.

O beija-flor emitiu um canto, isto por que gostou.
Passeou por todo o jardim e todas as flores beijou.

O néctar estava tão gostoso que um cheiro bom emanou.
Vieram as borboletas, e até no zum zum zum, as
pequenas abelhas.

No jardim fizeram festa.
Tudo multicor ficou.
Quem de longe observava, o coração alegrou.

Plantas, insetos e animais agradecem em oração.
É chuva, é sol, é maestria e canção.
E a vida segue entre ciclos, altos e baixos,
tocando o coração.

Quem deras agradecidos assim fossem os homens
e alegres os seus corações.
No mundo teria mais festa e alegria, e menos poluição.

Com certeza a terra seria jardim e não prováveis desertos
cheios de selvas de concreto, tons escuros, cinzas e
negros.

Mas ainda possuem o tempo para aprenderem, e a natureza
é boa mestra.

Queira Deus, queira eu, queira todos que não demore, e que
a vida então vigore e os humanos festejem enfim, cuidando
deste mundo para que ele seja um belo jardim.

E que assim sendo, agradecidos e de cabeça baixa,
olhemos para Deus, para a natureza, e para nós diante
do espelho e uns para os outros no respeito e no amor,
na construção do planeta que merecemos.

By Adalmir Oliveira Campos
adalmir-campos.blogspot.com.br
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