quarta-feira, 28 de maio de 2014

Por você...


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Pureza das crianças

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sábado, 24 de maio de 2014

Aconteceu a luz no fim do túnel



Aconteceu a luz no fim do túnel.
Caminhar esperançoso. 
Mas há curvas e desvios, por pouco
não se perde o fio.

Aconteceu a luz no fim do túnel.
É como o por do sol avermelhado, no alumiar,
últimos raios, e a vejo na linha do horizonte.

Aconteceu a luz no fim do túnel.
E o meu coração já se alegra, 
sente o conforto que vem com a brisa em 
dias de muito calor.
E lá está ela.

Aconteceu a luz no fim do túnel.
E com ela o louvor pelas novas esperanças
que brotam e fazem-me chorar como criança
que tem medo do escuro.

Aconteceu a luz no fim do túnel.
Já iniciei a caminhada.
Mais ela é pequena e distante, embora 
seja luz e impõe respeito com sua presença
e dispersa as trevas ao redor.

Aconteceu a luz no fim do túnel.
E a vida ganhou novo sabor, novos cheiros,
texturas, cores e sons..

E mesmo nesta opacocidade trás latente
bater de coração.
Sangue quente, vermelho, visgo feito
tinta de pintar quadros, e a vida segue 
rumo à Luz.

Aconteceu a luz no fim do túnel.

By: Adalmir Oliveira Campos
adalmir-campos.blogspot.com.br

Amor entre adolescentes



Os dois se beijam.
Os corpos se unem.
Os corpos se acendem.

São adolescentes apenas nos
ensaios de amor.
Na escola antes da aula roubam beijos,
cedem abraços e vivem contos de fadas.

Não é assim o primeiro amor?
Coração acelera na ausência, disparado
em taquicardia na presença... fogo abrasador.

Haja beijos molhados para
aplacar tanto desejo...

São bilhetinhos com corações para
todo lado... cupidos em festa e em
poesia.

E o primeiro amor se desenha e cada
vez mais aproxima.

Não se sabe onde vai dar.
Não se sabe se haverá prosseguimento,
embora, no momento, eterno.
O desejo é que fosse eterno para sempre.

E o amor segue adolescente, buscando
aos poucos maturidade num constante
quero mais.

By: Adalmir Oliveira Campos
adalmir-campos.blogspot.com

Aquarela




A aquarela se faz bela.
E o pintor num sorriso se alegra.

A aquarela se vai pelo
mundo e a todos encanta...

São cores meio que molhadas que
formam imagens que parecem
soltar das telas.

São sim muito ternas, muito belas,
estas tais de aquarelas.

Parecem moças em terna
idade, que bota no coração dos
homens a saudade.

Felicita os olhos a imagem, e
faz querer sempre mais a visão
que parece uma miragem.

São pinceladas firmes.
São pinceladas suaves.
São pinceladas continuas,
contidas, soltas
vergonhosas e
desavergonhadas.

Ambidestras até...

Mais inconfundíveis com
saber de café.

E a aquarela se faz eterna na memória,
alegra o coração com a lembrança, faz brotar
sorrisos quando da a saudade, é feito amor não tem jeito.

Seja homem ou mulher, aquarela se faz no
viver que trás paz, apraz, impulsiona à frente
sempre além, e ainda mais.

E as cenas sempre se renovam
à medida que seca a tinta e a obra
vai se completando, a alguns agradando, a
outros nem tanto, mais sempre seguindo seu curso
natural de cores e vida...

Se humanizando.

By: Adalmir Oliveira Campos
adalmir-campos.blogspot.com.br

O que não tem sentido, é não viver!


Que sentido tem o que leio?
Que sentido tem o que escrevo?
Que sentido tem o que pinto?

Que sentido tem?

A vida...
O amor...
O trabalho...
A dor...
O desamor?

Que sentido tem a fé?
Que sentido tem Deus?
Que sentido tem eu no meio
da multidão?

Que sentido têm?

A conquista...
A perda...
A felicidade...
O ódio...
A inveja?

Que sentido tem os estudos?
Que sentido tem os relacionamentos?
Que sentido tem a doença?

Que sentido têm?

A cura...
A dentadura...
O gracejo...
O cativar...
O imaturo?

Que sentido tem o lazer?
Que sentido tem o sabor
de sorvete gelado?
Que sentido tem o colo do
ente amado?

Que sentido tem?

O mundo...
A evolução...
A corrupção...
A malvadeza...
A aflição...

Que sentido tem buscar muito
dinheiro?
Que sentido tem se escravizar
na busca do ter?
Que sentido tem se na vida não
se busca apenas"ser"?

Que sentido tem?

A ousadia...
A melancolia...
A covardia...
A nostalgia..
A magia...

Que sentido tem?
Ou não tem sentido algum?

É vida que segue em amontoados de
escolhas. Muitas inúteis outras nem
tanto, cuja consequência sempre vem
seja para o mal ou seja para o bem.

O importante, é que, importância tem .

São partes em busca do tudo...
São cacos em busca de cola.
É construção corrente que humaniza
a gente e leva a viver melhor.

A resposta à todas as perguntas seria:
"o que não tem sentido seria não viver".

By Adalmir Oliveira Campos
adalmir-campos.blogspot.com.br

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Quem sabe um dia PARAÍSO.



Caminhos por sol quente.
Nada de atenuar.
Quanto mais quente, mais longo se 
parece o caminho e o caminhar.

É gente, somos nós quem padece.
E o sol se acalma feito forno quente,
primícias do inferno, ou apenas 
consequências das mazelas humanas, 
desumanas?

Não se sabe ao certo.
As calotas polares se despolarizam, 
e as águas enchem oceanos, o clima se 
destempera, e ovo já se frita no asfalto
ou na pedra.

A cada dia, menos árvores. Aumentam-se
as casas, prédios e outras construções.
Lixos se amontoam em balças sobre o mar,
até lá o sossego foi diminuído.

E o vento, a brisa e a chuva tem sido
desejo amigo para temperar a sopa quente
chamada terra.

Poeira, fumaça, sons ensurdecedores, e o
homem correndo de um lado para o outro,
buscando "evolução", mais parecem mais 
construtores de bolinhas de sabão.

Assopram, assopram...
Soltam bolhas, e estas no calor 
intenso e em sua frágil estrutura
estouram e o homem sem o saber, ou
até mesmo sabendo, estoura junto.

E o mundo segue em corda bamba, por
cima do muro entre a evolução e a extinção.
Entre se perpetuar e chegar ao fim.

O caminho é longo.
E a caminhada é cansativa.
E o sol causa sofrimento, ao mesmo
tempo que trás a vida, e entre pólos positivo
e negativo, seguimos na esperança de um 
dia PARAÍSO.

By: Adalmir Oliveira Campos 
adalmir-campos.blogspot.com.br

Ânsia de amar.


Meus braços envolvem teu corpo quente.
Me vejo aceso, me vejo atento.
Tudo em mim é um despertar.

E os desejos se atiçam com ânsia de amar.
Cada músculo do seu corpo enrijece, se tornam
mais sensíveis à pele, ao toque, à caricia, ao juntar-se.

Nesse interim você, docemente sorri pra mim, me
envolvendo também com este olhar que só
você tem, você apenas e mais ninguém.

A cama, o sexo, o prazer, são consequências 
esperadas, que ambos querem e faz bem.

