sexta-feira, 23 de maio de 2014

Quem sabe um dia PARAÍSO.



Caminhos por sol quente.
Nada de atenuar.
Quanto mais quente, mais longo se 
parece o caminho e o caminhar.

É gente, somos nós quem padece.
E o sol se acalma feito forno quente,
primícias do inferno, ou apenas 
consequências das mazelas humanas, 
desumanas?

Não se sabe ao certo.
As calotas polares se despolarizam, 
e as águas enchem oceanos, o clima se 
destempera, e ovo já se frita no asfalto
ou na pedra.

A cada dia, menos árvores. Aumentam-se
as casas, prédios e outras construções.
Lixos se amontoam em balças sobre o mar,
até lá o sossego foi diminuído.

E o vento, a brisa e a chuva tem sido
desejo amigo para temperar a sopa quente
chamada terra.

Poeira, fumaça, sons ensurdecedores, e o
homem correndo de um lado para o outro,
buscando "evolução", mais parecem mais 
construtores de bolinhas de sabão.

Assopram, assopram...
Soltam bolhas, e estas no calor 
intenso e em sua frágil estrutura
estouram e o homem sem o saber, ou
até mesmo sabendo, estoura junto.

E o mundo segue em corda bamba, por
cima do muro entre a evolução e a extinção.
Entre se perpetuar e chegar ao fim.

O caminho é longo.
E a caminhada é cansativa.
E o sol causa sofrimento, ao mesmo
tempo que trás a vida, e entre pólos positivo
e negativo, seguimos na esperança de um 
dia PARAÍSO.

By: Adalmir Oliveira Campos 
adalmir-campos.blogspot.com.br

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