terça-feira, 7 de maio de 2013

Mordida de amor



Já fui mordido de amor!!!
Doeu até sangrar.
Foi salgado feito águas do mar.

Mas, amor não faz sofrer!
Muitos assim me falaram...
Mas a dor vem quando o compromisso
é só de um lado...

Quando é assim, amor vira fardo...
E do infarto o coração tem desejo...
Um cheiro de morte...
Um semblante triste...
Um mar de medo.

Amar por dois não é possível...
Já amar-se por dois é necessário.

Pois não há amor, se não o tem a se mesmo...
Pois não há amor, se não o presta a Deus...
Pois não há amor, se não devolve aos seus.

Mordida de amor que vale a pena,
começa na própria alma que não se envenena...

Mordida de amor que vale a pena, começa
em Deus, amor maior que sempre se apresenta...

Mordida de amor que vale a pena, começa
na partilha com os seus... deste amor,
que supera a carne, que liga a Deus, e irmana os povos...
Que se encontra no outro, que se compromissa também,
Em propagar o amor que restaura...
O amor que revela...
O amor que nivela...
O amor do querer o bem.

Este amor que não fere...
Este amor que une e constrói..
este amor que busca no outro a metade
que se tem... 

Este amor que não fere...
Este amor que não se pede...
Este amor que não se mede...
Este amor que se compromete...

Na união de duas metades que são uma,
que se equilibra em duas pernas...
que batem em um só coração...
que compartilham duas mentes, dois mundos...
que geram sentido neste amor profuso,
confuso, diurno, noturno e eterno.

Amor que não sangra...
Amor que estanca fluidos antigos...
Amor que cicatriza feridas...
Amor que faz mais bela a vida.

By Adalmir Oliveira Campos

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