domingo, 10 de junho de 2012

Declaração de Amor


Novamente o amor bate à minha porta...

O incrivel é que ele se manifesta com maior intensidade a cada dia....

Falei que o jardim ia florescer novamente.

Valeu a espera...

A chuva passou...

A chacoalhada dos ventos

Que atormentavam meus sonhos, deu lugar ao seu sorriso e

Aos seus sussurros ao pé do meu ouvido,

Nos eu te amo que soam com sinceridade.

Mal te vi.

Mal te conheço.

E já posso afirmar na intensidade de suas pupilas inertes

Que já te amo, e que

O verde dos seus olhos inundou a minha vida

Com certezas antes perdidas e incredulidade sem fim.

A fé novamente se faz forte.

A luz no fim do túnel se fez visível na luz do seu corpo.

Pele clara, cor chocolate branco, sabor semelhante ao céu.

Falar eu te amo e agir nesse amor ficou mais fácil...

Pois estar com você é saber que existe amor...

É saber que novamente vivo e vivemos o amor.



By Adalmir Oliveira Campos



quarta-feira, 6 de junho de 2012

O medo


Muitas vezes sentimos medo.

É humano eu sei...



Mas, o medo se não controlado,

Pode nos deixar machucados,

Encalhados, sem poder sair do lugar.



O medo existe e é fato.

Ele é um mal necessário.



Que provoca repulsa ao que nos é contrário,

E às vezes, muitas das vezes é ofensivo.



Mas ele é o que dá sabor à vida...

Não permite que esta se aglutine,

E forme lodo aquietador o qual aliena

E massacra o sopro Divino.



Em excesso, paralisa, engessa e deixa qualquer humano num estado de Acomodação...

Instala a culpa e a ansiedade maldita, que aumenta buracos já maltrapilhos da alma e do ser,

Que sem fé, coração palpita, grita e se arrebenta.



O medo é como blocos de concreto, e assim vão sendo empilhados,

Um a um.

Sufocando tudo que há no interior...

Impedindo tudo que é possível no exterior, e que parte do Interior.



Mas que se bem direcionado, educado e ensinado...

Cada um que sente medo,

Se fundamenta, se constrói, e avança

Com os pés firmes.



E assim, vivem realidades que se transformam a partir

De grandes sonhos, onde ser autor da própria história é Possível. Ato corajoso, que o medo oportuno afirma.

Abolição

Que acabe o tempo de escravidão...

Que lúcido torne meu coração.



Que amar não seja atribuído à prisão.



Absolva-me, dê-me a abolição.



Já tens meu amor.

Já tens meus braços,

Meus sonhos,

Meus beijos, sexo e viver.



Que sendo abolidas as amarras

Da desconfiança, do medo e insegurança,

Seja livre o nosso amor.



Que seja lindo...

Que seja intenso...

Que dure um dia...

Que dure um ano...

Que dure uma vida.



Mas que dure o tempo necessário e suficiente.

Seja no pouco ou no muito...

Na riqueza ou na pobreza...

Até que a morte nos separe talvez.



Mas que seja inesquecível, valoroso e eterno enquanto Dure.

Negação x Afirmação

 Há tempos me perdi.

Há tempos busco me encontrar.



Mas como saber quem sou,

Se me nego e sou negado à existência?



Pintam-me como quadro de pintar,

Como louça delicada me protegem

E Manipulam a bel prazer.



Defesa nem conheço...

A ela não fui apresentado.

Pobre capacho acostumado,

Domado, soldadinho de marchar,

A Bandeira tanto protege, que “Nu”

Tiradentes se esquarteja.



Educado no alienar...

De autor a espectador.

Brilho, verniz, terno preto.

Carros engraxados, importados talvez.



Não satisfazem sonhos dormidos, do meu “Era uma vez”.



O problema talvez já saiba...

Pois luz forte, se fez em mim...



Literatura, livro aberto, educação, ação e amor sem fim.

Tudo começou quando me deixei negar

Afirmando os outros em mim.



Sempre sonhei em escrever...

Letras eram minhas vontades...

Artes me encantavam, tornavam sonhos realidades.



Pessoas sempre ao meu lado, a falar, a ouvir, a chorar e A sorrir...

No ser professor, me redescobri

Num crescente construir, reconstruir e construir...



A produzir conhecimentos, fazer história...

Era essa minha vontade.

Adormecida pelo tempo e descrenças humanas, que sem Fé em si mesma, afogaram-se em mim, afogando-me assim.



Doce sofrimento, convivência, aprendizagem e conhecimentos.

Se me enveredei noutros caminhos...

No erro no acerto...

Na negação, na afirmação...

No “ser ou não ser” eis a questão.



Foi devido à subsistência...

Que me levou à falência do Ser pelo Ter.



O diferencial que foi negado,

Hoje afirmado a dores mil...

Demonstra valor sem fim...



Dos negados, afirmados

Idéias que plasmaram possibilidades

Do humano, mundo bom,

Mundo justo, austero.



Onde Platão faria história

A começar pela escola, educação da libertação.

Negação do negativo...

