terça-feira, 6 de maio de 2014

Vida, corda bamba


Risco-me nos riscos.
Riscos que assumo,
na busca do céu,
na busca do aprumo.

Me ponho em corda bamba
a me equilibrar.
Os ventos soam fortes, feito
gritos e empurrões.
Vou-me para um lado.
Vou-me para outro lado,
me agacho até.
Mas pela fé, mantenho-me
de pé.

Um risco, um traço,
um passo por vez, e vou-me
adiante, pois retornar é
impossível depois que se
começa a viver.

É pra frente que a corda bamba
leva...
É pra frente, passo a passo que
se aproxima do destino que feito
linha do horizonte se faz perto,
se faz longe, até chegar o
derradeiro dia.

E assim me arrisco, e no risco
sigo em frente, pois outra alternativa
não há.

Paradas corre-se o risco de
quedas e perdas, riscos que
ninguém almeja correr.

É no risco empolgante que todos
podem vencer.
E riscos correm e vão adiante.
Riscos precisos.
Riscos preciosos até.
Feito diamantes, amantes, que
amam e se encontram no gozo eterno,
ali ao final, que também é começo,
às vezes recomeço, por que não?

Pois o fim é como linha do horizonte,
já foi dito, nunca se alcança, e assim,
em frente seguimos nas passadas da
constante evolução.

By Adalmir Oliveira Campos
adalmir-campos.blogspot.com.br

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