domingo, 12 de janeiro de 2014

Estando poeta


A gente senta, tem vontade de escrever.
Tem vontade de deixar sair alguma coisa.
Mas as vezes as palavras não veem.

Parecem presas no inconsciente à
espera de eclodir através de algum
estímulo exterior ou interior.
O que chamo de inspiração.

Vejo os contadores do meu blog parando
e me entristeço, às vezes, por não poder
contribuir com uma palavra amiga.

Com uma palavra de amor.
Com algumas palavras que amenizem a dor.
Com algumas palavras que tragam mais segurança
no ato de viver.
Com algumas palavras que tragam esperança,
paz, ou alguns momentos de prazer diante de
uma boa leitura.

Estando poeta me sinto na "obrigação" de escrever.
De levar às pessoas algo que as inspire.
Algo que as faça vibrar de emoções.
Algo que as façam se verem de um modo diferente.
Algo que desestruture as mesmas e as façam
terem olhos diferentes para se verem...
Algo que as desestruture, e as façam terem olhos diferentes
para verem o outro.

Palavras que as motivem a tirarem o melhor de si,
para si mesmas.
Palavras que as motivem a tirarem o melhor de si,
para seus semelhantes.
Palavras que as motivem a se metamorfosearem
e assim viverem o novo, mesmo num "corpo velho".
Palavras que as motivem a se metamorfosearem
e assim viverem o novo, mesmo num "mundo também enrugado".

Palavras que a levem a enxergar que o mundo não é só corrupção.
Palavras que as levem a enxergar que o mundo não é só desilusão.
Palavras que fortaleçam a crença no amor.
Palavras que amoleçam os corações endurecidos pelas  mazelas
sociais.
Palavras que humanizem esses corações "irracionais", que anseiam
a racionalidade, em meio a tanta negatividades, caos e violência.
Palavras que abram os olhos, para que vejam que as pessoas e
o mundo ainda tem jeito.

Basta o sonho.
Basta a crença.
Basta a fé.
Basta abrir os olhos.
Basta ampliar a audição.
Basta abri sentidos e coração,
na luta, na busca de conquistar...
O que está aí, um pouco à frente, aguardando
próximo passo a ser dado para se tornar realidade.

Estando poeta, sem demagogia.
Sem política fubaseira.
Sem balelas e quimeras.
Levo a notícia poética de que o ser humano, a
assim como a humanidade ainda tem jeito, é o que Deus profetiza,
é o que Deus de nós espera.

By Adalmir Oliveira Campos

adalmir-campos.blogspot.com.br


Nenhum comentário:

Postar um comentário