Fazer do positivo

Afirmação da afirmação, da benção e da unção, por uma terra, humanos mais irmãos.

Sensibilidade Artística

A sensibilidade do artista,

É tão imensa e de grande valor.



É entrega de uma vida

Que em partos corroem a alma,

E às vezes provoca nele grande dor.



Dor às vezes tamanha, que estranha se faz,

Feito buracos negros no peito, na alma e no coração...



Buracos estes a sugar tudo que sua sensibilidade capta Do mundo interior, em confronto com o mundo exterior...



Confronto, explosões, ansiedade.



Expressões que trazem boas novas...

Expressões que denunciam o que oprime...

Expressões que libertam do que aprisiona...

Expressões que levam à morte o “causador” da morte...

Expressões que instalam a equidade e o equilíbrio

Que se faz das cores, formas, súplicas, elogios, declarações de ódio e de amor que muitas vezes se Mostram tímidos e subliminares...

Expressões que harmoniza o “todo” nas cores que Surgem em pinceladas, através das palavras douradas Que escorrem das canetas douradas, e soam

Da voz de Deus...

Que se fazem verbo, palavras que confortam e apontam Luz, onde há trevas,

Permitindo a cada ser humano o desabrochar que se faz através da sensibilidade que é experienciada através dos sentidos.

Sensibilidade que é fortalecida e materializada no mundo real, através da busca da perfeição que se adquire na busca e construção de um mundo mais fraterno, humano, digno e feliz.

Obras de artes são filhos

Uma obra de arte é como dar luz a um filho...



É fazer algo que não existe surgir do mundo das idéias,

E dos sonhos,

E Tornarem-se reais e possíveis.



E como o filho, a arte foi feita com lascas de madeira Leve...



Que feito casco de navio, deve seguir livre, e responsável



E assim, a dar voltas ao mundo...



A chocar...

A alegrar...

A espantar...

A escandalizar...



A provocar risos...



A provocar sonhos...



A provocar lágrimas...



Tristezas, alegrias, gargalhadas.



Convocado a trazer a calmaria, a abrandar, a incitar, a Equalizar, a amortecer e trazer novas esperanças e fé, na Promoção de vida nova em harmonia com o “Holos” Universal,

Com o Pai, que nos faz Reais.

Conceito de Amor


Certa feita fui perguntado sobre o que é o amor.



Depois de refletir sobre meus ensaios sobre o amor.

Respondi após certo tempo...



“O amor, às vezes me passa a idéia de que é um sentimento mútuo promovido pela empatia a qual transmite segurança e remete aos envolvidos o sentimento de liberdade um para com o outro, o que contraria os sentimentos de serem invadidos e presos, ao contemplarem as partes envolvidas no compromisso de satisfazer suas necessidades fisiológicas, emocionais, intelectuais, sociais, jurídicas, financeiras, culturais e espirituais de que dependem do outro enquanto seres relacionais, de modo consciente, maduro, espontâneo, responsável, imparcial e incondicional.”

Ou ainda,

“O amor não seria também, confiar no outro, sabendo-se seguro sem forçar?

Amor não seria reconhecer as necessidades do outro e agir para satisfazê-las, não esperando a cobrança para este amor em ação?

As cobranças causam a condicionalidade a qual, denota a falta de amor.

Amor é feito amor de Jesus...

É uma entrega total, sem se anular, sem se perder, e assim, sem anular e fazer perder a grandeza que se “é” em Deus, e de Deus.”



Aliás, “filho de peixe, peixinho é”

Semana Literária

O tempo é frio lá fora.

Aqui dentro, um calor que não se agüenta...



O vazio dá lugar aos sons inebriantes de uma noite de encantos...



Os anjos se acomodaram para ouvir da “Noite Literária”, o Que brota da mente de Deus, sob a escrita que se faz Pelos poetas, escritores e pensadores do agora, os quais Fazem o humano se conhecer com bases no passado, Como lampejos de luz pelo retrovisor do carro, e os leva a Projetar um futuro magnífico que se amplia ao longo do Pára-brisa, na linha do horizonte, a qual não marca o fim, E sim, o início de novos horizontes a serem buscados, Perseguidos e almejados.



Os quais conduzem ao novo em cada presente, e sempre Os leva a seguirem em frente, com os pés no chão, e com O amor nas ações e no coração.

Não quero ser herói

Muitos me acham metido...

Muitos me acham com cara de boizinho, filho de papai.

Outros ainda, confesso, me acham sabichão, sargentão, sabe tudo, confusão.



Não quero ser herói.



Se me diferencio dos outros, não é por ser o melhor.

É por ser humano e entre falhas e acertos fazer a Diferença, quebrar a rotina, que muitas das vezes Desbaratina, cega, aliena, acomoda e definha.



Não quero ser herói.

Não pretendo ser mero espectador.

Menos ainda ser vilão.



O que quero é fazer história, vivendo a vida,

No amor em ação.



E assim, ser quem “sou”, sendo no mundo zorro sem Máscaras.

Podendo viver a verdade que sou.

Sem perder a humanidade da qual sou parte...

Sem perder o humanitário que do humano é arte, é Cultura, é conhecimento, é ciência, é amor em ação por Toda parte.



