sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Tudo se cria


Dizem que nada se cria,
que tudo se copia.
Mas até hoje nunca vi
duas pessoas iguais.

São únicas as digitais
das mãos bem como as íris
dos olhos.

O poeta usa as palavras
que já foram usadas
anteriormente, algumas
frases até podem ser repetidas.

Mas cada palavra e frases
ganham novo sentido, se
atualizam, e se adequam
às realidades de cada época,
e algumas ultrapassam eras,
e se perpetuam pois são tão
verdadeiras e sentidas que
se tornam eternas.

Nas artes também ocorre o mesmo.
Mesmo que um artista tente plagiar
a obra de outro, ela recebe novos
traços que mesmo idênticos a olho
nu, se mostram diferentes que  original.

A arte, como a poesia, possuem a
identidade do artista e do poeta,
possuem sua história e visão de mundo,
e vão além, se espiritualizam.

Ao contrário do que foi dito, muito
se cria, e a cada dia vem o novo,
e no outro dia de novo e assim sempre
e sucessivamente.

O verbo é infinitamente flexível,
maleável, moldável, elástico, e
imensamente cheio de possibilidades.

Invente, tente, faça arte e poesia,
faça a vida diferente.

By Adalmir Oliveira Campos
adalmir-campos.blogspot.com.br
adalmirolivieracampos.blogspot.com.br

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