sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Que tempos são estes?

Lixo chácara da família/ 2012 Adalmir Oliveira Campos

Que tempos são estes?
Que horas são estas?

Uma vida em um segundo.
Um segundo é uma vida.

Perdemos tanto tempo com desamores.
Que nos esquecemos ou sequer entendemos
que a vida é breve como um piscar de olhos.
Como um segundo, um fecho de luz.

Perdemos tanto tempo nos preocupando com a vida alheia
que esquecemos de viver a nossa e fazer um bom proveito.

E os tempos, cada vez mais líquidos, se esvaem por entre os dedos.

Perdemos tanto tempo com guerras, violência,
maledicências, que choramos a falta de paz, ao invés de
a instalarmos no nosso mundo e a vivermos enquanto há vida.

Que tempos são estes?
Que horas são estas?

São tempos líquidos que se esvaem por entre os dedos...

São tempos de dizer eu te amo...
São tempos de dizer foi um prazer conhecer você...
São tempos de declarar o seu amor, aos seus amados.

São tempos líquidos eu sei.
Onde o que realmente importa é ser e estar no mundo.
Em contraposição ao ter e conquistar o mundo.

Aliás, o mundo já é nosso.
Essa conquista de um mundo ideal, desta qualidade de vida que nunca chega às minorias, desta busca incessante, veloz e voraz e sem objetivo, não cabem nestes tempos fluídos e líquidos.
Vencer a si mesmo, no encontro com deus já basta.

By Adalmir Oliveira Campos

Nenhum comentário:

Postar um comentário