quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Talvez eu esteja errado


Optar por viver é acreditar que por maior que seja as dificuldades
um dia as coisas vão melhorar.

Dizem que as dificuldades nos fazem crescer e sermos melhores.
Ainda não percebo isso nas minhas dificuldades.
Às vezes elas me moem até a alma.

Se me fortalecem, não acredito muito.

Não digo das dificuldades em realizar uma atividade,
um trabalho, coisas do cotidiano.

Mas a dor da pobreza que nega o pão ao faminto.
Mas a dor que atormenta o suicida.
Mas a dor da traição de uma pessoa amiga.
Mas a dor, estas maioria que ao precipício
encaminha.

A dor me afastou das pessoas.
A dor me distanciou de Deus.
A dor me gerou medos.
A dor me levou sonhos.
A dor me tirou certezas.
A dor me diminuiu a fé.

Não sei se funciona assim pra todo mundo, ou se é só para mim.
Mas nas situações de amor fui mais feliz.

Quando era respeitado em meus direitos eu crescia como pessoa
e como profissional.

Quando eu era elogiado no que sei fazer de bom,
quando era valorizado e me sentia querido,
nos meus lábios tinham mais sorrisos...

Estímulos internos nem sempre superam as contrariedades
que o mundo conturbado da sociedade e do trabalho nos expõe,
Eles necessitam dos estímulos externos para se figurarem em resultantes
mais satisfatórios para uma vida mais plena em todos os
segmentos que a contempla.

Não acredito que a dor eleva o ser humano,
e sim o amor.

Se fosse a dor, seria necessário a continuação
de preconceitos e desprezo às minorias
excluídas, à escravidão do pobre, seja ele negro ou branco,
a proliferação das doenças sem possibilidades de curas,
a miséria humana.

Mas os grandes profetas e pensadores,
de todos os séculos, pregoaram o contrário.
Que através do amor, a vida torna-se mais válida,
mais significativa, mais produtiva, mais feliz.

Talvez eu esteja errado, mas no amor
o mundo e as pessoas com certeza seriam melhores.

By Adalmir Oliveira Campos

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