quarta-feira, 29 de agosto de 2012

É possível mais de uma alma gêmea?

Seu cheiro e gosto misturados,
Sorriso faceiro,
Sorriso maroto.
Se faz fácil,
Se faz difícil.
Gemidos...
Risos.

A tempos não sentia cheiro e gosto assim...
Como misturas químicas, cósmicas, celestiais,
Que envolvem corpos, mentes, intelecto, espírito e almas.
Que no beijo,
No abraço e
No gozo,
Se complementam e se completam.

Pode haver mais de uma alma gêmea?
Pois cheiro e gosto assim, feliz de mim, só senti uma vez...
Quando meu coração eu rasguei feito cachoeira em sangue,
E disse pela primeira vez EU TE AMO!

Pode existir mais de uma alma gêmea?
Ou me enganei dedicando amor puro e inocente
A quem não merece?
A quem rouba, como lobo que vem na noite,
O amor verdadeiro,
E o destrói feito paixões passageiras.

Pode, acaso, existir mais de uma alma gêmea?
Ou será que verdadeiramente encontrei a derradeira,
Que se safou da morte nas entregas fugazes?

Ou será ainda no desengano, no desentendimento,
Que o amor simples se faz complexo, sem nexo...
E confunde,
Oportunizando às almas solitárias, ilusões de amores,
Que se fazem nas paixões que movimentam a vida,
E não preenchem corpos, mentes, intelecto, espírito e almas?

Almas que se sentem solitárias mesmo cheias de Deus;
Pois o amor que buscam e que completa, se faz na união.
Obra Divina, fôrma gêmea que completa o que o homem
Dispersou, feito estrelas no céu, feito cacos no chão,
Mosaicos, quebra-cabeças,
Que unidos, somam "um" ao Criador.

Por Adalmir Oliveira Campos / 29/08/2012


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