domingo, 2 de março de 2014

A avenida tem um fim, a vida continua.


Em plena avenida correm, pulam e sambam.
Em plena avenida a alegria é contagiante.
Em plena avenida tudo é possível.
Os cuidados e preocupações são poucos.

Sambam, rebolam, se jogam ao chão.
Bebedeiras e mais bebedeiras.
Alguns cheiram, alguns injetam, outros não.
É tudo festa meu irmão.

Só que a avenida tem um fim.
O carnaval dura apenas cinco dias.
Quarta-feira de cinzas marca a alma.
Decide o tom.
Sinal de seguir vida santa, vida em frente.


Mas as consequências são inevitáveis.
E vem como fortes bombardeios, sejam
de novas alegrias, euforia.
Seja de novas tristezas, melancolias.

Amores que se firmaram.
Amores que se vão.
Felicidade e dor no coração.

Tudo é possível a partir do que foi plantado.
Tudo é possível e as consequências não são negadas.
Nada que se faz permanece em vão.

Que as colheitas sejam fecundas.
Que as colheitas sejam felizes.
Que as colheitas prolonguem o bom do carnaval.
A vida precisa de mais brilho e cor.
Que as sementes plantadas tenham sido de amor.

Se não foram, que se renovem posteriormente,
pois sempre é hora de ser feliz, semear e colher amor.

By Adalmir Oliveira Campos
adalmir-campos.blogspot.com.br

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