terça-feira, 6 de maio de 2014

Vou-me em tentativas



A vida me consome ou sou eu
quem consome a vida?

Ambos talvez?

E o tempo nesta história,
amigo ou inimigo?
Ambos quem sabe?

E assim, vivo cada dia, buscando
me equilibrar ,mas a corda é
bamba, e nem sempre dá.

Balança pra cá.
Balança pra lá.
Feito brincadeirinha de crianças
no colo a ninar.

E sigo, oras caio, oras me levanto,
oras acerto, oras erro. E errante e
acertante eu vou.

Me culpo.
Me xingo.
Me vingo.
Me mínguo.
Mas vou-me em frente.
Às vezes sorrindo.
Às vezes sofrido.
Às vezes doente.
Às vezes aflito, mas me vou.

Humano errante.
Humano acertante.
Os dois com certeza.

Me perdoo.
Me encho de paz, mas na verdade
é Deus quem me levanta e me
faz ser bem mais.

E sigo.
Às vezes estaciono.
Às vezes me parece estar andando de
marcha ré.
Dois pra lá.
Dois pra cá.
Feito caranguejo a andar.

Mas não paro no lugar, me adianto até,
e em frente eu vou.

Posso não ser o primeiro a chegar,
talvez por não saber onde quero
chegar.
Talvez por não ter a ideia de como chegar.
Talvez por não saber se é meu destino chegar
ou não chegar.

Mas na fé, vou-me.
Sigo, penso eu ser em frente.

Contente,
descontente,
carente,
descarente,
coerente,
incoerente,
sem dente
ou com dente.

Vou-me.
É certo, talvez chegue,
ou talvez não?

Mas não podem, ninguém,
falar que não tentei.

By Adalmir Oliveira Campos
adalmir-campos.blogspot.com.br

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