quinta-feira, 24 de abril de 2014

Dia da poesia


A poesia entra nas veias da gente.
Fervilha junto ao sangue quente que
se espalha por todo corpo no pulsar
de cada batida do coração, que leva vida
a todo o corpo.

Só que a poesia não é como o sangue
vermelho viscoso que se basta dentro
do corpo humano.

A poesia exige mais espaço.
Ela transborda para fora do corpo
em palavras e mais palavras,
que formam frases, versos,
textos os mais diversos, poesia.

Ela não se contenta apenas ser pequena.
E busca sempre crescer neste amor
que se debulha em grãos, que semeados
se multiplicam em outras espigas, que por sua
vez nos frutos, são oportunidades de novas
sementes a serem debulhadas, semeadas e
assim sucessivamente, a levar amor, fé, esperança
e diversos conhecimentos e entendimentos ao
mundo e de mundo.

A poesia não se contenda em correr apenas
no sangue vermelho no constante levar de oxigênio
ao corpo humano, ela quer e anseia ser o próprio
oxigênio a ir de humano em humano, levando-os
os sonhos de serem mais humanos, e sendo mais
humanos de serem mais felizes em humanidade,
a espalhar amor, por que não felicidade?

Poesia, poesia, poesia.
Quem deras pudesses amolecer estes tantos corações
endurecidos...

Poesia, poesia, poesia.
Quem deras pudesse correr nas veias de cada
humano, alma peregrina, a peregrinar nesta terra
em busca de serem almas melhores, mais brilhosas
e compatíveis com a Luz a qual um dia deverão se fundir.

Poesia, poesia, poesia.
Tens tamanho poder.

Poesia, poesia, poesia.
Feito sangue, sopro oxigênio, faz vivo cada ser
que se deixa mergulhar, que se deixar contagiar,
sonhar e buscar realizar sonhos e fazer acontecer.

Poesia, poesia, poesia.
Faz pedras se derreterem.
Corações acelerarem, e o amor florescer.
Poesia, poesia, poesia, tem até um dia, todinho pra você,
mas que todo dia seja poesia em realidades o meu,
quem deras o nosso viver.

Poesia, poesia, poesia.

By Adalmir Oliveira Campos
adalmir-campos.blogspot.com.br

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