quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

A espera




O que fazer senão esperar?
É um abrir e fechar de cortinas
Para um ator estreante.

É uma ansiosidade no peito.
Uma vontade que o tempo passe rápido.
Mas, a sensação é de que ele se alonga,
feito tempo de uma ator iniciante.

São batidas de coração acelerado.
É o medo de fazer tudo errado
e colocar tudo a perder.

É inquietude no palco, na platéia,
e nos bastidores da espera.

Espera de ser visto.
Espera de ser notado.
Espera de ser querido.
Espera de ser aplaudido.
Espera de ser amado.

A fama maior...
A graça maior...
o bem maior.

É a figura da pessoa amada à porta do camarim
com um buquê de rosas vermelhas...
Que também ansiou por este encontro
pacientemente, para dizer parabéns!
Vamos comemorar e sermos felizes.
Nós merecemos!!!

Foi longa a espera.
Foi doído o amor contido...
A espera.

Foram tantos suspenses.
Foram tantos dramas.
Foram tantas comédias.
Foram tantas ações.
Foram tanto terror.
Que vale a pena esse romance.

Esse romance estreante
De quem amou pela primeira vez.

By Adalmir Oliveira Campos

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