sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Política do respeito, política da paz


Me sinto covarde às vezes. Mas o que fazer, se me
comparando aos poderosos, sou um vaga-lume apenas,
se neste mundo me vejo como humano, e não como
estes animais que lutam uns contra os outros, na busca
de demonstrarem sua força, poder, onde sempre vence
o que é mais forte.

Não sou tão velho assim.
Sou da era em que se respeitava os mais velhos,
onde se usava os pronomes de tratamento com carinho
e respeito às autoridades instituídas, onde se acreditava
numa democracia possível, justa e limpa.

E mais ainda, o sucesso vinha por mérito, por esforços,
por luta, por zelo no nome e no caráter, e não por conta
de merchandising, marketing, favorecimento de mídias
interesseiras, QI's, puxa saquismos, e outros mais.
Não que isto não existisse, ao menos, esperava-se e a fé
era, de que fosse combatido, e não banalizado e visto como
prática natural, como nos dias atuais.

O que salva, é que tenho luz própria!
E como pequeno beija-flor, sigo de palavra em palavra,
de pincelada em pincelada, no passo a passo, buscando
dar um sentido às mesmas, e ao que me circunda,
bem como a vida e as pessoas...

Mas, muitas vezes me recolho, tenho aprendido que devo
me melhorar, a mim mesmo, ao invés de dar pitaco na
vida alheia e tentar a mudança que não me pertence.

Mas, a política enfim, não me pertence?
Política é algo somente para políticos, sejam estes
instituídos de poder, ou em busca de serem instituídos
de poder?

Seria eu, mero 'exemplar' de um povo, um ser que apenas
se torna político no ato de votar, e se calar diante das decisões
tomadas por uma minoria que nos representa, sejam estas em
benefícios ou prejuízos, de uma grande maioria?

Não, com certeza não! Penso que, mesmo não sendo conhecedores
a fundo do que é política, e de como se faz política, devemos
ter a participação, podendo assim dar nossos pitacos, aplaudir
quando necessário, bem como censurarmos, e assim exigirmos
o respeito, compromisso, dedicação, determinação e o retorno
"prometido" nas épocas de campanhas,  o que não pode ser
apenas juras e promessas vazias, e sim planos de ações sérios,
que devem ser postos em prática, e virem recheados dos retornos
pretendidos, onde o exemplo seja posto em primeira mão.

Para manifestar, não é preciso denegrir, usar de calúnias,
falsas notícias, usar de boatos e mexericos. É preciso lisura,
respeito, assertividade e caráter, pois sabemos que todos
somos passíveis de erro, o que não implica que devamos ser
concordantes com estes. As punições são cabíveis, mas até
que se prove  o contrário, há a possibilidade da inocência.

É Bom ter-se o entendimento de que é  o ato da pessoa que
deve ser condenado em primeira instância e repreendido, e não
a pessoa em si, pois a pessoa não é o ato, e sendo assim,
pode se redimir, voltando assim, embora dificilmente aceito
pela sociedade, a ser um cidadão de bem.

Sendo condenado (a), deve cumprir a pena que lhe foi imposta,
e depois de cumprida a pena, torna-se livre, já não há mais culpa
nele (a). Essa é a lei, embora pareça injusta em muitos casos, aos
nossos olhos.

Reivindicar direitos sim. Lutar contra a corrupção, sim.
Buscar a igualdade de direitos, seja qual for a situação,
perante a Constituição, sim.

Mas burlar a mesma lei, no desrespeito aos direitos dos outros,
jamais, principalmente no que contraria a estabilidade da democracia.
Que aja justiça, que faça justiça, mas que o maior preceito
a ser seguido, seja a justiça e em prol da justiça.

Disse me disse e apelidos grosseiros para opositores aos nossos ideais
 sejam de vida, políticos, religiosos, de vida, é querer impor
goela abaixo um pensar egoísta, muitas vezes infantil e irrefletido, que
beneficia somente um lado da moeda, a considerada verdade absoluta.

Não há verdade absoluta, principalmente se tratando de política e
políticos. Não há pessoas incorruptíveis, acima de qualquer suspeita...
Não se atira pedras quando se tem telhado de vidro.

Quer dizer então, que devemos aceitar a corrupção e ficarmos de braços
cruzados?

Jamais.
O que precisamos é buscar realizar as coisas dentro da justiça,
buscando até nas ruas se preciso for, mas como um GIGANTE sábio,
na separação do joio e do trigo, pois se conhece a árvore por seus frutos,
e tentar arrancar o trigo antes, pode ser que se comprometa toda a
colheita no dispersamento do que realmente é relevante em cada situação.

Muito blá blá blá sem fundamento, só desnorteia os cidadãos,
e eleitores, que vendidos em falsas verdades, conhecem cada
vez menos dos seus candidatos e votam às cegas.

Talvez seja esta a ideia de quem busca se manter no poder
a todo custo... Mas isso, com o tempo não terá mais fundamento,
pois o povo vai acordando com o passar do tempo, e uma hora,
a casa cai.

By Adalmir Oliveira Campos
adalmir-campos.blogspot.com.br
adalmiroliveiracampos.blogspot.com.br

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