terça-feira, 29 de setembro de 2015

Educar, um ato de amor! Coisa de pai, mãe e família.


    Hoje em dia, pensam, ou pensam que pensam, os pais e mães, que seus filhos nascem sabendo de tudo, que o conhecimento, a boa educação, o respeito, o amor, a ética, o bom senso vem de "fábrica", no DNA de cada um de seus filhos. Não os culpo, pois boa parte de assim, agirem e pensar, é que já se sentem culpados por demais, diante de tantos tropeços e avessos, disse me disse, disse não me disse, a que são que expostos neste mundo globalizado e capitalista, onde a artificialidade, superficialidade e fragilidade das relações se encontram surradas e a mendigar por socorro, sabe-se lá de onde, do Estado? Da Educação? Das drogas? Da religião? (etc...).

E assim, não dosam o sim e o não, e mais dizem sim, do que não, tirando a autoridade uns dos outros, e realizando todas as querenças deste pequeno ser que mais "manda" que "obedece". Não orientam o que julgam mais adequado ou inadequado, e assim, de um modo "construtivista", criativo, buscando não "criar" bloqueios e traumas, se abrem à permissividade exagerada, e soltam suas crias, oportunizando às mesmas a fazerem escolhas, antes mesmo destes saberem definir o que é que significa a palavra escolha, e muito menos ainda, a identificar e diferenciar uma boa, de uma má escolha.

Ninguém é "um disco virgem, ou uma folha em branco" é claro que existe sim, uma carga genética, uma história, e a evolução segue adiante, e que hoje, as crianças captam informações de um modo muito mais rápido e dinâmico do que a poucos anos atrás. Agora, resta a saber, elas tem sabido administrar bem estes conhecimentos e informações? Aprender algo, implica em se modificar a partir do que aprendeu, a trocar maus hábitos por hábitos mais saudáveis, escolhas negativas por escolhas positivas, e assim por diante, caso contrário, diz os estudiosos do assunto, não houve aprendizagem.

Não é assim, a qualquer modo, ou grosseiramente que se adquire conhecimentos, que se processa a aprendizagem. Não é deixando as crianças "soltas" e sozinhas, sem uma mediação, sem uma orientação, a fazerem o que quiserem, à hora que bem entenderem. "Uma turma de bebês ao acaso, só alcançariam a morte". Somos seres interdependentes,  o que significa, que de certo modo, necessitamos uns aos outros para evoluirmos positivamente e significativamente. A internet ou ainda uma biblioteca repleta de livros por si só não é capaz de promover a educação, muito menos um bando de crianças sozinhas. Seria muita burrice e ignorância desperdiçarmos milênios de história, para começarmos do zero outra vez. Já se conhece os caminhos negativos e nocivos à saúde, à vida e à educação, e em boa parte, sabe-se os caminhos positivos... Cabe-nos enquanto pais e educadores, sabermos como mediar, para que nossas crianças, jovens, (etc.) possam assimilar estes conhecimentos, tornando-se capazes de formular suas idéias e opiniões a respeito e assim, buscarem tirar as melhores conclusões e a obterem melhores respostas para seus conflitos internos e externos, individuais e coletivos.

O lar e a escola, é que preparam para um bem viver pleno e feliz.
Para tanto, torna-se necessário que a família eduque, e dê créditos à educação, ensinando desde pequenos a terem o respeito aos educadores e demais autoridades instituídas e a serem agentes sim, de sua aprendizagem, sendo críticos e capazes de transformarem realidades positivamente, mas sempre no respeito e amor, a si e ao outro. 

À medida que professores estejam motivados e intencionados a bem ensinar, e os alunos estejam motivados e bem intencionados a aprenderem, com certeza a escola passa a funcionar adequadamente, e a educação flui, na dupla participação, sem maiores desgastes para ambas as partes, onde quem ganha são toda a sociedade organizada. 

Pais inteligentes ensinam a seus filhos o amor pelos livros, os sonhos de que a escola pode trazer um futuro melhor a todos, que a pessoa do professor e da professora são figuras que merecem o respeito, assim como qualquer outra autoridade instituída, seja um policial, um juiz, um presidente... É preciso ensinar que o "Dr. da educação é o professor, e que ele merece o respeito, e que na ausência dos pais, na escola, é a eles que se deve a "obediência"  e o respeito, pois são eles os responsáveis legais neste determinado momento.

É necessário despertar a consciência de que quando se leva a educação na brincadeira, na preguiça, na má vontade, na impontualidade, na ausência, na irresponsabilidade, quem sai perdendo, é a própria pessoa, a família e a sociedade de um modo geral. O professor mal ou bem, vai ganhar o seu salário, e quem paga este salário? O governo? E o governo, quem paga? Nós, cidadãos e contribuintes, através de altos impostos. Cada gasto ou despendimento de verbas e dinheiro  a mais, pesará sempre no bolso de quem paga os impostos, ou seja, os pais destes alunos e alunas, que imaginando que a escola pública é gratuita, não dão o devido valor, e assim como a qualquer outro bem público, buscam depredar, na ignorância de que, a moeda final sai do bolso de cada um.

A pontualidade, a assiduidade, o respeito, o compromisso, a atitude positiva diante da vida e dos desafios, a fé, o espírito de luta, de garra, o amor, (etc.) são algo que se aprende, mas a maior verdade é que é algo que se aprende quando se é ensinado, e mais ainda, quando se é despertado em querer aprender, partindo assim da prontidão e busca passo a passo de um metamorfosear-se para um despertar do humano que se sonha e do humano que se espera, e a partir daí, a construção de um mundo onde "caiba" este humano.

Educar é coisa de pais e família, é como trabalhar a terra bruta. À escola, cabe "polir" esta educação, semeando saberes, regando conhecimentos, e oportunizar condições favoráveis para que a metamorfose aconteça e os frutos saudáveis surjam.

By Adalmir Oliveira Campos 
Ateliê Maria Campos

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