quarta-feira, 11 de junho de 2014

Borboletas rosas e rosas...


Ela veio suavemente pegando carona no vento.
Asas abertas, num abrir e fechar lentos,
permitindo-se plainar no ar.

Pousou delicadamente sobre uma flor de
nome rosa.
Permitiu-se cheirar a mesma enebriando-se
com a sua fragrância.

Permitiu-se o toque, sentindo o aveludado
de cada pétala, vistosa e bela.

Passeou sobre o pólen amarelo e permitiu-se
maquiar deste, tornando possível posterior
polinização.
Promessa de novas flores...
Promessas de novos frutos...
Promessas de novas colheitas.

Quis permanecer um pouco mais, pondo-se a
explorar toda a roseira e a beleza que esta trás.

Espetou-se nos espinhos...
Deu gritinhos, sentindo dor.
Mas aprendeu a lidar com os mesmos evitando
se machucar.

Passou pelas folhas verdes e viçosas, pelo caule
forte que se firma nas raízes profundas.

Extasiou-se com a beleza da roseira e se apaixonou.
Quis nela fazer morada, e enamorada por lá ficou.

Visitou cada botão de rosa, e agraciou-se com a
magia de vê-los desabrochar...

Rosas e mais rosas.
Cada uma mais linda que a outra.

E a borboleta não quis saber de ir voar sobre
outra planta, mesmo estas tendo o seu valor.

Fez morada.
Casou-se, acasalou...
E bela família formou.

E a roseira, de morada e alimento serviu
carinhosamente seus hospedes gentis, numa
dupla troca de afetos, tornando mais belo o
jardim.

São tão belas as borboletas...
São tão belas as rosas...
Mistura maravilhosa que confunde a visão.
São belas e são rosas.

Ambas rosas e borboleta que se
diferenciam apenas pelo movimento produzido,
numa, pelo frescor do vento, e na outra pelo
bater de asas.

Mas o encanto é sobrenatural.
E mais rosa o jardim...
Este torna-se encanto para os olhos que passam
e se alegram no desejo de serem borboletas e
habitarem o jardim.

By Adalmir Oliveira Campos
10/06/2014
adalmir-campos.blogspot.com.br



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