sábado, 27 de dezembro de 2014

A carcaça nos iguala


Há três coisas a pensar...
Há três coisas a fazer.
Há três coisas apenas.

Amar, amar, e amar de novo.

Não este amor pregado
nas canções sertanejas, de culpa
e de dor.

Muito menos estas canções que
pregam pecado, medos e ansiedades.

E sim este amor responsável,
que atende ao coração, que
guiado pela sabedoria Divina,
busca superação, arcando com
responsabilidade, as consequências
geradas por escolhas feitas em desamor.

A desarmonia ocorre quando desafinamos
na busca egoísta de querer soar melhor
que os outros, e buscar assim, um brilho
falso de que se é mais precioso.

Há diferentes dons.
Há diferentes saberes.
Há diferentes opiniões.
Há diferenças e mais diferenças
inumeráveis até...

Mas nada segue em frente, sem
ser em comunhão, na busca do bem
pessoal e coletivo...

Do pó viemos, ao pó retornaremos.
A carcaça, este instrumento, nos
iguala no túmulo.

Nada é trazido.
Nada é levado.

A não ser a vida que se leva, e
o amor que se exerce.

Nem a fralda que nos põem ao nascermos,
nem as vestes que nos põem quando
extinguimos.

Tudo apodrece e um dia vira pó.

Parece injusto, mas a sabedoria disto
tudo está na resiliência do espírito,
que entre idas e vindas, vai entendendo
que brilhar é para todos, que em tudo
há propósito...

E o propósito maior, é aceitarmos
que somos parte de um enorme
quebra-cabeças, onde toda peça tem
relevante papel no cenário global, que
só se forma um todo, com a participação
especial de todos, para um todo,
que é para todos.

E tudo começa e termina na liga
que se chama amor... Sem mais nem
menos... De si, para o outro, e no outro,
e com o outro, ao encontro com Deus.

By Adalmir Oliveira Campos
adalmir-campos.blogspot.com.br
adalmirolivieracampos.blogspot.com.br

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