É junção de dois corpos.
Partes isoladas que buscam os pares, gene a gene.
Carne, músculos, alma, espirito e corações.

Entre razões e emoções é bão demais.
E o dia se finda, e o desejo é sempre novo
de querer continuidade.

Cada amanhecer trás um mundo novo, e as notícias
correm como o sol sobre a terra ao nascer pela manhã
e falam da magia de nós dois e seguimos de mão dadas...

By: Adalmir Oliveira Campos 
adalmir-campos.blogspot.com.br

O romance se perdeu.



Onde está o romance?
Se perdeu?

Não, apenas mudou 
o jeito de ser.

Já não acontece somente 
baseado em emoções.

Há agora um termostato
controlado pela razão.

Cansei de sofrer, 
de dar murro em ponta de faca, 
de me entregar por inteiro por quem 
não merece.

Vou aumentando a intensidade aos 
poucos, à medida que me sinto mais seguro, 
e a confiança aumenta.

Se diminuo a intensidade, se enfria as vezes, é
por medo ou dúvidas, ou incerteza se a entrega
é digna de merecimento.

Mais me entrego, embora pise no 
freio, embora o desejo de me entregar seja dos 
mais loucos e intensos.
Me contenho.

Fiz o compromisso de tentar ser feliz.
E espero sê-lo.
Aos poucos vou fortalecendo aos alicerces, as bases.
O medo ainda está presente.

Amar às vezes dói demais, principalmente
quando não correspondido e não dá certo, embora
o desejo seja que a resultante das entregas sejam
sempre positivas.

O romance não se perdeu.
O romance está em processo de metamorfose.
Espero que a resultante seja feito borboleta...

E que os jardins mais belos sejam o cenário
quando o termostato atingir o clímax, e o amor
puder fluir por completo.

By: Adalmir Oliveira Campos 
adalmir-campos.blogspot.com.br

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Medo e Fé


Um olhar de alegria.
Um medo que arrepia.
Não sei porque, temo
ser feliz e tudo perder.

Me encolho feito Pérola
dentro da ostra.
Me refúgio e me emparedo com
os medos do lado de dentro.

Já gritei.
Já chorei.
Só não morri materialmente, mais o
pó minha alma conheceu, isso
quando a lama secou.

Fiz da lama tijolos.
Dos tijolos fiz degraus.
Um a um, num amontoado de tijolos,
cambaleando eu subi.

Custei-me acostumar com a luz 
do sol.
Mais para fora da toca, deste buraco em
que caiu , ainda temo sair.

Ao menos secou a lama, penso às vezes.
Ao menos tenho degraus e vejo luz.
Antes, como a luz, a esperança estava
apagada.

O medo de ser feliz é tremendo...
Pois depois da felicidade foi tamanha dor,
que temo-a novamente, pois seria morte certa.

Mais me ponho para fora do buraco, e aos 
poucos um sorriso aqui, um sorriso ali, 
me abro a novas amizades, amores, família...
Mesmo que, com um pé atrás.

Se não fosse a Fênix chamada Esperança,
Deus forte e fiel, não me encontraria novamente
rumo às estradas que levam ao céu.

E sigo vivendo, já não mais como zumbi, mais
como filho de Deus, cauteloso no processo de 
completude humana, que anseio eu um dia 
alcançar no amor.

By: Adalmir Oliveira Campos 
adalmir-campos.blogspot.com.br

Use com inteligência e sabedoria, não traumatiza!




    Falar não hoje em dia parece meio complicado, mais não impossível, e muitos vezes necessário, pois diante do acumulo de afazeres que englobam cuidados com o lar, família, estudos, trabalho, dentre outros, nem sempre é possível dizer sim, muitas vezes os pais se sentem encurralados e com sentimento de falta com os filhos diante dos cuidados que deixam de dispensar aos mesmos na busca de educá-los, proporcionar-lhes um lar, o de comer, o de vestir, e assim, para, digamos, minimizar um pouco o sentimento de culpa, não conseguem dizer o tão às vezes necessário não, o que implica na formação de pessoas impulsivas, muitas vezes controladoras, ansiosas e incapazes de ouvirem um não sem de irritarem e assim virarem um bicho em cima do que disse o não, como se este fosse uma ameaça.
    A cultura do sim e a cultura do não devem ser desenvolvidas com certo zelo e cuidado, pois ambos trazem benefícios às pessoas, e é certo que devemos educar neste aspecto, visto que o mundo que nos cerca muitas vezes bate a porta na nossa "cara" e isso não deve ser motivo para frustração e sim para superação, o que se aprende na educação do lar e da escola, ou ao menos é o que deveria aprender.
    Criar um vínculo de relação de afeto, empatia, confiança, verdade e diálogo minimiza em muito os impactos causados pelo não, os quais se não bem trabalhados podem sim criar alguns transtornos e traumas, o que não é uma afirmação para que supervalorizemos o "sim" em detrimento do não, mais que busquemos o equilíbrio.
    O não e o sim, podem e sempre serão geradores de soluções e de conflitos, e como diz o ditado, "roupa suja se lava em casa", e não com o gritos, tabefes e agressões, mais com muita conversa, diálogo e bons exemplos.
    Para que o não seja bem aplicado, é preciso que a criança ou a quem se vai dirigir o não, tome conhecimento das causas daquele não e das implicações e consequências caso fosse aplicado um sim, e em contrapartida se dê algumas opções ou sugestões que levem a uma "satisfação" mesmo a pessoa tendo recebido o não.
    Como prevê o ECA- Estatuto da Criança e do Adolescente, a criança é um ser humano em igualdade de direitos como qualquer outro ser humano, e deve ser orientado também em relação ao seus deveres e obrigações e assim "ser" parte integrante e agente de transformações dentro da família à qual está vinculada, bem como à escola. Exemplos práticos seriam muitos para exemplificar o uso do sim e no caso específico deste texto o uso do não, mais cada caso é um caso, e cada realidade é uma realidade, embora felizmente o que dá certo para um, pode da certo para o outro.
    Usar o "não" é caso de inteligência e de sabedoria, e até as mais simples e humildes pessoas , analfabetas até, usam e são felizes nos frutos que colhem da boa educação de seus filhos.
    Se a criança conhece a realidade da família a qual faz parte, se ela esta presente e participa das pequenas e grandes decisões da família será mais fácil para ela acatar a um não, quando este se fizer necessário sem maiores problemas no presente e no futuro. Choros, birras, luxo excessivo, dentre outros comportamentos infantis pode ser evitados através do diálogo e da aplicação adequada do não.
Vamos a alguns exemplos práticos.
1- Passeio em família. Planejar o passeio em conjunto desde o percurso, ida e volta, bem como a estadia, deixar claro a situação financeira da família, o que pode e o que não pode comprar para cada envolvido, o que podem ou não fazer para melhor condução do passeio e para que todos se divirtam sem maiores transtornos. Caso uma criança peça algo fora do planejado, esclareça que não é o momento, ou que no momento não há condições, que se for possível o fará em uma outra oportunidade, e colocar algo possível de ser realizado no momento que não afete o planejamento e promova o fracasso do passeio.
2- Seja sempre claro e ao mesmo tempo sereno ao pronunciar o não, evitando gritar e criar assim maiores transtornos. A criança começou a mexer em algo que  pode quebrar, ou que não é para mexer, explique à mesma, que não mexa, pois se cair pode quebrar, e sugira uma outra atividade para fazer.
3- Crianças frequentemente correm para a rua, e os pais inventam "homens do saco", "bruxas" ,"ciganos" e outros, que podem pegar os mesmos caso saiam para a rua, e  crianças adoram desafios, não  duvide se a mesma for para a rua  para conferir se estes personagens não estão lá. É importante orientar a forma correta de atravessar a rua, informar que caso vá à rua sem os devidos cuidados, ela pode ser atropelada, se machucar e até morrer. Use bonecas e carrinhos para exemplificar este "possível" atropelamento, e veja que falar não pode até ser instrutivo.
4- O orçamento está curto e a criança pede uma roupa ou tênis de marca, o que fazer? Explicar o que está acontecendo, falar o que o momento não é propício, que assim que possível o que ele pede será providenciado, e se o orçamento permitir, dê opções dentro de um valor determinado.
    O sim e o não estão presente em todo o mundo e em todos os tipos  de relações humanas, e podem ter efeitos positivos se bem utilizados. Experimente, usando o não com inteligência e sabedoria não traumatiza.

