quarta-feira, 30 de julho de 2014

Ciclos, vida e morte...


O sol é mais querido depois dos dias frios.
As flores se tornam mais viçosas e alegres depois dos dias
chuvosos, bem como a água mais abundante.

Os anos a fio fazem de carvão diamantes.

Tempo e processos de superação que muitas vezes passam
por sofrimentos, dor e morte, tão necessários e urgentes na
perpetuação da vida.

São ciclos onde nascer e morrer se fazem presentes, e a
resultante é geralmente a evolução do ser.

Muitos buscam evolução onde ela não existe na verdade,
como essa ambição desenfreada que se fortalece no narciso
que reside em cada um.

A procura pelo ter é tão grande, que a beleza se instala,
bem como as tecnologias de última geração.

Mas no fundo, no fundo.
São homens e mulheres,
sem razão,
sem noção,
sem educação,
sem civilização,
não cidadãos em exercício de direito e deveres.

Projetos de gente que se acham.
Projetos de gente que se veem os tais.
Projetos de gente que se lhes botarem nus feito crianças
quando veem ao mundo, não tem nada a oferecer, pois
são vazio por dentro.

Homens e mulheres ocos, que perderam tempo onde
não convém, que não permite morrer o que não lhes
faz bem.

Como nascer simplicidade se impera orgulho, egoísmo e
vaidades?

Como nascer honestidade, se impera a lei da "ocasião
faz o ladrão"?

Como nascer verdades, se imperam falsidade e mentiras,
sendo estas tão aceitas mesmo sendo antinaturais?

Como nascer civilidade, se impera a lei de "que vença o
mais forte e fértil"?

Como nascer humanidade se impera a banalidade do
ser e do meio ambiente, dentro de um visão distorcida e
quase dogmática de "vaquinhas de presépio", que ganham
forças e destaque nas teorias de Skinner, e seguem a vida
feito ratinhos de laboratório?

Como nascer o amor, onde impera ódio, cobiça, morte e
tantas outras atrocidades, provocado por indivíduos que se
dizem irmãos, filhos de Deus, e muitas vezes em nome Deste
mesmo Deus?

É necessário a morte, bem como é necessário o luto pós morte
de tudo o que não convém, numa humanidade que caminha para
o bem.

Pois só assim será dado valor à vida. Vida que flui sem resíduos
e impurezas, nova, bela e plena, que valha a pena ser vivida, rumo
à uma evolução real do homem e mulher e do mundo em que vivem.

By Adalmir Oliveira Campos
adalmir-campos.blogspot.com.br
adalmiroliveiracampos.blogspot.com.br

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