quinta-feira, 23 de outubro de 2014

O pó e a nudez nos iguala


O dia passa...
Segue rápido como os dias
rotineiros tem sido.

São tantas cousas, tantos
compromissos, que há horas
que sentimos até falta de ar
por ter esquecido de respirar.

E sempre sugam mais e mais
da gente.
Os "donos do poder" nunca estão
satisfeitos  e sempre querem mais.

E quem paga o pato, somos nós
simples mortais, que não tivemos
a sorte de nascer em berço de ouro
tipo família de coronéis.

Tantos tem tanto.
Tantos nada tem.
É difícil entender onde está a
democracia, justiça e distribuição
de renda nesta história.

E todo dia a mesma história.
Não que eu esteja reclamando, até
gosto de trabalhar.

Mas tem horas que nós pobres
filhos da... gostaríamos de viver
e respirar o ar que os boas vidas
vivem, ou ao menos ter um pouco
mais de magia na vida, como ter
um pouco além do básico
para viver.

Ser pobre todo dia não é fácil,
na verdade é bem difícil.
Dizem que nascemos pra trabalhar,
que esta é a nossa sina, esta é a
nossa dignificação e sentido
existencial...

Mas tudo isso me cheira muito mal.
Não somos todos humanos e não
nascemos todos nus, sem um vintém
e para a terra não tornamos ao pó
do mesmo modo, exceto aqueles
que seguem em pompas, mas
apodrecem e não há nenhum vintém que
os livre de um fim igual. A nudez e a terra
 nos iguala.

Viver deve ser meio assim, um por
todos e todos por um, sem meios
termos, um povo rico é um povo
feliz, uma minoria rica, o oposto
é um povo infeliz que vive em desgosto.

E que sentido tem esse viver, sem
realmente viver?

Passar pela vida não tem graça,
o jeito mais gostoso e ir devagarinho
podendo curtir, sorrir, abraçar, sonhar,
realizar, amar, cantar, e etc.

Por que somente os ricos tem estes
privilégios, e os pobres o sacrifício?
Que sacrilégio.

É somente justiça o que eu peço...
o resto, é resto.

By Adalmir Oliveira Campos
adalmir-campos@hotmail.com
adalmiroliveiracampos@gmail.com

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