By Adalmir Oliveira Campos 
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quinta-feira, 15 de maio de 2014

Mudanças


Mudanças são necessárias, mesmo
nem sempre queridas.

Mudança de casa.
Mudanças no amor, mesmo com o
mesmo amor.
Mudanças de emprego e no emprego.
Mudança nas amizades.
Mudanças as mais diversas.

Mas as mudanças maiores se fazem
no interior, mudança esta que nos
eleva a patamares cada vez mais
superiores, que no faz mais humanos,
felizes e plenos.

BY Adalmir Oliveira Campos
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Só acho!


Às vezes reclamamos de algumas situações
que nos aparecem e nos causam certo
desconforto, desesperanças e medo até.

Mas não sabemos que lá na frente, as
coisas poderão ser melhores por causa
destas mesmas situações de choro e ranger
de dentes.

Crescemos a cada batalha.
Nos tornamos mais fortes.
Evoluímos.

Mas que bom seria se pudéssemos
evoluir a partir do amor ao invés de
ser a partir da dor.

Só acho.

By Adalmir Oliveira Campos
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quarta-feira, 14 de maio de 2014

Lembranças


Uma lembrança vem, outras mais e
algumas se vão e não se desfazem.

E assim, surgem castelos de areias
a servirem príncipes e princesas de
fantasias.

E a fantasia se torna muitas vezes
sonhos inatingíveis, doces decepções
e ilusões.

Expectativas furtivas além do humano
ser capaz de alcançar.

Na realidade as coisas são diferentes,
o "felizes para sempre" nem sempre
são para sempre.

A gente cresce e muitas vezes se frusta.

A vida dos adultos é muito sem cor, embora
tenham tecnologias, trabalho, compromissos,
rotinas estressantes, são frios como o mais
duro dos invernos, e a vida infantil torna a ser
desejada, qual desejo de viver conto de fadas.

Mas quase sempre, somente na velhice,
dos que não morrem, se torna possível, e a
graça vem do Céu.

A vergonha passa, o peso dos ombros
cansados aliviam, o sorriso brota sincero,
e só dar cambalhotas não é permitido, ou
depende da disposição de cada um.

Mas vale empinar pipa, nadar na piscina,
fazer caminhada, ir á igreja, passear na praça,
e por que não namorar e amar?

Uma lembrança vem, junta-se a outra e
o mundo se popula de histórias, que bom,
são reais.

By Adalmir Oliveira Campos
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E o frio chegou


Hoje o entardecer estava lindo,
de um azul escuro esbranquiçado
por névoa se abrindo ao frio.
E a lua toda charmosa, roliça e
cheia no céu.

Um encanto aos olhos e mentes
cansadas. Um carinhoso
presente de Deus.

E o frio veio com tudo, e com ele,
para alguns, o charme e a elegância,
para outros, os tons cinza que lembram
a mau humor.

Um verdadeiro convite ao romance,
ao brindar de taças repletas de
bom vinho e uma boa companhia.

Quem sabe, depois dormir de
conchinha?

E o frio veio, pegando com pouca
surpresa os prevenidos, e de solavancos
os mais lentos no entendimento das
mudanças do tempo, que até as formigas
sabem muito bem.

Frio que veio com tudo e incentiva o
aperto de mão, buscando calor num
abraço, num compartilhar de cobertores,
numa sopa quente, um copo de leite ou
quem sabe um chá?

Frio que convida reunião família e amigos
ao pé da lareira, ao pé da fogueira, ao
pé do fogão de lenha, em prosa, versos
e canções.

Até parece fantasia.
Até parece poesia.
Quem sabe sonho?

Mas o frio vem e também trás vida e
promove hibernação para possíveis
reflexões, pensares, estudos e outros mais
que prometam uma primavera mais
florida, mais sortida, mais feliz.

Para se cuidar, agasalho.
O frio está aí e não tem jeito, no mais,
curtir e deixar o amor e não o gelo a
bater no peito.

By Adalmir Oliveira Campos
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terça-feira, 13 de maio de 2014

Em busca do sentido da vida


O que fazer?
Para onde ir?
Porque viver?

Perdido me vejo às vezes entre soluços
diante do caos, que as consequências
de meus atos e dos demais que de certa
maneira estão ligados a mim, trazem.

Sigo feito barco à deriva.
Sigo feito náufrago em terra estranha.
Sigo feito alma solitária, penada,
num deserto de ilusões.

Junto cacos.
Junto recordações, lembranças, fatos...
Tento montar em sequência, em capítulos
uma história, a minha história e vejo apenas
partes incompletas, inacabadas, inconclusas.

Tem amor.
Tem romance.
Tem decepções.
Tem perdas.
Tem ganhos.
Tem desamores, solidão, mortes até, e as
lágrimas caem e o sorriso muitas vezes
nega a clarear a face.

E sigo fechado o meu caminho na busca de
me abrir.
Nesta busca de me encher e preencher o vazio
no peito, na boca do estômago, que não é fome
de comida ou alimentos humanos, mas de algo
superior, que creio eu brote do amor.

Do amor por mim, que perdi ao me entregar aos
outros.

Do amor por mim, que perdi ao me anular para
atender aos outros em seu egoísmo e futilidades.

Do amor a mim, que perdi por contrariar minhas
verdade, minhas crenças, costumes, cultura e
atender às verdades, crenças e culturas dos outros,
mesmo sendo sabedor que feriam a muitos e a
todos os envolvidos.

Do amor por mim, que perdi por ter sido conivente
com o mau, por não ter dito não, mesmo que me
causasse a morte ou dificuldades maiores na vida.

Do amor por mim, que perdi por ter fugido ao invés
de lutar, mesmo sabendo que a luta seria em vão,
visto que seria peixe pequeno contra tubarões,
corruptos, por que sempre estão no poder?

E sofri, e sofro, e nas consequências de meus
atos e dos outros, muitos sofreram e ainda sofrem
inclusive o fardo da separação.

E sigo na busca de encontrar o verdadeiro
sentido da vida, que creio eu, se baseia na verdade,
justiça e no amor.

By Adalmir Oliveira Campos
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Amor, verdadeiro encanto


O que encanta a vida a não ser o amor.
Este amor que a tudo trás à luz e a tudo dá sabor?

