terça-feira, 13 de maio de 2014

Em busca do sentido da vida


O que fazer?
Para onde ir?
Porque viver?

Perdido me vejo às vezes entre soluços
diante do caos, que as consequências
de meus atos e dos demais que de certa
maneira estão ligados a mim, trazem.

Sigo feito barco à deriva.
Sigo feito náufrago em terra estranha.
Sigo feito alma solitária, penada,
num deserto de ilusões.

Junto cacos.
Junto recordações, lembranças, fatos...
Tento montar em sequência, em capítulos
uma história, a minha história e vejo apenas
partes incompletas, inacabadas, inconclusas.

Tem amor.
Tem romance.
Tem decepções.
Tem perdas.
Tem ganhos.
Tem desamores, solidão, mortes até, e as
lágrimas caem e o sorriso muitas vezes
nega a clarear a face.

E sigo fechado o meu caminho na busca de
me abrir.
Nesta busca de me encher e preencher o vazio
no peito, na boca do estômago, que não é fome
de comida ou alimentos humanos, mas de algo
superior, que creio eu brote do amor.

Do amor por mim, que perdi ao me entregar aos
outros.

Do amor por mim, que perdi ao me anular para
atender aos outros em seu egoísmo e futilidades.

Do amor a mim, que perdi por contrariar minhas
verdade, minhas crenças, costumes, cultura e
atender às verdades, crenças e culturas dos outros,
mesmo sendo sabedor que feriam a muitos e a
todos os envolvidos.

Do amor por mim, que perdi por ter sido conivente
com o mau, por não ter dito não, mesmo que me
causasse a morte ou dificuldades maiores na vida.

Do amor por mim, que perdi por ter fugido ao invés
de lutar, mesmo sabendo que a luta seria em vão,
visto que seria peixe pequeno contra tubarões,
corruptos, por que sempre estão no poder?

E sofri, e sofro, e nas consequências de meus
atos e dos outros, muitos sofreram e ainda sofrem
inclusive o fardo da separação.

E sigo na busca de encontrar o verdadeiro
sentido da vida, que creio eu, se baseia na verdade,
justiça e no amor.

By Adalmir Oliveira Campos
adalmir-campos.blogspot.com.br

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