segunda-feira, 21 de março de 2016

Chuvas e chuvas


Veio a chuva, veio o frio.
Embora seja chuva de verão.
Vieram choros, foram-se
sorrisos, neblina e trevas.

Culpam a Deus por tudo,
quando não ao diabo.
Mas que "diabos"!

Os próprios erros, as más
escolhas e os frutos desta
não veem não.

Virão tempestades, virão
raios, tsunamis, e outros mais...
E ainda dirão: __ é castigo de
Deus, ou quem sabe por que
o mundo virou mundo gay,
negro e pobre.

As consequências batem à
porta, pena, a culpa não é
só da Dilma, se fosse, destituída
esta do poder, tudo se resolveria.

Grandes mudanças surgem das
pequenas escolhas, diria pequenas
e individuais, que feito efeito dominó
se tornariam coletivas.

É certo que a chuva passará, mas o
sol também castiga, e a seca mata a
gente, toda ela sem distinção.
Mas haveria por acaso solução?

Ah! O amor, este, caladinho com o
respeito, poderia mudar todo o clima,
e assim minimizar tantas dores, ou
quem sabe as extinguir...

Mas aí, já não depende mais de Deus,
muito menos do diabo, depende de
cada um de nós.

O clima lá fora somente reflete o clima
de dentro de nós, e o controle está em
cada um fazer o seu melhor, arcando
com as consequências do que foi o seu "pior",
na busca da crença, vivência e permanência
no respeito e no Amor.

By Adalmir Oliveira Campos

Passagem


A noite e o dia não cessam.
Um após outro se alternam.
Minuto a minuto.
Hora a hora.
Dia a dia.
Semana a semana.
Mês a mês.
Ano a ano.

O tempo é este que nos envolve desde o nosso nascer. 
Mas não se preocupa com o que veio antes, com o que
vem agora ou com o que vem depois.

Somos escravos deste tempo.
Na alforria por Jesus, o temos como precioso DOM.
E o desperdício deste não apraz e não convém.
É um Dom como outro qualquer, que se não bem usado,
se vai...

Não somos eternos, não neste corpo e vida de agora.
Embora de alma imortal.
O mundo nos distrai! Não se pode negar que mereçamos 
descanso e lazer. Recargas de energia para os altos e 
baixos da vida, no tudo passa, nos erros e acertos que nos 
levam e nos tornam melhores.

Mas o galo nos convida todas as manhãs, nos alerta 
que é preciso que levantemos da cama, que se arregace 
a manga, e que nos coloquemos no trabalho de nos 
conhecermos melhor, de nos amarmos melhor, e neste 
amar, nos colocarmos na rota de retorno ao Pai. 
Rota, que se faz na entrega de amor a si, a Ele e a 
todos no entorno, que também mesmo que inconscientes
estão a caminho...

A chegada é prevista.
A chegada é esperada.
A chegada é para todos, mas aos que abrem o coração às 
mudanças necessárias, vem primeiro.
O tempo é eterno neste mundo, mas não aos seres viventes,
e segue sem se preocupar com ninguém.

A velhice e a morte vem para todos.
Do que vale ambições que fogem à lei do amor?
Do que valem o orgulho, os preconceitos e dissabores 
provocados por esta competição de quem é o melhor?

A caminhada e o caminho são os mesmos, embora os 
meios para se chegar sejam diferentemente usados por cada um. 
O amor é a bússola, o Guia... O que importa é que todos chegaremos, 
o pódio é para todos.

Ovelhas não serão perdidas! Andaremos todos, um dia, lado 
a lado. Por que desde já não nos demos as mãos e nos coloquemos 
a caminho, sem tantos falsos juízos e julgamentos.

Espíritos não tem cor, não tem sexo, não tem raça ou credo (etc.), 
a não ser uma só unidade em busca de viver no Eterno Amor e 
assim contribuir nas Criações que não sessam, sendo estas 
infinitas, cujo os objetivos, uma dia conheceremos.

O tempo corre, o que se foi não mais importa, é adiante que se vai!
Mas o importante é se colocar a caminho antes que nesta oportunidade
seja tarde demais.

Recomeços virão é fato.
Não foi ao acaso que chegamos aos dias de hoje.
Isso se chama evolução...
Se não fomos mais ainda adiante, talvez seja pelos muitos que 
insistem em remar contra a maré.
Mas seja como for, o tempo pacientemente nos envolve, nos 
chama, nos alerta e nos convida de novo a caminho.

By Adalmir Oliveira Campos

Reflexão é preciso

(casa de passarinho artesanal)

    Se a liberdade do passarinho não fosse prisão em teus instintos, meu desejo seria ser passarinho. Mas embora não possa voar, posso pensar, analisar, escolher e decidir... E eu escolho a liberdade que me proporciona o Amor!

By Adalmir Oliveira Campos

Para refletir


    A maior dificuldade do homem não está em dominar e transformar a natureza ao seu redor, em inventar coisas, evoluir nas tecnologias, ciências e vastos conhecimentos. Sua maior dificuldade encontra-se em dominar a própria natureza, se amar, amar ao próximo, amar a Deus e instituir o céu em tua alma, coração, em suas ações e no mundo ao seu entorno. 

By Adalmir Oliveira Campos

São apenas sonhos

(arte digital, do autor)

Por que causa ou consequência brotam na alma tantos sonhos?
São estes por acaso motivos do viver?
São estes frutos da mente, ou frutos do mundo das idéias
que sonham uma realidade diferente, quem sabe melhor?