Não é à toa que é cobiçado por muitos.
Objeto de desejo que não pede nada em troca a não
ser doação na mesma medida de amor.

Ás vezes, ou na maioria das vezes mau entendido,
mau compreendido, mas ainda amor.

Quem o conhece experimenta arrebatamento que
lhe elimina pequenezas humanas, feito lapidar de
um diamante, que devolve vida, brilho e vigor.

Causa inveja e incompreensões aos que não
tiveram a graça de ter sido tocados o coração.
Causa gelo na alma, no auto-trato e no viver, na
falta do amor, auto-amor, amor ao outro e amor
a tudo que há e exige o amor.

São como robôs. Pura mecânica e frigidez nas
ações e tratos aos outros, desprovidos de batidas
aceleradas quentes do coração bem como brilho
e pureza no olhar. Mal interpretam bondade, caem
todas as máscaras diante das ações cotidianas.
Verdadeiros abutres se passando por pombas.
(me desculpem os abutres a comparação)

Só descobrem o verdadeiro sentido da vida
quando tocados pelo amor.
Este amor, razão da própria vida, razão mesmo
que esquecida, razão.

Divino seja este amor Paterno,
amor fraterno,
amor de amigo,
amor entre casais,
amor sem igual, que surge no peito tão natural,
e de efeitos tão sobrenaturais, que até a ciência
pesquisa, estuda, embora não saiba precisar,
só prescreve diante do fato que só faz bem o amor.

By Adalmir Oliveira Campos
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Cantar dos canarinhos


Que encanto o canto do canarinho.
Voo livre pelo jardim colorido,
onde os estilingues e pedradas são proibidos.

Pousam e cantam, e depois namoram.
Fazem ninhos e se alimentam de frutos
do quintal e da ração dada carinhosamente
pelo jardineiro, que muito ganha com o
cantar de agradecimento.

Vem a primavera...
Surgem as flores...
E a vida se faz forte.
E os filhotes de canarinhos veem ao mundo,
e perpetuam o canto livre.

Quase nada temem, nem mesmo frio ou
calor excessivos, nem fome, nem seca,
nem falta de moradia, nem ao menos o
cantar solitário que se faz orquestra junto
a outros cantares.

Somente temem alguns bichos homens,
que podem lhes roubar a liberdade lhes
enfiando em prisões, gaiolas que mesmo
douradas e com certo conforto não são
melhores do que a morte advinda de seus
predadores naturais.

Esperançosos cantam.
Esperançosos fazem festa.
Esperançosos mantém belo o jardim.
Não se prende um canto como por
encanto.

Se preso o canto se faz sombrio e morto.
Canto belo se faz na liberdade e na paz.
Paz esta que trás vida e ânimo novo, num
viver digno e pleno que à totalidade do
ser apraz.

By Adalmir Oliveira Campos
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Gaiolas para bicho homem


Por que criar gaiolas para humanos se nem mesmo os pássaros a suportam?

Felizes são os aborígenes, que vivem da caça, da pesca e dos frutos que a terra dá livremente, sem ambições egoístas e desumanizantes. Que se vestem da própria pele e a de outros animais, que se pintam, que cantam, que dançam, que vivem seus rituais e outros mais na maior simplicidade e inocência, como crianças, e assim se diferem dos demais.

Suas casas são feitas de palha e madeira, vivem de modo sustentável em comunhão com a natureza, e todos tem um teto. Seus alimentos podem ser precários, mas a terra é de todos e para todos, e todos dividem o que tem, não faltando o de comer a ninguém.

Não possuem tecnologias modernas, nem meios de comunicação avançados, nem meios de transporte, mas como eles, humanos não há.

O que resta são frutos de angustias, medos e ansiedade, de um mundo complexo que desvirtua e desumaniza nesta eterna promessa de evolução, que cá entre nós, é pura enganação e não tem proporcionado vida mais digna do que tem tido os "selvagens aborígenes", os quais só não vivem melhor devido as interferências do homem branco, que se diz sábio, mas de sabedoria não tem nada, a não ser conhecimentos acumulados que não sabem usar em prol de um viver pleno e em dignidade.

Aí, inventam vazios nos corações dos homens e mulheres, sejam crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos. Casa e trabalho viram grades, verdadeiras gaiolas para bicho homem, e os humanos perdem aos poucos o encanto e o canto, como pássaros que têm roubados a liberdade das matas, rios e belas paisagens e a companhia dos iguais. 

Salvo, pequenos prazeres, como poucas horas de lazer e compras, que por consequência tornam-se novas prisões, o viver moderno seria o verdadeiro inferno.

By Adalmir Oliveira Campos 
adalmir-campos.blogpspot.com.br

Professor e professora, desapeguem-se da sala de aula


    Embora recebam orientações em sua formação, em capacitações e reuniões pedagógicas para que sejam realizadas atividades fora da sala de aula com certa regularidade, muitos professores e professoras descumprem estas, o que indica a não compreensão da importância deste simples ato, o qual pode promover uma enorme gama de oportunidades e benefícios para novas aprendizagens, bem como bem estar físico, social e emocional, tanto às crianças quanto aos professores e professoras.
    O ensino não deve jamais estar condensado em aplicação somente na sala de aula, com saídas apenas para intervalos, aulas de educação física, aula de informática e outros que já fazem parte da rotina curricular da escola. A sala de aula não é, e jamais poderá vir a ser um espaço de confinamento humano, deve antes de mais nada, ser um espaço de aprendizagem e prazer em aprender; educa-se para a vida, para o mundo em sociedade, para a liberdade, e explorar outros espaços da escola favorecem essa educação para o viver neste mundo complexo e pouco rotineiro, ao mesmo tempo que instala novas rotinas, conhecimentos e habilidades, bem como desperta para condições de se comportarem bem em diferentes ambientes, aos quais estarão , mais ambientalizados à medida que os experienciam.
    Contar uma história sob a sombra de uma árvore, usar a biblioteca, a quadra, o refeitório, tanto para jogos e brincadeiras quanto para atividades de alfabetização, bem como atividades diferenciadas como artes, teatro, pintura, música, artesanato, seria o ideal para a formação lúdica nas escolas atuais e futuras, onde a resposta das crianças com certeza seria de alegria e respeito.
    Se as crianças passam a conhecer bem os espaços que constituem a escola se habituando aos mesmos, isto torna-se comum a elas, que compreendendo as regras e sanções da escola terão maior respeito às pessoas e atividades propostas nestes espaços, bem como em outros espaços públicos ou privados fora dos muros da escola, para os quais estamos (família e escola) educando.
    A sala de aula, bem como a escola não devem estar alheias ao mundo, pois são parte da extensão que este representa, e não pode estar fragmentado deste todo. Não somos pássaros, bem como escolas não são gaiolas, mas ambos homem e mulher bem como os pássaros anseiam a liberdade, a qual inicia-se na escola, ou assim deveria ser.

Pedagogo, escritor e poeta Adalmir Oliveira Campos 
adalmir-campos.blogspot.com.br

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Incógnitas


A favor ou contra?
Nem sei, embora prefira a
complexidade do amor.

A favor ou contra?
Nem sei. Vou vivendo e
experimentando para
me decidir.

Assim sou eu, incógnita
como o amor...

Às vezes confuso.
Às vezes obtuso.

Nem sei se outros seres
humanos são assim, ou
possuem estas características.

