sábado, 3 de maio de 2014

Buquê de flores murcham


Meu alento, meu talento, meu lamento.
Assim como o vento, vem tormento,
frescor e a vida continua, linda, nua e
crua.

Criança apenas, em processo de
aprendizagem do caminhar.
Criança apenas nas descobertas de amar.

Um amar, mar de sol, de sal,figurinhas
de juntar, se formam assim no ato de agrupar.

Um gomo, dois gomos, uma laranja.
Laranja, vários gomos, divisão,
sensações que abraçam mais.

E o mundo segue se dividindo,
se repartindo, sendo de mais de um,
mas no gomo, sendo quase por igual.
Sonho, utopia, partículas de um sonhar.

Algodão doce que adoça e colore o
mar, que ao sol, nas manhãs, tardes
e anoiteceres, levam tons róseos,
avermelhados, carmesins e prússios
que se acentuam ao luar.

Acalanto, espanto, visa o manto.
Manto vermelho imperial.
Mártir do amor.
Da cruz, devolveu-nos amor.

E os tons mudaram feito arte.
Peça de teatro, palco, platéia,
bastidores e camarins.

A vida uma bela peça,
uma bela arte, com certeza
faz parte a esperança nos ensaios,
a nervosura das apresentações,
as lágrimas, os calos, as noite maldormidas,
os dias de estudo, o esforço concluído
e a as bênçãos do reconhecimento.

Buquê de flores murcham.
E a vida segue em novas apresentações
na busca de se perpetuar e ser feliz.

By Adalmir Oliveira Campos
adalmir-campos.blogspot.com.br

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