sexta-feira, 4 de abril de 2014

Nos bastidores das escolas - Educação a peça que faltava


Nos bastidores das escolas fico a observar certos jovens e o modo como eles "aproveitam" seu tempo e recursos que tem às mãos. Confesso que às vezes me choco.

Escola noturna geralmente se matriculam alunos que trabalham durante o dia. E quem nunca viveu desta correria? Levantar bem cedo, ir para o trabalho, labutar o dia todo, mal chegar em casa, tomar um banho, "engolir" algo, pois nem dá tempo para comer direito, e correr para a escola.

Até ai tudo bem! Mais poucos estudam e levam o ensino a sério. Parecem brincar com o tempo em que estão nas escolas. "Matam horários, ficam de namorico, ao celular, de cochichos pelos cantos, e os profissionais da escola que poderiam fazer seu trabalho para atendê-los melhor, ficam "vigiando" o tempo todo as ações dos mesmos, alguns até entram com drogas dentro da escola. Outros pedem para ir embora mais cedo, tentam burlar as regras da escola para se beneficiarem de todo modo.

Mal sabem eles, ou fingem não entender, que o ensino público é investimento deles próprios e de seus familiares, que vem através dos impostos pagos todos os dias, em tudo que usufruem neste grande mercado que é o mundo.

Professores, diretores, supervisores, orientadores, serviçais gerais dentre outros estão ali e são pagos para realizarem o seu trabalho em prol de uma educação de qualidade. Mas do que adianta se não há pessoas dispostas a aprender. Digo, nem todas, mas a maioria que não querem aprender acabam prejudicando as minorias.

Por que ao invés de empatar o tempo e o dinheiro público não ficam em casa? Às vezes seria melhor que ficassem em casa assistindo televisão, já que é esse tipo de educação que querem.
Ao menos não atrapalharia os colegas em seus estudos e nem desmotivaria professores com suas ações muitas vezes imbecis.

Dizem o tempo todo, que os tempos mudaram, que as coisas hoje em dia são diferentes e blá blá blá. 
Mas quando esses jovens vão para o mundo do trabalho será que encontram este mundo "mudado" que tanto falam? E quando vão para as ruas, se envolvem em crimes, drogas, etc. será que encontram este mundo "mudado"?

O mundo não passa a mão na cabeça de ninguém.
Por que será que pai, mãe e professores hoje em dia estão passando a mão na cabecinha deles e deixando eles fazerem oque querem. Encaremos a realidade, joguemos as máscaras no chão. Vivemos em um mundo globalizado, capitalista ao estremo onde os mais fortes "trituram" os mais fracos sem dó nem piedade, onde quem comete delitos são julgados e condenados, "nem sempre", mas são. É assim que o mundo vai receber estes jovens.

Eles terão que esperam por horas nas filas dos bancos, eles terão que respeitar os "chefes", ou seja, os patrões, eles terão que respeitar as regras de outros grupos sociais dos quais farão parte, e assim por diante. E onde aprenderão isto, se a família e a escola só passarem a mão na cabeça deles e deixarem fazerem o que querem?

É preciso ensinar responsabilidades, e desenvolver habilidades e competências nas crianças e jovens, de modo que elas possam aprender o auto respeito e auto amor, e assim aprenderem o respeito e o amor ao outro, e crescerem sendo responsáveis por seu atos, assumindo as consequências dos mesmos, de modo a serem adultos responsáveis, autônomos e felizes, que possam viver plena e dignamente buscando o bem pessoal e coletivo.

O que ensinar no lar e na escola se os tempos mudaram, se a educação mudou?
Acredito que ensinar a ter amor e respeito próprio e ao próximo já seria uma grande evolução, mas ensinar ou conduzir a educação dos mesmos de modo que cresçam sendo bons gestores de suas vidas e vidas em sociedade, a partir do se presente, pois é o presente que se tem e não o futuro, garante-se um futuro melhor a todos os envolvidos nesse processo de educar.

Trabalhar durante o dia, não faz de jovens vitimas ou coitadinhos, a ponto de ficar perdoando faltas, esquecimentos de livros e materiais escolares, burlar provas e trabalhos, deixar que fação o que quiserem. Isso seria deseducá-los para a vida, a vida é uma grande responsabilidade. É certo que não precisa ser levada tão a sério em alguns aspectos, onde se tenha que manter sempre uma postura rígida, mas ela deve ser levada com responsabilidade, respeito e amor.

Jovens hoje em dia encontram-se sem rumo. Sem objetivos de vida, sem saberem o que fazer. É preciso mediar, impor também limites, pois o mundo também impõe, e assim abrir o diálogo para que tanto família, crianças, jovens, adultos, professores e demais profissionais da educação possam construir e promover uma educação que valha a pena e que beneficie a todos de um modo globalizado.

By Adalmir Oliveira Campos 
adalmir-campos.blogspot.com.br

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