Fica o ponto de interrogação,
a quase eterna dúvida,
quem sabe eterna, visto que
a vida é um cisco de tão curta
e pequena, e enorme as
promessas além dela na
eternidade?

Mas será um dia completitude,
sessará algum dia as dúvidas e
incertezas que experienciamos
neste mundo terreno enquanto
humanos?

Será válido viver no amor,
agir no amor, espalhar o amor?

Muitos preferem a corrupção,
e nos passa a ilusão de que
vivem tão bem.
Será que o vivem ou não?

Céu ou inferno, seria de se
temer?

Ainda assim, prefiro a complexidade
do amor, e mesmo errante buscar
acertar nesta arte que é viver
e amar.

By Adalmir Oliveira Campos
adalmir-campos.blogspot.com.br

Formas e cor de um coração


O coração tem sua forma e com
certeza não é quadrada.
O coração tem suas cores e com
certeza não são frias.

São formas ovaladas,
São formas arredondadas,
incrustadas de veias, nervos,
quase puro músculos e
preciosidade cor rubi.

Por ele não passa outro líquido
senão sangue. Assim ele pulsa,
renova e oxigena cada célula de
todo o corpo, levando alimento
e benefícios.

A arte e tinta com que foi pintado
é quente como fogo, calor exuberante
do sol, vermelho escarlate.

Simboliza o amor. Mas o amor flui
de outro coração que vai além do
corpo físico e da mente sã de um
homem, ou de uma mulher.

Mas de intensa energia e luz
que se faz física em cada
ser humano.

O coração vem do próprio fogo
de Deus, e se casa com o corpo
físico num só pulsar, num só
tum tum tum.

O coração tem sua forma e com
certeza é circular, feito aliança,
arco-iris, que nos mantém na
lembrança eterna do Criador,
até que voltemos a sermos um
só com Ele na eternidade.

Cor e forma, Divina Arte onde
em cada pulsar o amor faz parte.

By Adalmir Oliveira Campos
adalmir-campos.blogspot.com.br

Ser 007


Queria ser um galã do 007.
Viver sempre numa constante aventura,
a cada dia um novo episódio, vivendo
as maiores loucuras.

Mas me vejo pensando, será que o coração
aguentaria e o mundo então, viver na
ansiedade e emoção de estar sempre
por um triz, numa pequena ou grande
explosão?

Uma pitada de charme.
Uma pitada de romance.
Uma pitada de glamour.
Uma pitada de ação.
Uma pitada de um pouco de ficção
até faz a voda melhor.

Mas nada supera a vida fora das telas,
que não são meras fantasias e sim
realidade pura.

Na TV, tudo é lindo, faz a vida parecer
sem graça e até monótona, mas nem
sempre é bem assim, na vida há mais
possibilidades bem como de termos
mais de um final feliz.

Algumas rotinas nos fazem bem, porém
é bom flexibilidade, o que nos acrescenta
humanidade, nos põe num mundo mais
feliz, quem sabe muito mais do que galãs
do 007, sonhos bobos de um poeta.

By Adalmir Oliveira Campos
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Estranhezas de escrever


Estranho escrever sem ao menos ter a ideia
de se alguém vai ler, e se ler, se vai gostar, e se gostar
se vai compartilhar e comentar.

A gente embora não tente, sempre cria expectativas
e espera reconhecimento, se não, por qual motivo
escreveríamos? Para simples registros que seriam
mortos se ninguém os lesse?

Assim é a vida de cada "operário" e de cada "operária"
na prestação de seu trabalho. De um modo ou de outro
esperam a paga, que de um modo ou de outro vem, mas
não é só o dinheiro que satisfaz, vai além, nas amizades,
no companheirismo, no sorriso amistoso, no elogio
e motivação na hora certa, na correção longe dos olhos
curiosos.

Cada um é único e especial, e capaz de fazer coisas únicas,
portanto, sem igual.
E por isso são especiais.

Somos "operários" e "operárias" uns dos outros, e uns
para outros e juntos formamos um todo sem igual, onde espera-se
com certeza que o bem seja em comum e que o benefício
chegue a todos se não por igual, de modo justo.

E que se curta.
E que se comente.
E que se compartilhe.
Sem malícia, sem inveja, pois cada um tem seu espaço,
tem suas oportunidades, seus dons, talentos e habilidades,
e o limite é o céu, e no céu, pinta-se estrelas infinitas
e todas podem brilhar.

By Adalmir Oliveira Campos
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Pena branca e tinta preta


É com pena branca e tinta preta que rabisco versos,
poesias e prosas e outros tantos, como se estes
tivessem asas e se pusessem a voar em cada linha
pautada do meu caderno de escrevinhá.

Escrevinho coisas simples, coisas do povo, que o
povo entende e que o povo vive. Escrevinho coisas
do povo, pois sou povo também, sou daqueles que
ajuntam e seguem na luta, que seguem no bem.

Não chego a ser um sertanejo em suas raízes, nem
um erudito do Rock in Roll, mas trago nas veias a
alegria de ter podido viver os dois, e os outros mais
que ainda vivo.

E busco assim, ser como o pássaro que doa a pena
de escrevinhá, e sigo livre na busca constante de me
desprender de velhos preconceitos, tabus, esteriótipos
e mau querenças, na minha crença, ousar tocar o céu
e me unir a Deus.

E registro a cada dia com pena branca e tinta preta,
buscando seguir a evolução, e uso dos meios modernos
para compartilhar meu caderninho de experiências, que
embora não científico, são baseados em fatos reais.

E a pena branca, e a tinta preta seguem fazendo histórias.
Tocam corações e almas e feito arte, há os que amam,
mas ao mesmo tempo há os que odeiam, mas mesmo assim,
não deixam de serem histórias a insistirem em se fazerem
reais neste mundo através da escrita.

Escrita que busca atender a todos sem distinção,
e busca ser imparcial, e assim segue na busca do bem
e na superação do mau.

By Adalmir Oliveira Campos
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quinta-feira, 8 de maio de 2014

Mães são muitas em uma só


Mãe, pedacinho de céu na terra.
Penso que se Deus tivesse sexo, seria mulher.
E portanto Mãe de todos e não Pai.

Pois somente mulher e mãe é capaz de abraçar
o mundo com tamanha entrega, admiração,
compaixão, respeito, misericórdia e amor.

Por isso, falar de mãe não é fácil, pois mãe
é imprecisa e não tem como conceituar, mas é
precisão que atende aos filhos na arte de amar.

Muitos poetas, escritores, e autores de histórias
escreveram sobre elas, e ainda escrevem, e sempre
escreverão, pois Mãe surpreende a cada dia mais,
e exige estudo para chegar à compreensão.

Mães são muitas, são Anas, Joanas, Marias, Ritas,
Cecílias, Vivicas, Lourdes, e muitas outras, mas cada
uma trás um universo diversificado de significados de
ser Mãe, pois cada uma encontra seu jeitinho particular
de a ser.

Amorosas, enérgicas, sensíveis, delicadas, firmes,
educadas, pontuais, compreensivas (etcetera).
Mas acima de tudo Mães.

Educadoras, norteadoras, instruidoras, Mãe.
E seu papel é único e possui um diferencial,
que é ver humano em seus filhos que erram,
acertam, e vivem num mundo complicado,
onde errar e acertar, é viver, é crescer, mas
incentiva sempre aos ensaios que levam à
humanidade em cada ser.

