segunda-feira, 29 de julho de 2013

Sem expectativas


Ainda bem que não criei expectativas.
Apenas me entreguei.
Nos teus braços fechei os olhos
por que confiei.

Nos seus beijos um sorriso.
Nos seus abraços o aconchego.

De palavras de amor, teu cheiro
teu dengo...
Uma amizade com cheiro de amor

Pena ter sido mais um breve romance...
Mas a falta de você se faz presente
nas ligações que não mais recebo,
na sua presença que não mais existe
a não ser como uma lembrança
vinda de um adeus.

Pena não ter sido o amor que quando
criança sonhei...
O amor que quando adulto deixei de buscar
por não acreditar ser mais possível.

Obrigado por fazer parte de minha história,
meus sentimentos por não ter cabido nela!
Aliás, nem tudo termina como nos contos de
fadas, romances e novelas!!!

By Adalmir Oliveira campos

domingo, 28 de julho de 2013

O que esperar de ti


O que esperar de ti a não ser
a presença que tem sido negada.
As palavras de amor não pronunciadas.
As renúncias não feitas.
Os abraços que não chegaram.
Os beijos antes molhados.

O que esperar de ti a não ser
A realização dos sonhos sonhados.
Os ideais não conquistados.
A união que fosse estável.

O que esperar de ti a não ser
tempo floridos de primavera.
Fim das dores que a solidão acarreta.
Um alguém para abraçar nas noites frias
e assim dormir de conchinha.

O que esperar de ti a não ser a felicidade
dos amantes em uma cumplicidade
de vínculos familiares.
De viver uma vida com final de novela.

O que esperar de ti a não ser a fé
de que tudo vai dar certo.
Que o feio se torne belo,
e que o caminhar seja a dois.

O que esperar de ti a não ser
olhos nos olhos e cumplicidade...
E um viver pleno de duas almas que se
amam de verdade.

O que esperar de ti a não ser estar
ao seu lado...
ser seu amado, amar e ser amado.

O que esperar de ti a não ser
ser feliz e fazer feliz, como a vista
de uma noite estrelada.

O que esperar de ti a não ser
Que exista em minha vida e preencha
todos esses buracos D'Alma e que eu possa
assim absorver o perfume das rosas
ao seu lado.

O que esperar de ti a não ser
viver os prometidos contos de fadas,
sob luas cheias, sem uso de espadas,
nos acessos ao coração.

O que esperar de ti a não ser a inocência
das crianças, um lar regado a fé e esperança.
Selar esse romance com bela aliança.

O que esperar de ti a não ser sempre seu, 
você ser sempre minha, sermos um em dois, 
dois em um por hoje e para sempre.

By Adalmir Oliveira Campos

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Lutas


Ultimamente venho lutando pra fazer parte do mundo novamente.
Busco sorrir sem ter vontade.
Busco caminhar sem querer.
Busco abraçar sem sentir.
Me socializar mesmo querendo me isolar.
Assim a vida caminha na busca do auto amor...
Assim a vida caminha na busca do Eterno amor!
Assim começo a existir pra mim,
na busca de existir para o outro
e para Deus.

By Adalmir Oliveira Campos

domingo, 14 de julho de 2013

Nostalgia



Saudade dos tempos em que o sorriso vinha sem forçar...
Aqueles tempos em que eu ainda acreditava em contos de fada.
Tempos estes que a mente acreditava tudo ser possível.

Saudade desta magia que se foi...
Desejo que esta magia retorne.

Saudade da meninice que se adultizou...
Saudade do sorriso que emudeceu.
Saudade de tudo que se foi
e desfez o meu eu.

Me sinto nas músicas de Raul Seixas...
Sem sabe pra onde ir...
Em processo de metamorfose do que não
se sabe  o que vai dar, sem destino, sem rumo...

São dias que se passam a espera de um milagre...
São dias que se vão em busca do pão
que dá a vida, que trás o ânimo que se perdeu.

Meio zumbi, sigo a buscar a alegria no viver...
Busco romper o casulo que me envolve.
Busco ser a criança antes de crescer.

Ouso e anseio o voo da borboleta.

By Adalmir Oliveira Campos 

sábado, 13 de julho de 2013

Saudades


Onde estão teus lábios,
teus abraços,
e todo você?

Saudade é o que não falta...

Distancia é o que amordaça
esse amor que insiste em viver,
em tocar e ser um só com você!

É carência que aumenta,
amordaça e ensanguenta
este coração que lhe quer bem.

E você, onde está?
Será que sente a mesma saudade
que meu peito invade?

E desejas na mesma intensidade
minha presença e amor?

Está frio aqui dentro...
Está frio lá fora...
E nessa moda de viola,
sua ausência se faz senhora,
no aumento da solidão que apavora.

Sinto tua falta,
Já fazem horas...
Vê se você vem,
vem sem demora,
abrandar essa saudade
desse coração que te adora!

Vem e me adoça, feito
geleia de amora...
Desamordaça, bota no colo
e diga ao pé do meu ouvido
palavras que acalora e afasta o frio
que me assola.

By Adalmir Oliveira Campos

Friezas


O tempo é de frio...
É de friezas o tempo.

São dias chuvosos e tempestuosos.
O sol se oculta por entre as nuvens.

A neblina insiste em ofuscar os olhos...
Em confundir a mente.

É difícil sair pra rua, embora o desejo
seja o de sair, de compartilhar,
o de conviver e socializar.

As goteiras escorrem pela pele morena.
O desejo de sorrir e abraçar o sol
é imenso...

Faz tempos que o tempo se escureceu...
Se foi falta de amor...
Se foi esquecimento dos dias de cor,
Não sei.

Só sei que almejo ver o arco iris em
minha vida novamente!

By Adalmir Oliveira Campos

Ainda há fé


É uma dor no peito...
São lágrimas que escorrem dos olhos.

Dor que se alonga.
Gotas salgadas que insistem em cair.

Ainda assim sou grato a Deus por ter fé.

Fé de que um dia tudo melhore,
a dor diminua e as lágrimas estanquem.

Dores e lágrimas...
Ferida e sangue.
Vida e morte...
Morte em vida.

Metamorfose ambulante
que busca nascer de novo.

By Adalmir Oliveira Campos

Inverno


Que inverno é este?
Inverno que gela por dentro...
Alma, espírito e sonhos gélidos?

Que inverno é este?
Inverno que impede sorrisos...
Que atrai lágrimas?

Que inverno é este?
Inverno que ameaça geada,
névoas e neve...
Branquidão do ser?

É frio.
É gelo.
É desespero em busca de luz
ao fim do túnel.

Que inverno é este?
Inverno que abala as estruturas...
Inverno que lembra loucura...
Desistência do porvir?

É frio que não se aquece com cobertores...
É frio que não se aquece com palavras de conforto...
É frio.

Que inverno é este?
Que busca solidão...
Que se apraz na confusão?

Que inverno é esse
que anseio término
e somente se alonga?

É medo.
É torpe.
É ensurdecedor...

É entrega a Deus na busca do calor
que faz viver de novo.


By Adalmir Oliveira Campos