quinta-feira, 10 de março de 2011

Multifacetas



Queria tanto ser eu.
Dentro de mim têm um leão.
Por que tenho que me mostrar como lebre?

Dentro de mim, há cachoeiras...
Imensas cachoeiras.
Por que tenho que me portar como pequeno chafariz?

Dentro de mim, há um mar...
Um mar em fúria,
Que na maioria das vezes é calmaria.
Por que tenho que me mostrar como mina d'água?

É aterrorizante ser quem sou, sem poder ser quem sou.
É como colocar o universo dentro de uma garrafa
De coca-cola:
Por fora, o rótulo;
Por fora, só o que atrai;
Por fora, propaganda enganosa, que promove aceitação.

Diante de tantas convenções...
Diante de tantas máscaras.
Já não sou mais um.
Sou dois em um, ou quem sabe mais?

Lá dentro, feito gás agitado. Explosões.
Fortes explosões que atordoam a alma sedenta de liberdade.
Alma sedenta de ser quem é, e assim mesmo ser aceita...
Sem preconceitos.
Sem ser visto como louco desvairado...
E sendo eu assim tão complexo, ser amado.

Desejo, poder lançar meu brilho, minha energia e
Não chocar a multidão que espera sempre as mesmas coisas de mim.

Desejo dançar pelas ruas ao som inebriante do vento.
Cantando, sorrindo, chorando, sem esconder a verdade de mim, a verdade que sou.
E assim, não me ater à verdade dos outros sobre mim.

A humanidade busca sedenta homogeneidade, e mede a seu rigor, o que é relação de qualidade, e o Que é necessário em quantidade.
Assim nos poda, nos limita, nos impede de ser quem somos.

Mas como controlar?
Não sou, só eu, um mundo assim.

Universos eclodem a todo momento das máscaras por detrás dos pierrots e columbinas...
Na busca de encontrar o equilibrio, mesmo que em meio à complexidade, do que, na mente de Deus, Nasceu para ser heterogêneo.

Hetereogeneidade, que se mistura e no clarão branco luz, se faz prisma de cores que harmonizam Trazendo equilibrio em meio ao caos.

Na busca de ser quem eu sou, torno-me um ser em relação pura e honesta com Deus, com meu "eu" interior, e com meus semelhantes.

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