Por isso e por muito mais, Mãe é sem igual,
tem poder curador, poder que brota do amor
do Próprio Deus, que as estima de modo ímpar
e a todas deseja muita luz e paz, das quais
são merecedoras, não em um único dia ou
data do ano, mas para todo sempre, eternidade
e além!

By Adalmir Oliveira Campos
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quarta-feira, 7 de maio de 2014

Me fazendo poeta


Foi por brincadeira,
por amor talvez, que se deu as
primeiras palavras, os primeiros versos.

E por amor, com certeza continuaram,
não por amor a uma pessoa em específico,
mas em prol dos que amam a leitura
e a poesia, e meu coração se alegrou,
e meu coração se alegra e se abre
à escrever, e a poesia se faz por mim.

É com prazer e amor que jorram feito
cachoeiras...
Deixo fluir.
Deixo seguir seu rumo natural,
e busco deixar chegar onde precisa.

Poesias são rios em busca do oceano.
Poesias são rios cheios de mistérios,
que carregam muito além de peixes e
alimentos destes e dos homens.
Poesia como o rio, são o próprio
alimento, de almas, intelectos e coração.

E da brincadeira e do amor,
e da simplicidade das palavras que trazem
o tom, sigo em frente neste ofício que me
é salutar, e ao escrever me entrego na arte
de amar.

Amor que se faz em mim por mim.
Amor que se faz em mim por Deus.
Amor que se faz em mim pelo meu próximo,
que mesmo estando distante se faz irmão
por sermos ambos todos sem cerimônia
ou parcimônia humanos.
Amor que se faz por mim pela escrita, seja
qual for a inspiração, o que importa é gerar
palavras com bom sentido que possam
contribuir para melhoria das pessoas e do
mundo.

By Adalmir Oliveira Campos
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terça-feira, 6 de maio de 2014

Vou-me em tentativas



A vida me consome ou sou eu
quem consome a vida?

Ambos talvez?

E o tempo nesta história,
amigo ou inimigo?
Ambos quem sabe?

E assim, vivo cada dia, buscando
me equilibrar ,mas a corda é
bamba, e nem sempre dá.

Balança pra cá.
Balança pra lá.
Feito brincadeirinha de crianças
no colo a ninar.

E sigo, oras caio, oras me levanto,
oras acerto, oras erro. E errante e
acertante eu vou.

Me culpo.
Me xingo.
Me vingo.
Me mínguo.
Mas vou-me em frente.
Às vezes sorrindo.
Às vezes sofrido.
Às vezes doente.
Às vezes aflito, mas me vou.

Humano errante.
Humano acertante.
Os dois com certeza.

Me perdoo.
Me encho de paz, mas na verdade
é Deus quem me levanta e me
faz ser bem mais.

E sigo.
Às vezes estaciono.
Às vezes me parece estar andando de
marcha ré.
Dois pra lá.
Dois pra cá.
Feito caranguejo a andar.

Mas não paro no lugar, me adianto até,
e em frente eu vou.

Posso não ser o primeiro a chegar,
talvez por não saber onde quero
chegar.
Talvez por não ter a ideia de como chegar.
Talvez por não saber se é meu destino chegar
ou não chegar.

Mas na fé, vou-me.
Sigo, penso eu ser em frente.

Contente,
descontente,
carente,
descarente,
coerente,
incoerente,
sem dente
ou com dente.

Vou-me.
É certo, talvez chegue,
ou talvez não?

Mas não podem, ninguém,
falar que não tentei.

By Adalmir Oliveira Campos
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Vida, corda bamba


Risco-me nos riscos.
Riscos que assumo,
na busca do céu,
na busca do aprumo.

Me ponho em corda bamba
a me equilibrar.
Os ventos soam fortes, feito
gritos e empurrões.
Vou-me para um lado.
Vou-me para outro lado,
me agacho até.
Mas pela fé, mantenho-me
de pé.

Um risco, um traço,
um passo por vez, e vou-me
adiante, pois retornar é
impossível depois que se
começa a viver.

É pra frente que a corda bamba
leva...
É pra frente, passo a passo que
se aproxima do destino que feito
linha do horizonte se faz perto,
se faz longe, até chegar o
derradeiro dia.

E assim me arrisco, e no risco
sigo em frente, pois outra alternativa
não há.

Paradas corre-se o risco de
quedas e perdas, riscos que
ninguém almeja correr.

É no risco empolgante que todos
podem vencer.
E riscos correm e vão adiante.
Riscos precisos.
Riscos preciosos até.
Feito diamantes, amantes, que
amam e se encontram no gozo eterno,
ali ao final, que também é começo,
às vezes recomeço, por que não?

Pois o fim é como linha do horizonte,
já foi dito, nunca se alcança, e assim,
em frente seguimos nas passadas da
constante evolução.

By Adalmir Oliveira Campos
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sábado, 3 de maio de 2014

Pedacinhos de holos


É um pedacinho de mim.
É um pedacinho de nós.
É um pedacinho de tudo
que há...

Beira mar.
Beira chão.
Beira céu.
Beira mel, algodão doce
de cor, de sabores diferentes,
enebriantes feito arco-íris
em fins de chuva.

São pedaços, são poções,
que juntos são multidões
em festa a brincar, pois viver
realidades tem sido tão difícil
que sonhar tem sido solução.

Sonhos de amor.
Sonhos de menos dor.
Histórias, dramas, fantasias que nem
mesmo, Shakespeare pôde imaginar,
ou se imaginou não escreveu.

As dores às vezes superam as de
Romeu e Julieta.

Mas nos sonhos, encantamentos
de terras que manam leite e mel,
onde o maná cai do céu, estradas
de diamantes, casas de brilho prateado,
ruas douradas, verdadeiro paraíso.

Pedacinhos de almas que brilham
neste mundo terreno, na ânsia de
brilharem feito estrelas no céu...

Ou quem sabe aqui mesmo neste
pântano em que vivemos, sendo secas
os veios sangrentos da corrupção, pondo
fim às sombrias e negras fantasias que
se fazem reais por muitos mortais que
sugam dos "inocentes" para manterem-se
no poder e em situações de poder que
é sede que nunca sacia.

São pedacinhos de mim, são pedacinhos
de nós, são pedacinhos de um todo tenaz,
a sorrir, a chorar, na busca de um pouco
mais de dignidade, amor e paz.

Mundo que se deseja.
Mundo que se quer.
Seja para o humano, homem ou mulher.
Um vir a ser.
Um bem quisto, bem visto, bem querer.
Que com certeza se faz no amor que
brota e nasce em cada ser.

No mais, esperança e fé!

By Adalmir Oliveira Campos
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Amei, amei, amei


Amei, amei, amei.

Subitamente amei.
Desesperadamente amei.
Demasiadamente amei.

E o amor entranhou-se em meu ser
de tal modo que fez parte de mim.

Amei, amei, amei.
De tal modo, fantasia, como
como pouso e canto de um colibri.

Amei, amei, amei.
Que de mim até me esqueci, pois
já não era somente mais eu.
Éramos nós.

Amei, amei, amei.
Ao ponto de desencontrar-me,
de me desfigurar no que pensei
ser amor.

Desencontros de almas, choro
demente, ranger de dentes, desamor.
Flecha cravada no peito, cupido
já era certeiro mensageiro de dor.

