quarta-feira, 27 de maio de 2015

Escola para a sociedade, sociedade para a escola


    O professor não pode ser o culpado por a escola não ter, ou não estar acompanhando a evolução dos meios tecnológicos, das mídias, meios de comunicação, sociedade de um modo geral, na utilização de recursos à altura. Os mesmos, buscam por conta própria, em sua maioria, os meios para sua formação de modo que esta seja continuada, mas ao chegar na sala de aula, as ferramentas oferecidas são sempre as mesmas, quadro negro, giz e apagador, quando no mais, xerox, livros, computadores e internet, nestes dois últimos casos, não atendem a todos os alunos, e quase sempre, não recebem as manutenções necessárias que garantam o pleno funcionamento. Nos últimos anos, algumas escolas, receberam lousas interativas, mas não em números suficientes para atenderem a todas as classes, e acabam sendo encostadas. 
    É fato, mas muitos não tomam conhecimento, professores terem que tirar de sua própria renda para suprir as falhas nos sistemas educacionais (xerox, impressões, recursos motivacionais materiais, algumas vezes até materiais escolares), mesmo não sendo valorizados como deveriam, pelo importante trabalho que prestam à sociedade, sem contarmos com os planejamentos e cronogramas "arrochados" os quais são muitas vezes "obrigados" a cumprir, sem terem um tempo livre para conversas informais, mas necessárias à formação dos alunos. Muitos alunos com baixa aprendizagem e ou com problemas disciplinares, muitas vezes necessitam de um "bom papo", para entenderem o porque de se encontrarem em certas situações de conflito e arejarem a mente e verem como sair destes, problemas, os quais muitas vezes comprometem a sua educação, embora seja esta uma "obrigação" dos pais. 
    A sociedade se mantém rígida nas suas estruturas organizacionais e burocráticas, o que acredita-se, não estar a escola muito atrasada, visto que ao saírem às ruas, ao comércio, e estarem no meio "social funcional", se deparam com estruturas semelhantes às das escolas atuais. Mudar o foco da educação, para moldes diferentes, dos adotados para as sociedades, é "dar navios aos alunos, para que os mesmos trafeguem com eles no asfalto".
    Querem impor uma escola sem muros, "sem regras", onde o aluno é construtor do teu próprio conhecimento, e sendo um ser crítico, um transformador de realidades (de negativas para positivas), tendo o professor como moderador deste, o que de fato aprovo, mas a sociedade se encontra preparada para receber estes alunos? Há esta flexibilidade por parte das empresas, comércio, indústrias, governos, etc.?
    Penso que, para uma escola moderna, aberta, flexível, deve-se ter em contra partida uma sociedade no mínimo com as mesmas "qualidades" para receber os alunos advindos desta escola. E uma escola e sociedade assim, não se faz no papel, para depois serem exercidos na prática, é preciso que ela aconteça concomitantemente, e para isso, as leis, as regras, devem se adequar a ambas, e as ferramentas, bem como os recursos humanos, para se alcançar tais feitos, devem ser de qualidade e de fácil acesso.
    Não há como desassociar o aluno, escola, família e sociedade. Ambos devem seguir as mesmas regras, leis, convenções sociais, ou as aprendizagens em uma destas esferas, comprometem as de outras e assim sucessivamente. Ocorrendo um efeito dominó, onde a escola ensina um coisa, os pais outra, e a sociedade outra, pondo crianças, adolescentes, jovens e idosos desnorteados na condução da própria vida interior, emocional, intelectual (etc.) e exterior, no trabalho, na igreja, na comunidade e contextos diversos dos quais faz parte no dia a dia.
    
    

Nenhum comentário:

Postar um comentário