terça-feira, 1 de julho de 2014

Que me resta, a não ser seguir em frente?


Por fora muitas vezes veem o sorriso.
Por dentro correm muitas vezes rios de lágrimas.
Ansiedade bufante...

Cascatas aterrorizadas por terremotos intensos.
Tumultuosos sonhos que me quebram todo durante a noite,
dores que sinto frescas ao me levantar.

Mas não desisto da arte de amar...

Ninguém tem culpa do que ocorre dentro de mim.

Às vezes abismo escuro.
Às vezes jardim florido.
Sou cor e luz.
Sou trevas e escuridão.

Mas como aquietar este coração confuso,
sombrio e ao mesmo tempo festivo e intenso?

Dupla persona?
Dois em um?
Bipolar?
Depressão?

Não sei...
Meras confusões mentais que brotam de
emoções às vezes confusas e indecisas na arte
de escolhas a seguir, no fazer ou não fazer, no dar
ou não dar o passo.

Tormenta...
Maldita tormenta.
Não que ansiasse somente flores, sem semear ou 
sem enfrentar os espinhos.

É que já vi muitas colheitas sendo perdidas...
É que já calejei demais as mãos e o coração
com os espinhos.

Às vezes a vontade é de permanecer dentro da 
caverna criada pela mente, mas esta mente me 
inquieta, e desinquieta de tal forma que não consigo
ficar parado, é preciso deixar fluir...

Brotam palavras...
Brotam artes as mais diversas...
Tudo como tentativas de aplacar o furacão latente
no peito.

Por vezes me aquieto...
Inerte.
Sem um passo se quer.
Puro vazio, completa inércia, ócio.
Sem mover palhas, sem mover nada.

Colo e travesseiro são meus conselheiros.
E as vozes dos que me amam, me lembram sempre
do auto-amor...
As vozes dentro de mim me impulsionam para continuidade
de vida.
Sonhos que são mais pesadelos me atordoam...
E sigo cambaleante, leão carregado de anestésicos e soníferos.

Fera indomável, domada por si mesma...
Elefante amarrado por uma coleira num palito de fósforos.

Olhar fixo no céu...
Estrelas aos milhares, planetas nem sei quantos, galáxias diversas,
e Deus deve ter seu trono em meio a tudo isso, creio que Ele me carrega nos braços e toma conta de mim... 

Caso contrário não teria chegado onde cheguei, nem teria aprendido o que aprendi... e a vida embora deserta às vezes não se abriria para mim com novos sonhos, novos projetos, novos anseios, e continuidade.

Que me resta além de seguir em frente?
Seguir em frente, mesmo que arrastando, mesmo calejado, mesmo entre suores, mesmo... um dia tudo será história, um dia tudo será vitória...
e a continuidade da vida seguirá seus rumos pela eternidade.

By Adalmir Oliveira Campos 
adalmir-campos.blogspot.com.br
adalmiroliveiracampos.blogspot.com.br

Nenhum comentário:

Postar um comentário