Amei, amei, amei.
E as rugas me vieram, e confirmaram
que a entrega somente minha foi.
Como pode haver amor se somente
um de nós se moveu nesta direção de amar.

Amei, amei, amei.
Agora apenas, velho, na descoberta de
me amar, e nem é tão grande amor
assim. Sobressaltado, sobrevivo enfim.

Amei, amei, amei.
E o que ganhei em troca nestes amores?
Lembranças? Histórias? Experiências?
Nostalgia que somente encontra alento
no talento intenso para amar.

E sigo amando.
Mesmo sendo um amor solitário, em busca de
companhia, pois já me estou cheio de mim,
na busca de me expandir e completar-me no outro
neste beira fim.

Por sorte o amor vem, a dor cessa,
a vida num embalo se alegra, se impulsiona,
segue em frente, e a história futura será de dois,
não unitário, amor que segue no amei, amei,
amamos.

By Adalmir Oliveira Campos
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Buquê de flores murcham


Meu alento, meu talento, meu lamento.
Assim como o vento, vem tormento,
frescor e a vida continua, linda, nua e
crua.

Criança apenas, em processo de
aprendizagem do caminhar.
Criança apenas nas descobertas de amar.

Um amar, mar de sol, de sal,figurinhas
de juntar, se formam assim no ato de agrupar.

Um gomo, dois gomos, uma laranja.
Laranja, vários gomos, divisão,
sensações que abraçam mais.

E o mundo segue se dividindo,
se repartindo, sendo de mais de um,
mas no gomo, sendo quase por igual.
Sonho, utopia, partículas de um sonhar.

Algodão doce que adoça e colore o
mar, que ao sol, nas manhãs, tardes
e anoiteceres, levam tons róseos,
avermelhados, carmesins e prússios
que se acentuam ao luar.

Acalanto, espanto, visa o manto.
Manto vermelho imperial.
Mártir do amor.
Da cruz, devolveu-nos amor.

E os tons mudaram feito arte.
Peça de teatro, palco, platéia,
bastidores e camarins.

A vida uma bela peça,
uma bela arte, com certeza
faz parte a esperança nos ensaios,
a nervosura das apresentações,
as lágrimas, os calos, as noite maldormidas,
os dias de estudo, o esforço concluído
e a as bênçãos do reconhecimento.

Buquê de flores murcham.
E a vida segue em novas apresentações
na busca de se perpetuar e ser feliz.

By Adalmir Oliveira Campos
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Sopro Divino


Nem o frio do inverno.
Nem a tormenta dos dias frios
podem apagar o sopro de vida que
jorra em meu peito.

Este sopro que entra, sai e permanece,
é fecundo, se amplia, se expande.

É amor do Pai por mim.
É amor do Pai que vira amor de mim por mim,
amor no Pai, amor no outro e jamais fim.

Este sopro veio D'Ele, é vida que corre em
mim, vida celeste em corpo terrestre, sofre
e cresce, evolui, jamais padece.

É vida é amor.
É vindo do Senhor.

Sou partícula D'Ele, solta em fusão, mistura
etérea com outros seres em continua
evolução!!

Um sopro, dois sopros, milhares de sopros
dando vida a corpos antes sonhados e inertes,
na busca de voltarem a Ser um com o Criador.

Luz alva, luz púrpura, vermelho,
lilás, carmesim, coração aberto a jorrar
sangue na arte de amar...

No fim, final feliz.
Fusão cósmica, celestial, onde um são
multidões, em um só Senhor.

By Adalmir Oliveira Campos
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Amor Universal


Amor é assim, vermelho fogo carmesim.
Se funde na vida da gente, feito entardecer
nas cores mil que buscam o brilho das
estrelas e o ardor da lua que se faz cheia.

Amor é assim, paleta de cores solitárias,
a se misturarem com pincel à tela que
se forma.

Formas e mais formas. Ovais,
quadriculadas, quadriculares, circulares,
retangulares, em quantidade feito água
do sete mares.

Amor, sétima arte, desde a primeira.
Verbo que se fez carne, fecunda a erradicar
as misérias de cada vida, de cada ser.

Amor é assim e vem pra mim e pra você,
não importando a cor, não importando
as pequenezas humanas, mister de racismo
e preconceitos.

Amor é assim, Uno, hollos universal.
Amor é assim, despoluidor de todo mau.
Amor é assim, certeza de vencermos a morte
e seguirmos em vida digna, plena e eterna.

By Adalmir Oliveira Campos
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Apenas fé em um mundo melhor


O que dizer?
Fico estasiado, atônito.
O que mais nos reserva os seres humanos,
em seus mundos de possibilidades senis?

A derrocada da humanidade, bipartida,
sofrida, à mercê do que chamam democracia,
leão voraz que suga a todos e fazem-nos escravos
de um sistema arcaico feito lideranças de Júlio César.

Sistemas obtusos, confusos, que favorecem
somente lideranças em suas necessidades
cada dia mais insaciáveis, feito buracos negros
a engolir tudo que veem à frente.

Não são estas cenas que nasci para ver em
pleno séc. XXI., ou são?

Séculos de negritude, racismos, preconceitos
obscenidades, músicas vulgares, crianças a
carregarem outras crianças no colo, corrupções
e ladroagens as mais diversas, que encurralam
humanos feito animais acuados, grandes massas,
que sonham-se livres, feito pássaros que veem
suas gaiolas quebradas ao chão e a possibilidade
de galgar os céus.

Num voto a liberdade.
Mas em quem votar?
Na direita?
Na esquerda?
Nos que ficam por cima do muro?
Dúvida cruel.

Terá algum justo na disputa?
Será possível luz ao fim do túnel?
Expectativas.

Fé e esperança que são as últimas
que morrem, e mantém acessas nas
lamparinas do tempo, pois só neste
cabem os sonhos dos que morreram,
dos que estão morrendo, e dos que
vivem na busca de um Céu na terra,
promessa Divina.

By Adalmir Oliveira Campos
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quinta-feira, 1 de maio de 2014

Pérolas da educação (crônica)


Pérolas da educação, é o tema de livros que eu e uma amiga professora brincamos constantemente que vamos uma dia escrever, e apenas vamos guardando na memória, quem sabe algum dia desses não escrevemos tais causos, crônicas e historias? É cada uma que faz rir, que faz chorar, e saem de onde menos esperamos, dos alunos, dos pais, dos professores, das chefias e muito mais. 

Servem digo, como experimento cientifico, indicam onde pais e professores estão errando na educação das crianças, onde estão acertando e onde podem melhorar.

Faz bem parar, permanecer atento e "estudar" tais fatos.

Tipo a professora que estes dias atrás, pediu aos alunos para buscarem a bola, corda, e avisaram que estariam na quadra na aula de educação física.

Precisando de algumas fotos que retratassem jogos e brincadeiras, para uma matéria no blog, fui com a câmera em punho todo entusiasmado para tirar tais fotos, e chegando lá minha surpresa, meninos de uma lado "jogando" futebol, ao menos acreditavam estar jogando, suados correndo para um lado e para outro, e as meninas pulando corda, e alguns outros fazendo nada sentados aos pés da professora que estava jogada à uma cadeira, fazendo sabe-se lá o que com alguns papéis na mão, de óculos escuros, alheia completamente do que estava acontecendo ao seu redor.

