quarta-feira, 8 de maio de 2013

Não sei sobre o amor



Já não sei do amor...
Me vejo perdido sobre o amor.
Tive tantas certezas sobre o amor,
que depois de frustadas,
despido me sinto sobre saber o que é o amor.

É este um mistério para mim.
Nem os poetas tem sabido
desvendar, pois o que ouço,
o que leio, o que escuto, o que vejo e
o que sinto, na prática, na vivência
se mostra tão diferente, tão contrário.

Que chego a acreditar que o amor é
fantasia, coisa de livros de Sabrina. 

Amor.
Amor.
Amor.

Interrogação...
Incógnita...
Charada.

Será o amor o que as mídias mostram hoje em dia?
A forma como os patrões agem com os seus subordinados?
O modo como os pais educam seus filhos?
A vista grossa que os governantes fazem às necessidades das minorias?
Essa troca, essa droga, essa tosca e insana barganha social, que marginaliza
o que não é igual?

Sei lá.
Falam amor incondicional...
Mas depois desconversam.
E assim impõem condições para tudo.
Amor mercado negro.
Insano, devaneio...
Neblina, cortina, roupão.

Amor e chão.
Pó e terra.
Poeira, loucura de um poeta.

Que vem na hora incerta
se marginalizar...
Se sujar...
Para na heterogeneidade 
buscar reflexão sobre o que
realmente importa...
mesmo sem ter certeza...
mesmo sem saber o melhor caminho.
Mas por não estar contente
com o caminho o qual 
é obrigado a trilhar.
Caminho este que põe em duvida
até o amor.

Pois na visão de um poeta...
Não é o mundo que precisa evoluir,
a evolução, assim como o amor, 
vem de dentro de cada um.

Pontos...
Contrapontos.
Amor.

O que realmente é o amor nos dias de hoje?

By Adalmir Oliveira campos

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