quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Chorar


É preciso chorar o choro contido.
É preciso amar além do amor não correspondido.
É preciso a vida em vida.

Porem, as tormentas da inquietação,
Nos leva a deixar pra depois
O que é pra ser presente.

Passado já não importa.
O tempo escorre pelas mãos.
O futuro nada mais é do que uma ilusão,
Projetos e sonhos que tomam vida com
base nas nossas escolhas de hoje.

Resta-nos o presente.

Medo deste presente, insolente...
No qual me deprimo e me conturbo...
Perdido, em meio aos devaneios...
Onde até os sonhos me nego, pois
foi tanto o que sonhei, e pouco
o que vi realizado.

Eita mundo este.
Onde se fabrica mortos vivos,
Delinquentes do amanhã.
Alienação massificante,
Geração das Fobias,
Que retardam a libertação
e aprisiona nos lares, aqueles
que realmente merecem a liberdade.

Enquanto os carniceiros,
bando de corvos e urubus
voam à solta e tomam conta, e
se mantem no poder.

Sonhar...
Viver...
Amar.

Tem sido sonhos distantes...
São tantas burocracias pra vivermos.
São tantas formalidades, preconceitos
e discriminação.

Que o mundo e pessoas que eram
Para serem irmãos, tem-se tornado rivais.
Já nem mais dividem os quintais.

Grades e fortalezas e dureza dos corações
dividem a afastam, no individualismo
predador, onde vence o melhor.
Esse melhor que atende sempre
às minorias.
Onde senzalas e casa de senhorios,
tomam a forma moderna de capitalismo,
patrão e empregado, e família e amigos
subordinados e alvos da sorte de um Salvador.

Que falta não faz o amor de Jesus nos corações humanos
de hoje.
Que falta não faz esse amor.
Amor que contraria esse poderio instituído que visa
somente se dar bem sem olhar a quem.
Pobres excluídos que só aumentam
conforme as tormentas dessa "evolução".

Libertação...

By Adalmir Oliveira Campos

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