E assim, sendo quem “sou”, seguir em frente sem me perder novamente...



Sem me entregar...

Sem me escravizar...

Sem me deixar alienar...

Sem me corromper com inverdades.



Seguir com capacidades de sonhar...

Com capacidade de realizar...

Com sabedoria no ato de doar e amar em ações Constantes.



Buscando assim, viver meus ideais, evitando viver ou Fazer valer os ideais alheios, a não ser quando solidários e coletivos.



Não quero ser herói...



Quero apenas seguir em frente, e levar comigo os que Querem seguir em adiante.



E assim, humano, certo, errado, acertado e falho, Seguir...



No avivamento de meus sonhos, que de tão sublimes e idealistas, se afirmam nos sonhos de outros humanos como eu...



Seres que pensam ao mesmo tempo em que vivem e Caminham construindo histórias sobre a terra.

E como seres pensantes, buscam como eu, um futuro melhor para o humano em sociedade.

A voz do povo é a voz de Deus


Dizem por aí que a voz do povo é a voz de Deus.

Eu sou parte desse povo...

Cuja voz dizem ser de Deus.



Eu sou parte desse povo sofrido...

Eu sou parte desse povo de alma dolorida...

Eu sou parte desse povo de andar tristonho...

Eu sou parte desse povo muitas vezes pisoteado;

Humilhado; retalhado, resarchado...



Que na maioria das vezes, não têm voz, e quem diria, não tem vez.



Eu sou parte desse povo, que no poço; No caos instalado Se encontra e se revela, e em alguns pontos vai aos extremos na busca ansiosa, como o grito que ecoa no deserto... Clamando ser ouvido...Reivindicando a Liberdade...

Direito em igualdade, na busca de viver em dignidade e qualidade reais. E assim, ser atendido.



Eu sou parte desse povo...

Cansado...

Ansioso...

Aflito...



Eu sou parte desse povo que repugnado luta contra as Prisões e cárceres privados que lhes são impostos Diariamente...



Eu sou parte desse povo, que assusta com as ações do Estado e seus aliados, os quais, nos coloca em jaulas, como inocentes filhotes de animais silvestres, ou crianças órfãs, que inconscientes e solitárias aceitam o castigo por serem humanas em sociedade.



Sou parte desse povo, que por medo, mesmo inocente, mesmo sem terem cometido delito algum vive em prisões, aceitando pacificamente o castigo.



Sou parte desse povo, que olha esbabacado, perplexo, o que é feito à luz do dia... e nos mantemos calados, enjaulados enquanto os verdadeiros delinqüentes, desordeiros, injustos andam a solta por ai, abraçados com a “justiça”, que sentada se faz de cega, muda e surda, diria sem sentidos até... Ao ponto de enquadrar pobres coitados que “roubam” por pão, enquanto fortalece os dementes que investem no tráfico de drogas, humanos e outros mais...



Sou parte desse povo, que a tudo vê, e que a tudo aceita, por acreditar que sozinho não se faz nada.



A luta no grito solitário no deserto pede socorro, é persistente e se faz necessária...



A luta no grito solitário no deserto pede socorro e a união de outros gritos mais.



Sou parte desse povo, que grita, que busca alavancar os descrentes, que já não sonham mais...

E que sem sonhos, não realizam, pois não vivem, definem-se pelo que crêem ser a zona de conforto boa demais.



Sou às vezes, como esse povo que sem sonhos e forças, não colabora para a construção de um mundo melhor.



Sou parte desse povo, que precisa abrir os olhos, a boca, ouvidos, nariz, e assim, aguçar o tato e outros sentidos mais...



Sou parte desse povo, que se encontra engessado, na falsa paz, na falsa saúde, na falsa alegria, na falsa liberdade, na falsa dignidade, na falsa sociedade, na falsa religião e outros falsos mais, que a alienação e a acomodação nos trás.



Sou parte desse povo, que acredita, que se tamanha falsidade perpetuar, o ser humano vai acabar por definhar o contrário pode acontecer se o sono, o medo, a insegurança, a fé, o amor, a ação do povo, se fizer real no despertar.



Sou parte desse povo que grita solitário como louco no deserto...

E muita das vezes não é ouvido e muito menos atendido...

E muita das vezes, se vê preso também, por ser julgado cavalgar os “extremos”, mas o que ele pode fazer se fora deles não tem sido notada a evolução?



Prisão domiciliar...

Prisão da mente consciente e inconsciente...

Prisão intelectual...

Prisão do agir...

Prisão do “ser”...

Prisão do conflitar...

Prisão da crítica...

Prisão outras mais, as quais são dadas aos humanos habitarem.



Rouba-se o canto e a alegria do viver e cantar...

Canarinho silvestre posto na gaiola, mesmo com águas, comida, um lar e conforto, aos poucos deixa de cantar...

Aos poucos definha e se não é solto em tempo, se liberta quando se vai.



Sou parte desse povo, que se sente canarinho preso...

Que sem voz, na voz de Deus,

Do canto do canarinho

Do canto do humano

Anseia o céu na terra.