São sonhos. Para estes não se diz apenas!
São estes os sonhos, que fizeram história,
que venceram trevas, venceram morte, e trouxe
melhoras no humano, e melhoras no mundo,
melhoras que a alma agradece, pois quando se engrandece
se vê pequena nos braços do Pai.

Não foi um dia apenas de sonhos.
Foram vários na verdade!
Bem mais os dias da busca por realizações.

Sonhos e mais sonhos, que mesmo frustrados, não
se deixaram morrer, e o fim, este não existe.
São estes infinitos na busca de auxiliar na Bela
Criação, que um sonho belo e inspirado ousou
começar, por assim acreditar, que capazes de sonhar
numa sã liberdade, perceberíamos que o céu não é
o limite, assim como o mar, não transborda em
suas bordas.

Sonhos são combustíveis das almas, sejam estas
em carne ou fora desta. Buscam sorrisos, buscam
calmarias, buscam por liberdade, mesmo que tardia,
buscam saciedade da fome, da sede, das faltas tantas
que a complexidade das escolhas egoístas, do acumulo
de riquezas, da avareza, da guerra, da animalidade surgida
de sonhos que não passam de pesadelos para multidões
que felizmente não cessam os teus sonhos.

Sonhos e mais sonhos.
São estes tão dinâmicos, e trazem suas consequências
quando se materializam.
Sonhos e mais sonhos. Os mais diversos, do preto e
branco aos coloridos, só seriam melhores sonhos de fossem
vindos do Amor... Pois no Amor, jamais ousariam ser as
consequências uma vertente de pesadelos coletivos.

Ah! Estes sonhos. Quão formosos não seriam se fundissem-se
ao amor? Com certeza o paraíso habitaria em nossas almas,
passando daí às nossas ações e vindo a ser reais em nosso
mundo e viver.

By Adalmir Oliveira Campos

Noite

(arte digital, obra do autor)

Fale-me da noite.
Romântica, negra ou escura.
Trás no topo a lua dos amantes.
Verte-se em estrelas, camufla sonhos...

Fale-me da noite.
Fria, quente, feliz e às vezes sombria.
Trás nos camuflados sonhos, pesadelos
que se cristalizam, vão e voltam, e na febre
dos dias ruins se mostram verdades.

Fale-me da noite.
Elegante, altiva, furtiva.
Oculta o bem, oculta o mal, caprichos
das escolhas dos homens terrenos
que a cada dia mais se distanciam dos céus.

Fale-me da noite.
Pois que culpa tem ela de ser ausência de luz?
É por causas naturais, porventura má?

Fale-me da noite.
À beira das fogueiras como os antigos, ao
som de histórias que se passaram até chegarem
aos dias de hoje, histórias que se tornaram lendas,
mitos, e para alguns estórias apenas.

Fale-me da noite.
Esta que trás verdades, que oculta mentiras,
bandida cheia de culpa e por vezes inocente réu.
Caprichos do destino, que a vestiu de mel  féu!

Fale-me da noite antes que venha o dia e eu
perceba minha parcela de culpa em tudo e
tenha que arcar sozinho com as consequências.

Talvez já não seja mais noite, e eu já não
tão infantil assim, para temer a noite,
muito menos o raiar do dia, o que me coloca
de cara para fora da caverna da alma, que
busca ser alva, assim como a noite a busca,
na brancura das estrelas e na luminosidade
da lua.

Fale-me da noite.
Desta ausência de luz, que mais parece minha
alma na peregrinação do retorno ao Divino.

Fale-me da noite.
Faça com que me achegue mais,quem sabe,
não seja ela a minha alma gêmea?

By Adalmir Oliveira Campos

Sobre festividades de fim de ano

(pintura sobre painel de MDF, do autor)

Sabe, nestes dias nostálgicos dá uma saudade dos amigos.
Daqueles que se foram, daqueles que estão ausentes, e daqueles que não veremos neste dia de passagem de ano.
Dá vontade daquele abraço que aninha e faz bem, daquela presença que mesmo silenciosa "fala" muito... das conversas sobre coisas as mais diversas.
Pena que hoje em dia não valorizam mais as amizades assim.
Hoje  valorizam números, quantidade, e nem sabem o valor real de uma amizade... Banalizam esta e seguem a vida vazios como um barril já sem utilidade.
Os números não exprimem qualidade. Na verdade nem me importam, se não há conteúdo, se nada acrescentam.
Nas redes sociais são assim. Ti adicionam por curiosidade, para saber da sua vida, ou para encherem os seus perfis de modo que assim, possam ser vistas como populares. Comunicabilidade nula.
Valorizo sim, os que me são sinceros, os poucos que curtem, os poucos que me leem, os poucos que me compartilham. São "os poucos", mas são os fiéis, que creio eu, se morássemos perto, com certeza seríamos amigos além do mundo virtual, pois desde a telinha me são caros, sinceros e presentes.
Estes, junto aos que são presente no mundo real, são os que me importam, estes são os que quero por perto, estes são a quem eu dedico um abraço e todo o meu bem querer, e o mais profundo desejo de que um dia um encontro, um abraço sele a nossa amizade.
São sábias as palavras que dizem que as alegrias nos trazem os amigos, e que as diversidades da vida os selecionam. Obrigado aos amigos e amigas por me aturarem, obrigado pelas orações, trocas de palavras, trocas outras as mais diversas, que ao mesmo tempo em que me humanizam o ser, me espiritualizam a alma e me faz mais um com o Criador. Que 2016 e sempre possamos nos encontrar e trocarmos "mágicas" desta verdadeira amizade. O abraço a quem é de abraço e o beijo a quem é de beijo  e viva todos nós.

By Adalmir Oliveira Campos