Pensei, isso seria uma aula de educação física? Onde está a participação da professora enquanto mediadora da atividade proposta, com seu entusiasmo, com sua alegria, com suas sugestões para que a atividade se tornasse saudável e segura? Como poderia ela no futuro avaliar aqueles alunos na atividade, se nem ao menos ela estava ali presente em corpo e lama? E os alunos continuavam, às vezes brigavam por causa de alguma falta injusta, ou por um esbarrão, ou falta grave. E o que seria daqueles alunos que nem participavam das atividades, que ganhos teriam com esta atividade?

Tirei algumas fotos e sai da quadra pensativo...
Me perguntei, se aquela professora fosse aluna, estaria gostando daquela aula? Se a filha ou filho daquela professora estudassem naquela escola, a aula de educação física seria dada daquele modo, ou aceita se fosse dada do mesmo modo por outro professor? 

São tantas as indagações, e tão poucas as respostas. Só penso que repensar as práticas enquanto educador, é muito importante, pois o ato de educar não pode ser levado adiante com descaso, caso contrário passa a ser banalizado, inclusive pelos próprios alunos, o que leva a gerar outros contratempos temidos pelos professores como a indisciplina, espécie de revolta ou motim e reivindicação, por algo que seja melhor do que tem recebido.

Espero que ansiosamente que as outras fotos possam ser mais entusiasmadas, alegres e tenha a participação de todos no processo ensino aprendizagem.

By Adalmir Oliveira Campos 
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Vocês amam a professora? (crônica)


Não adianta apelar, fazer chantagem emocional. Disciplina em sala de aula não se conquista assim. É necessário ir além. Manter uma boa convivência com regras e sanções claras e definidas, as quais devem ser aplicadas sempre, na busca da harmonia em sala de aula, que favoreçam um ambiente propício à aprendizagem, é fundamental, bem como buscar desenvolver a empatia pelos alunos alunos, e destes pelo professor, sendo uma constante desde os primeiros dias de aula, pois como diz a canção "somos responsáveis pelo que cativamos". No mais, caso os pais e ou responsáveis legais destas crianças não incentivarem às mesmas diretrizes, os esforços dos professores por maior que sejam, podem ir por água abaixo, ou seja, não surtir efeito algum, e a disciplina ser apenas um sonho ou desejo difícil de vir a ser uma realidade.

Há algum tempo atrás, quando trabalhava na rede municipal, em uma determinada escola, cheguei para realizar o meu trabalho, e à porta da sala de aula, ouvi a professora indagar aos alunos "vocês amam a professora?", "Quem aqui ama muito a professora?". Então, ela me viu à porta e acenou para que eu aguardasse um momento, o que fiz pacientemente.Ela tornou a fazer as mesmas perguntas pedindo silêncio ao mesmo tempo, pois a sala de aula estava um pouco alvoraçada. Alguns alunos levantaram as mãos rapidamente confirmando o amor à professora, outras levantaram as mãos timidamente e outros de cabeça baixa não se manifestaram. Houve um silêncio daqueles ensurdecedores, e a professora, ao seu modo disse, "então gente quem ama respeita" e continuou, "quem ama não faz bagunça, quem ama não responde a professora". Colocou um ponto final na conversa e me atendeu respeitosamente, prestei o meu atendimento aos alunos, que na época era de psicomotricidade, me despedi dos mesmos, que alegres se despediram de mim, e da professora e segui para as outras turmas para dar continuidade às minhas aulas.

Mas, saí daquela sala de aula pensativo, em partes a professora estava correta, quem ama quer o melhor para o outro, quem ama dá o seu melhor para o outro, quem ama faz tantas coisas por amor, só não pode se negar o próprio amor e liberdade para se entregar ao amor e liberdade do outro. Mas na compreensão infantil destas crianças, será que seguem o mesmo raciocínio? Isso com certeza depende do grau de maturidade de cada um, se houvesse um pouco mais de amor a si e ao próximo no coração do homens e mulheres de antes, de hoje e de sempre, o mundo seria bem melhor de se viver em qualquer tempo ou circunstância.

Vivemos em mundo cheio de regras, leis, sanções, penalidades, direitos, deveres. Não deveríamos desde a mais tenra idade prepararmos nossas crianças para viverem neste mundo, o qual, já participam em sua condição infantil?

Dialogar, criar rodas de conversas, explorar o tema através de jogos de regras e sanções, não seria um bom caminho para que as crianças compreendessem a agitação e a quietude, o grito, o barulho e o silêncio, a hora de falar, a hora de se calar, a hora de ouvir, e assim, passarem a observar o seu entorno, no respeito à sua vez e à vez do outro, no entendimento de que a força ao invés de violência e impunidade, trás grandes responsabilidades, norte para que possam lutar por seus direitos sem infringir os direitos dos outros, na busca do bem pessoal e coletivo?

Disciplina começa no lar, no sim e no não, no aperto de mão, no abraço, no carinho, mas também na chamada de atenção quando justo e necessário. Não é preciso violência, mas também cruzar os braços e deixar fazerem o que bem quiserem, deve ser condenado,"tudo podemos, mas embora tudo podemos, nem tudo a nós convém."

Em tudo, o equilíbrio e a busca da melhor orientação, enfim, educamos as crianças para melhor poderem viver no mundo com seus semelhantes, entes queridos ou não, e a harmonia cabe bem em qualquer lugar, seja no lar, na escola, em sociedade, e onde mais for.

By Adalmir Oliviera Campos 
adalmir-campos.blogspot.com.br

Dia do Trabalhador


Dia do trabalhador, e muitos descansando no feriadão.
Outros nem tanto, parar de trabalhar não podem não.

Que este dia seja marcado de reflexão, para que o homem
jamais volte à escravidão.
E que a luta por dias melhores e melhor distribuição de
renda sejam uma constante.

Pois trabalho não é doação, é prestação de serviço que
merece a paga justa, para o viver em dignidade e plenitude
humana.

Doação se faz voluntariamente, no que se tem de melhor
para com os mais necessitados, onde a paga vem dos céus
e do carinho de quem é ajudado.

Que trabalho deixe de ser fardo.
Que trabalho deixe de ser árduo.
Que trabalho deixe de ser este que beira
escravidão.

Que seja em parte doce como o lar.
Que seja parte doce como amar.
Pois é mais de meia vida que se entrega
ao trabalhar...

E esta vida que é entregue deve ser
de qualidade, e não salgado como o mar.

E o salário, a paga, não seja a de encher os
olhos de água num minguado soldo que mal
da para o necessário à uma família sobreviver,
que seja do tamanho que traga dignidade,
saúde, educação, alimentação, lazer, felicidade
e paz. (e outros mais)

Que os governos abram a mente e o coração,
e quando forem falar de salário à população,
tenham a mesma preocupação de quando planejam
e falam dos seus próprios salários, pois as necessidades
podem ser diferentes, mas o humano não o é, e a
lei serve para todos e a todos deve atender, e o
mínimo que se pede é que seja justo este repartir,
garantindo assim o bem viver, que não cabe somente
aos políticos e ricos, bem como a toda população,
mola propulsora do poder.

Que dia do trabalho e do trabalhador, seja sempre
de reflexão... E que no mundo novamente não se instale
a escravidão.

By Adalmir Oliveira Campos
adalmir-campos.blogspot.com.br