domingo, 22 de dezembro de 2013

Reflexões sobre festivas de fim de ano


Onde vou passar o Natal?
Nossa e o Réveillon?

Tenho tanta coisa pra fazer
e não sei se vai dar tempo.

É roupa pra vestir,
são lembrancinhas para presentear.
São cartões de Natal...

Nossa!! Que loucura.

Será que o tempo espera?
Será que o tempo será suficiente?
Ainda tem os ajustes de última hora
para que tudo fique perfeito.

E o coração?
E o irmão que eu magoei?
E o irmão que passa fome?
E o irmão que não tem o que vestir?
E a corrupção que anda à solta por ai?

Sem teto, sem casa, sem morada.
Desiludidos e desacreditados
num futuro melhor.

O que é  o Natal em meio a tanta indiferença?
O que é o Natal em meio a tanta diversidade?
O que é o Natal para a humanidade?

Vejo que é tempo de refletir.
Vejo que é tempo de repartir.
Vejo que é tempo de humanizar e de
se deixar humanizar.
Vejo que é tempo para sorrir.
Vejo que é tempo de fazer o
jardim florir.

Embora tenha neve no natal.
As flores e o verde podem coexistir
com o frio branco do gelo em neve.

Sei que palavras não mudam o mundo.
Mas sei que elas levam a refletir.
Se uma pessoa só não pode mudar o mundo.
Ela pode mudar a se mesmo e fazer a sua parte
no contexto em que vive.

Ela pode se amar mais.
Ela pode amar mais ao próximo.
Ela pode perdoar mais.
Ela pode cantarolar mais.
Ela pode ajudar o outro
a conseguir um emprego e
outros a se manterem no emprego.
Ela pode colaborar não desperdiçando.
Ela, eu, nós, em pequenos gestos
de dar as mãos, de sorrir, de abraçar,
de cativar, podemos fazer Natal todos os dias,
sendo papai noel na vida dos outros e na nossa mesma.

Fazendo assim florir e despertar o jardim e o tempo
de uma vida nova a todos os povos, classes e gêneros.

By Adalmir Oliveira Campos


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